segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

    Fotojornalismo:   
 

          A foto mostra Dona Josefa que reside às margens do Açude de Boqueirão - Engenheiro Ávidos. Como se vê, a imagem revela um cenário incrível, onde a água doce, azul, sem poluição, se estende sobre uma praia de terra árida que se entrelaça com a vegetação seca as margens do lago. Dona Josefa tem traços indígenas, é pescadora e há mais de duas décadas, sustenta sua família com o pescado do açude. Apesar de ter água em abundancia no terreiro de casa, a água não é encanada e precisa caminhar cinco vezes por semana para buscar o precioso líquido no açude. Não tem energia elétrica em casa, apesar de ter os postes quase em cima de sua residência. Uma dura realidade, que ainda ronda centenas de cajazeirenses principalmente moradores da zona rural do município assim como Dona Josefa.


domingo, 5 de fevereiro de 2012


Plano geral da Feira Livre de Cajazeiras na década de 50. Como você vê
nessa época a nossa feira já era umas das maiores do interior paraibano
e concentrava um grande número de sertanejos vindo de trem ou a 
cavalo de todas as cidades da micro região cajazeirense.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Bela imagem do Cantor e Compositor cajazeirense
Glauco Meireles, durante show domingo passado na 
Estação Cabo Branco em João Pessoa.



sábado, 28 de janeiro de 2012



          Irismar, Cidadão Cajazeirense.         

      Momento ímpar para a poesia de Cajazeiras. A entrega merecida do título de "Cidadão Cajazeirense" ao poeta, escritor e professor universitário Irismar di Lyra. Cajazeirense de coração, radicado há vários anos na cidade de João Pessoa. 
      Nascido em São José de Piranhas, Irismar di Lyra passou toda a infância e juventude em Cajazeiras, onde estudou e se iniciou no mundo das letras, tendo participado nos anos 70 e 80 de vários Festivais Estudantis de Poesias e do movimento cultural ao lado de outros nomes da época, como Gutemberg Cardoso, Josival Pereira, Joab de Sousa, Ubiratan de Assis e Telma Cartaxo. 
    Autor de livros como "Reflexos", de 1978; "Cantata para o agora: Exercícios existenciais", de 1988 e "Cajazeiras: uma aldeia poética", de 1978.  Irismar di Lyra também participou de antologias, como "Recital GRUTAC", de 1976; "Nova poesia brasileira, de 1988 e "Antologia contemporânea da poesia paraibana", de 1995. A propositura foi do Vereador Severino Dantas do PT. A solenidade contou com a presença do Governador do Estado Ricardo Vieira Coutinho.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

I Salão Oficial de Arte Contemporânea - há 34 anos atrás.

por: Cleudimar Ferreira


                         “Eis a nossa exposição.  É dos nossos artistas. É nossa arte. Se é pobre, é porque representa nossa miséria. Se não tem muita criatividade é porque nossa fome não deixa que ela desenvolva.” Assim fechou o último parágrafo do texto de apresentação do catálogo do 1º Salão Oficial de Artes Contemporânea do Sertão, a matriarca do teatro cajazeirense Íracles Blocos Pires, numa evidente demonstração de sentimento político pelos que na cidade, a duras penas, fazia uma arte de resistência e de enfrentamento, diante do isolamento social e cultural que impedia o acesso às novas estéticas e linguagens influentes que indicava o rumo que a arte devia seguir na época.

Essa arte referida por Íracles era específica, regionalizada e interiorizada. Não representava todo conteúdo exposto no Salão, pois o mesmo apresentou trabalhos de artistas de centros mais desenvolvidos, como Campina Grande, João Pessoa, Olinda/PE e Aracajú/SE.  Entretanto, embora ela não fosse consensual - já que poucos a conhecia ou quase não tinham acesso aos ambientes de trabalhos dos artistas, bem como, os locais onde eram expostas e por falta de informação, desconhecia o seu perfil estético; pelo menos era representativa, trazia na sua totalidade elementos que evidenciavam a ligação dos seus produtores com a sua terra, com sua gente e acima de tudo com as condições sociais que a região propiciava a sua produção.
 
É importante salientar que a cajazeiras dos anos 70, já era uma cidade que contemplava a Paraíba com uma acanhada classe de artistas formada por jovens politizados e ideologicamente centrados nos grandes fatos históricos que ocorria no país daquela época; e a arte produzida em seu tempo, boa parte estava a serviço da educação de outra parte da população considerada por segmentos de classe, como desinformada e despolitizada. Por isso, talvez neste contexto, os trabalhos plásticos apresentados no Salão carregassem um viés que adequasse sua produção a esse engajamento político/ideológico, ou simplesmente ostentasse uma forma ingênua de representar as mudanças ocorridas no meio onde viviam os seus agentes produtivos.

Os objetivos aparentes do Salão foram claros ao revelar aos olhos de todos no interior do Grêmio Artístico Cajazeirense, uma arte eclética, ingênua, ultrapassada diante dos novos conceitos de arte contemporânea apresentada nos grandes salões das metrópoles da sul do país. Essa arte embora arcaica para os padrões cajazeirense afigurava-se de viés estético desconhecido, adormecido e novo na visão de seus artistas, porém ignorada pelo poder público que ao longo dos anos tem sido ineficaz no apoio a cultura e arte advinda de locais mais afastados, como as cidades do interior, mas que surpreendia, dando aos artistas a conveniência de saírem do anonimato. “Tirar o artista que existe no povo e que por falta de  oportunidade fica entocado com medo e com vergonha de mostrar seus trabalhos.” Como afirmou a própria Íracles. 

Em outra parte do texto, Íracles questiona as dificuldades de se produzir arte distante dos grandes centros. “Nosso sertão é muito longe dos grandes centros. Nosso artista não tem escolas, na sua grande maioria é primitiva. Tem a chama da arte em si, mas não sabe exprimi-la como deseja, pois falta-lhe oportunidade”. Revela o acanhamento como complexo de inferioridade que impedia o artista de mostrar sua arte. “Nós tivemos a coragem de chamar esse artista, dar-lhe oportunidade, dizer-lhe que sua arte não decepciona que ela é autêntica e que ele, o artista, tem direito a seu lugar ao sol".

O Salão foi realizado há 34 anos atrás, entre os dias 10 e 30 de agosto de 1978, numa época difícil para as produções artistas no país que as duras penas enfrentavam o furor da censura ou fugia do seu rolo repressor. Mas foi em meios a estas dificuldades impostas, expeditivas de ansiedades, que os organizadores conseguiram fazer um evento que parou Cajazeiras. Foram expostos mais de 125 trabalhos, entre desenhos, esculturas, pinturas, tapeçarias e cerâmicas.

    ESPECIFICAÇÕES DO SALÃO   

S A L A  E S P E C I A L

Alfonso Bernal: Eros (equilíbrio), Eros (revolta), Eros (marionetes). Archidy Picado:
Marinha 1, Marinha 2, Retrato. Ricardo Aprígio: Campo 1, Campo 2, Campo 3. José Altino: Pasto e Repasto, O homem da terra e do sol, Pássaro de Prata. H. Helle Bessa: Composição 1, Composição 2, composição 3. Telam Rolim Cartaxo: Composição em Peixes 1, Composição em Peixes 2. Euclides Leal: Paquera, Retrato, O banho de Susana.

P R E M I A Ç Ã O

1º Lugar: Prêmio Banco do Estado da Paraíba para Irene Silva de Medeiros com a obra: Casa de Farinha. 2º Lugar: Prêmio PBtur para o pintor de Pincó Chico Jó com a obra Pilando o milho. 3º Lugar: Prêmio FUNCEP para Jackson Rathge Serrão com o trabalho Desenho I. Menções Honrosas para Alaíde Freitas dos Santos, Cerâmicas; Carmita Bezerra, Tapeçaria e pontões e José Azevedo (Zezinho Pintor), Uma Noite de Natal.

J Ú R I  D E  S E L E Ç Ã O  E  P R E M I A Ç Ã O

Alfonso Bernal, Arquidy Picado e Rurandy Moura.

P A T R O N E S S E

Mirtes Almeida Sobreira (Esposa do então Governador do Estado 
Ivan Bechara Sobreira).

C U R A D O R I A

Irácles Pires (Coordenadora), Telma Rolim Cartaxo (Assistente Técnico) 
e Alfonso Bernal (Programador Visual)

A R T I S T A S  P A R T I C I P A N T E S  E  S U A S  O B R A S

Aurora/CE: Raimundo Nonato Saraiva - Padre José Anchieta.
Aracajú/SE: Antônio Eugênio Ramos - Negra.
Bonito de Santa Fé/PB: Alaídes Freitas dos Santos - Folclore, 26 peças.
Bom Jesus/PB: Elias Francisco Costa. Botão I, Botão II e Botão III.
Cajazeiras/PB: Hélia Andrade - Maria Bonita do Sertão e Da família andrógena. Francisco de Assis - Auto retrato. Maria Inês Claudino Braga - Consciência. Francisco Marcelo Braga Carvalho - Sala de torturas, Uma dama na corte e Cristo. Marluce Martins Duarte - Hóstia Santa. Gute -Técnico Sônia. Natécia Marques - Xangô, Sociedade e Boqueirão. Vitória Rolim - Paisagem. Marli Matos Sá - Pastor e Natureza morta. José Trajano - Corrente de madeira. Linduina Vieira - Ex-votos e Mariano. Wilson - Cristo, Rua de Ouro Preto, e Cangaceiro.
Campina Grande/PB: João Avelino da Silva - Gravura I, Gravura II  e Gravura III. Irene Medeiro Silva - Casa de Farinha e Candomblé
João Pessoa/PB: Reginaldo Alcântara - Cicatrizes, Sala de recepções e O outro sol. Ana Benêvola - Somana e O enigma do eu. Bernadete de Lourdes Costa Braga - Cristo Médico, Praia nordestina. Elpídio Dantas - Mulher, Mulher e Criança, Paisagem. Bento da Gama - Conexão, Transparência e Interseção de formas. Dalberto Henrique de M - Mulher e frutas, Madona, Madonas. Maria Luiza - Composição I e Composição II. Paulo Roberto Melo - Beija Flor I, Beija Flor II e Beija Flor III. Jairo Mozat - Descanso do guerreiro e Destruição. Evaldo Fabiano F. de Freitas - Uma esmola pelo amor de Deus. Welington Rocha - Máscara I, Mascara II e Mascara III. Jacksom Rathge Serrão - Desenho I, Desenho II e Desenho III. 
Juazeirinho/PB: Fernando Fernandes - Recomeçar, Sentimentos e Meditação.
Olinda/PE: Vitória Kessler - O pilão, O Quebra Panela e Favela.
Patos/PB:  José Azevedo (Zezinho Pintor) - Uma noite, José Pretinho e o Cego Aderaldo no martelo agalopado, O Vaqueiro do Sertão. Marcos Meira Cesar - Sem título I e Sem título II. Irmã Madalena - Vaqueiro, Solidão, Sertão. Fernão  Dias de Sá. - A grande síntese, Rua do tostão, Cristo a vontade e Almas de Bailarinas.
Pombal/PB: Maria do Carmo Bezerra - Pontões, Congadas e Irmandade do Rosário. Maria Araújo Farias - Paisagem sertaneja, Paisagem sertaneja e Noite.
Piancó/PB: Teresa Alencar - Cubismo e Namorados. Ivan - Cristo. Chico Jó - Debulhando Milho, Pilando Milho e Peneirando Milho. Márcia - Baiana, Historinha e Pescador.  
Pilar/PB: Isaias Alves de Costa - Fome. 
São José de Lagoa Tapada/PB: Natal Batista - Vaqueiro I e Vaqueiro II. Socorro Batista - Namoro, Noivado, Casamento. Das Neves - Namoro e Enamorado.
Santa Helena/PB: Berenice Ricardo Rolim - O Cristo e Casa da Fazenda.
Sousa/PB: José Vieira da Costa - O Garí estilizado. Vânia Pires Ferreira - O cortejo, Adão e Eva e O velho e a Velha. Maria Auxiliadora Pinto Lopes - Preto velho e Pilando sonhos; Maria Emília Pires  - O galo e Losangos. Graça Rodrigues - Mãe Proveta. Daví Bezerra Vasconcelos - Piquenique e A sertaneja.
Uiraúna/PB: Laércio Pinheiro  da Silva - Caminho para cidade, Cruz. João Neto Batista - O amor, Uma crítica (pra que) e Camponesa. 




terça-feira, 24 de janeiro de 2012


 Show de Glauco Meireles na 
Estação Cabo Branco.

O cantor cajazeirense Glauco Meireles, fará no próximo domingo (dia 29) no Auditório da Estação Cabo Branco Ciência e Artes, a partir das 19h00min, um Show de Pré - lançamento do seu novo CD. No repertório, além de músicas de estilos variados de aceitação popular, como MPB, POP ROCK, FORRÓ e outros, o cantor apresentará ao público músicas de sua autoria. Vale apenas conferir. A entrada é franca.




sábado, 21 de janeiro de 2012

Conjunto Musical Os Bembens

porCleudimar Ferreira

Uma das formações do Conjunto Os Bembens . Bá Freyre - Guitarra
Islânio - Baixo, Nego Ivan - TrompeteDemar - Sax
Chico Bem Bem e Valdemar - Bateria.

Os Bembens foi um conjunto musical formado nos anos 60 pelo empresário cajazeirense Francisco Alves de Andrade, conhecido popularmente como Chico Bembem. Bembem nasceu no dia 23 de fevereiro de 1942. É filho de seu Joca Andrade e de Dona Maria do Carmo (já falecida) Chico Bembem tem mais três irmãos: Mário Alves, Neide Alves e Maza Alves. 

O final da Rua Erenice Ferreira, que ficava aos pés do Morro - Cristo Rei, nas vizinhanças do Seminário Diocesano de Cajazeiras, foi um dos locais de ensaios do conjunto. Os Bembens, era basicamente formado por músicos da cidade. Pela banda passaram os músicos: Alberto, Bá Freyre, Demar, Islânio, Nego Ivan, Olivan Pereira - Big Boy, Riba e Valdemar. 

Os “Bembens” fez história na musicografia cajazeirense, já que em todos grandes bailes que aconteceram nos anos 60, 70 e 80, a banda sempre foi à grande atração. O conjunto foi também responsável pela animação dos principais shows de cantores de sucesso da época que se apresentaram nos destacados clubes da cidade: Clube 1º de Maio, Cajazeiras Tênis Clube e Jovem Clube. No final dos anos 70 e início dos anos 80, Os Bembens chagou a gravar um Compacto Duplo, ou seja, com 4 músicas, que foi vendido no comércio de discos de Cajazeiras e da Região. 

A capa do compacto duplo gravado pela banda, apresentava um impressa em preto e branco com fotografias dos integrantes da banda ao lado do ônibus que conduziu Os Bembens até os estúdios de gravação no Recife. Esse compacto é hoje considerado uma relíquia, não só para a história música na cidade de Cajazeiras, mas também para história da música popular brasileira, já que apresentava canções em vários ritmos, com características marcantes da Jovem Guarda, do Coco, do Forró e até do instrumental.  

Nos anos 80, o empresário Chico Bembem se mudou para o Estado do Piauí e com ele, a banda também. Ainda hoje em plena atividade naquele Estado, "Os Bembens da Paraíba”, nome da atual formação, faz shows costumeiramente nas cidades do interior, levando alegria ao povo e animando bailes com a presença de cantores da MPB, conhecidos do público, como fazia em Cajazeiras e nas cidades circunvizinhas, nos idos anos 70 e 80.


  Álbum Fotográfico...    

Recorte de 1975, do Jornal O Estado do Piaui. Formação: Paulinho
Nelson, Valdemar, Josué, Chico Bembem e Marcos.

Capa do Compacto duplo de os Bembéns.

Uma outra formação do Conjunto Os Bembens. Waldemar, Chico Bembem, 
Geraldo - In memórian, Tiquinho, Alberto, Enoque e Bá Freire. Imagem 
produzida no Cine Teatro Apolo XI durante o Show do 
cantor Reginaldo Rossi.

Os Bembens - uma das primeiras formações. Ba Freyre, ...?, Waliomar 
(In memoriam), Firmino, Geraldo(In memoriam), Tiquique, Adelson 
e Chico Bembem. Um detalhe: Na rural burra preta.

 Formação mais recente (anos 80) do Conjunto Os Bembens.

 Waldemar (in memórian), Chico Bembem, Demar, Ivan, Mago, Irlânio 
e Bá Freyre. Baile com a banda show Os Bembens.

 Baile e show do cantor José Roberto com animação do 
conjunto Os Bembens
 
 Conjunto Os Bembens

 Área de Lazer, anos 80. Baile/Festa "Namorados da lua". Roque, 
Luizinho, Serginho de Natal, Ivan, Mário Bembem e Demar, 
era a formação do Conjunto Os Bembens

 Clube 1º de Maio, anos 70. Festa com animação do conjunto Os Bembens

Ónibus da Viação Andorinha que levou a bandaaté o Recife, Pernambuco
 para gravação do 1º Compacto duplo

Os Bembens anima o Show do cantor Reginado Rossi

Os Bembens anima o show do cantor Jerry Adriano



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Imagens: do acervo de Mário Alves e Francisco Alves de Andrade (Chico Bembem).