quinta-feira, 23 de julho de 2026

Festival Avoador - Programação

 




A programação do Festival Avoador está no ar! 
Durante quatro finais de semana, o cinema vai percorrer Cajazeiras, ocupando espaços culturais, comunidades rurais e, principalmente, criando novos encontros entre o público e o audiovisual.
As exibições acontecerão de forma intercalada entre a Mostra Eutrópio Cartaxo e a Mostra Zé Sozinho. Assim, a cada sessão, o público viverá uma programação diversa e complementar.
A Mostra Zé Sozinho terá um significado ainda mais especial: sua estreia acontece no Cine PAX, marcando o retorno de um dos cinemas mais emblemáticos da história de Cajazeiras. O espaço volta a receber uma sessão de cinema especialmente para o Festival Avoador, resgatando memórias e reafirmando o cinema como lugar de encontro, cultura e pertencimento.
Já a Mostra Eutrópio Cartaxo acontecerá no Centro Cultural Zé do Norte, onde fica a Sala de Cinema Marcélia Cartaxo. 
Além das mostras, o festival segue pelas comunidades de Azevém, Boqueirão de Piranhas e Serra da Arara com oficinas de brinquedos ópticos e sessões itinerantes, levando a magia do cinema para diferentes territórios.
CINE PAX
Rua Padre José Tomaz.
Está localizado no Prédio do Bispo, na rua da escola Dom Moisés Coelho, no centro da cidade.
CENTRO CULTURAL ZÉ DO NORTE
Rua Victor Jurema.
Fica localizado atrás da Biblioteca Municipal.
Vem compartilhar com a família, com os amigos e as amigas!


Festival Avoador - Filmes Selecionados

 


O Festival Avoador tem a alegria de apresentar os filmes selecionados para as Mostras Eutrópio Cartaxo e Zé Sozinho, ambas de caráter não competitivo. 

Recebemos quase 400 inscrições, vindas das mais diversas regiões do Brasil. Cada obra que chegou até nós carregava um universo próprio, revelando a potência, a diversidade e a sensibilidade do cinema produzido em diferentes territórios do país.

A todas as pessoas que inscreveram seus filmes, o nosso mais sincero agradecimento por terem confiado seus trabalhos ao Festival Avoador. Vocês fazem parte da construção desta primeira edição e ajudam a fortalecer o cinema como espaço de memória, arte, afeto e transformação.

Às obras selecionadas, o nosso PARABÉNS!!! Que os voos do Festival Avoador continuem aproximando histórias, territórios e olhares por meio do cinema.

DA PROGRAMAÇÃO VISUAL E DOS HOMENAGEADOS 

Carrossel com três artes gráficas do Festival Avoador sobre fundo claro com textura aquarelada em tons suaves de azul, verde, amarelo e laranja. 

A identidade visual utiliza ilustrações em preto dos homenageados Zé Sozinho e Eutrópio Cartaxo e tipografia de inspiração artesanal. 

A primeira imagem apresenta o título "Filmes Selecionados", os retratos dos homenageados e as logomarcas da realização e apoio. 

A segunda reúne os filmes selecionados para a Mostra Eutrópio Cartaxo, voltada às exibições na cidade de Cajazeiras. 

A terceira apresenta os filmes da Mostra Zé Sozinho, dedicada às exibições itinerantes. 

Em ambas as listas, os filmes aparecem organizados em duas colunas, acompanhados dos nomes de seus diretores e das cidades de origem.

A curadoria





A Volta Triunfal do Cine Teatro Pax em Cajazeiras



Há lugares que não são apenas prédios. São guardiões de memórias, sonhos e descobertas. Para quem viveu a Cajazeiras de outras décadas, o Cine Pax, o Apolo XI e o Cine Éden eram muito mais do que salas de exibição. Eram portais para outros mundos. Na grande tela, crianças e adultos viajavam por histórias de amor, aventuras de capa e espada, faroestes, comédias inesquecíveis e clássicos que despertavam a imaginação.

Com o fechamento dos cinemas na década de 1980, impulsionado pela popularização da televisão, Cajazeiras perdeu muito mais do que espaços de lazer. Perdeu pontos de encontro, de convivência e de construção de memórias afetivas. Hoje, o antigo Cine Pax tem outra função, mas permanece vivo na lembrança de quem ali sorriu, se emocionou, sonhou e descobriu que o cinema tem o poder de transformar vidas.

É justamente esse sentimento que o Festival Avoador quer reavivar. No dia 26 de julho, A PARTIR DAS 19H, o público está convidado para uma sessão especial que marcará a reabertura simbólica do Cine Pax. Venha fazer parte desse momento e ajudar a manter viva a história do cinema na nossa cidade.

No vídeo, demos uma demonstração de como chegar no Prédio do Bispo, indo da praça Coração de Jesus, no centro de Cajazeiras, até o local. No dia, teremos setas indicando a entrada! Não se preocupem, será fácil chegar.

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

ATUALIZANDO A LISTA COM OS NOMES DOS AMIGOS QUE ADQUIRIRAM ESSE LIVRO



AGRADECIMENTO ESPECIAL aos amigos que acreditaram e colaboraram, comprando o meu primeiro livro. Meu muito obrigado. Que as energias positivas deem a todos em dobro.
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ALOISIO LIRA DE FIGUEIREDO

técnico judiciário – Sousa

ALYSSON AMÉRICO DE OLIVEIRA

músico e funcionário público – Cajazeiras

ANTÔNIO CARLOS VILAR

bancários – Fortaleza

BUDA LIRA

dramaturgo e ator paraibano – João Pessoa

EDINEUZA AMARO

professora e assistente social – Campina Grande

FRANCELINO SOARES DE SOUZA

professor e historiador – João Pessoa

FRANCISCO PEREIRA (prof. Pereira)

professor e historiador – Cajazeiras

HERISTHON MAX MOREIRA LIBANIO

contista – Cajazeiras / Triunfo

IRLANA MARIA HOLANDA GONÇALVES

professora – Cajazeiras

JOSÉ MOREIRA LUSTOSA

advogado – Cajazeiras

JOSÉ HERILBERTO DE SOUSA

– Cajazeiras

JOÃO BOSCO FERREIRA

funcionário público – Cajazeiras  

LÚCIO SÉRGIO VILAR

jornalista, cineasta e professor – João Pessoa

MARCOS AURELIO LIRA SILVA

sargento PM reformado – Cajazeiras

ROGÉRIO ASSIS LIRA

médico oncologista – Lagoa Seca

VILMA MACIEL LIRA

professora, escritora e poetisa – Juazeiro do Norte


* Cleudimar Ferreira

sábado, 18 de julho de 2026

Eutrópio Cartaxo e o Cine Cruzeiro da Rua Dr. Coelho

cartaz institucional da mostra. ilustração: etc.mada


O segundo homenageado do Festival Avoador será o irreverente (in memoria) Eutrópio Cartaxo. O exibidor será lembrando na mostra, com uma sala exclusiva que terá título: Mostra Eutrópio Cartaxo.

Mas quem foi Eutrópio? Foi bem antes de Zé Sozinho um dos percussores a instalar salas alternativas na cidade, além de fazer um trabalho mambembe, exibindo filmes em outras municípios e povoados vizinhos a Cajazeiras, em espaços muitos deles improvisadas.

Em 1954, fundou o Cine Teatro Cruzeiro, na Coelho Sobrinho, nº 38, e dedicou-se à exibição de filmes, atuando em todas as etapas do funcionamento da sala e contribuindo para a formação de público no sertão paraibano. Lá também aconteciam shows, contando com a presença de grandes nomes da música brasileira da época.

No fim da década de 1960, expandiu sua atuação para Ipumirim (CE), onde criou os cinemas São Sebastião e Rex. Relatos da tradição oral também afirmam que colaborou com Zé Sozinho na instalação de um cinema na Avenida Camilo de Holanda, consolidando seu legado na difusão do audiovisual no Alto Sertão da Paraíba.

A mostra, terá sessões gratuitas e rodas de conversas voltadas ao universo do audiovisual brasileiro e paraibano, em exibições que acontecerão na cidade de Cajazeiras. Para quem gosta de cinema, “um prato cheio de imagens e conversas”.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

ZÉ SOZINHO: o cinema que chegava de bicicleta


cartaz institucional da mostra. ilustração: etc.mada

Nesta primeira edição, o Festival Avoador presta homenagem a duas personalidades que marcaram a história do audiovisual em Cajazeiras. Uma delas é Zé Sozinho, que dá nome à MOSTRA ZÉ SOZINHO, com a programação itinerante que levará sessões gratuitas e oficinas a antigos espaços de cinema, comunidades rurais e distritos de Cajazeiras-PB, reafirmando a ideia de que o cinema deve alcançar todos os lugares.

Uma grande marca de Zé Sozinho era sua bicicleta e, por este motivo, decidimos fazer dela a identidade visual do nosso festival. Assim, celebramos o legado de um exibidor popular que fez da bicicleta um veículo de cultura e do sertão uma grande sala de cinema a céu aberto

Mas quem foi Zé Sozinho? Pernambucano de Pajeú das Flores, Zé Sozinho percorreu o interior da Paraíba, Pernambuco e Ceará levando um projetor de 16mm e latas de filmes sobre sua bicicleta. Para ele, qualquer lugar podia se transformar em cinema: praças, ruas, galpões, igrejas ou o sertão da caatinga.

Em Cajazeiras, montou seu cinema em um antigo galpão próximo à Avenida Camilo de Holanda, que durante o dia era oficina mecânica e, à noite, se transformava em sala de exibição. Mais do que projetar filmes, reunia pessoas e criava experiências coletivas em torno da tela.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Cristiano queria apenas ser prefeito





Cajazeiras, não foi vocacionada para votar em políticos progressistas, de centro esquerda, ou talvez de coisa parecida com isso. Nem tão pouco em candidatos de tendência humanista, letrados e abalizados no mundo intelectual das letras, das linguagens artísticas ou das práticas culturais e populares. 

Políticos com habilidades no campo da poesia, dos signos e da literatura. Dotados de certo sentimanto, diferente do convencional, digamos assim. De pefil parecido, Abdiel de Souza Rolim, Raimando Ferreira, Francisco Sales Cartaxo, Cristiano Cartaxo e Bosco Braga Barreto – de tendência socialista, bem que tentaram, mas não tiveram sucesso.

Indentificado com esse contexto, em 1951, o poeta, professor e farmacêutico Cristiano Cartaxo, homem das letras, autor de versos simbólicos e contemplativos para sua amada cidade, foi levado por um impulso a enveredar pela castra politica cajazeirense, a disputar um pleito partidário, inclusive, um cargo público de elevado destaque no município. Ele queria ser prefeito, assim como também queria, Bosco Braga Barreto, Farncisco Sales Cartaxo e Raimundo Ferreira.

Na disputada campanha desse ano a prefeitura de Cajazeiras, pela aliança UDN/PTB, Cristiano teve como vice, o médico Sabino Rolim Guimarães. Mas do outro lado da disputa, havia um politico carismático, acostumado a cair facilmente na graça do povo. Uma aparente barreira para Cristiano, difícil de ser escalada, de ser vencida. O nome dele era Otacílio Jurema, do Partido Social Democrático (PSD), que tinha como vice de chapa o agropecualista e politico atuante, Acácio Braga Rolim.

O PDS de Otacílio Jurema, nos anos 50, era a principal força política do país, dominando o Congresso Nacional e era simpatizante das elites ruais. Partido cujo a representação nacional, na sua maioria eram desprovidas de sentimento ideológico e de atração pelas letras, poesia, literatura e habilidades artísticas. Em 1950, lançou Christiano Machado à presidência da república. Foi derrotado por Getúlio Vargas, mas mesmo assim, o PSD manteve ampla maioria na Câmara dos Deputados e elegeu dez governadores.

Talvez essa força toda, tenha sido o caminho voraz usado para derrotar em Cajazeiras o nosso poeta Cristiano Cartaxo, que obteve 2.259 sufrágios, cerca de 41, 83% dos votos válidos, abaixo dos 3.142 votos tirados por Otacílio Jurema. Ou seja, 58,17% dos votos totais. Ficando o poeta de “A Musa Quase Toda” na amargosa segunda colocação. Revelando já nessa década, o gosto partidário do povo cajazeirense pelos políticos de tendência conservadora, que seria mantida até os dias atuais.

cledimarferreira

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