terça-feira, 4 de agosto de 2026

CAJAZEIRAS, 163 Anos: A cidade que aprendeu a transformar sonhos em futuro

cleudimarferreira


Há cidades que nascem de uma beira de estrada. Outras, da margem de um porto, do igarapé de um rio – de um riacho, de um arraial em pleno sertão. Nasce a partir de uma ideia, da perseverança e da persistência de alguém que acredita em sonho concretizado. Cajazeiras nasceu de uma escola.

Antes que seus sinos anunciassem missas, antes que suas ruas recebessem os passos dos viajantes, antes mesmo que existisse como cidade, já havia ali naquele sítio em formação, um homem convencido de que o conhecimento seria a melhor maneira de um lugar prosperar, como também, a maior riqueza que o sertão poderia possuir para se desenvolver.

Quando o Padre Inácio de Sousa Rolim abriu as portas da sua escola que depois virou colégio, talvez nem imaginasse que estava lançando uma semente que ia nascer grande. que ia longe, capaz de atravessar séculos. não fundava apenas uma casa de ensino. Fundava uma maneira de pensar. Plantava uma vocação no solo nordestino. E poucas cidades brasileiras podem dizer que nasceram assim.

Enquanto muitas localidades do interior daquele Brasil do seu tempo, cresciam em torno de mercados, quartéis ou fazendas, Cajazeiras em pleno o sertão esquecido e distante, crescia em torno dos livros.

Talvez por isso tenha aprendido cedo que o saber nunca foi luxo. Mas, uma – sempre necessidade ordinário na vida de um ser humano. Foi dessa compreensão que nasceu uma cidade onde ensinar se tornou quase um modo de viver. Um prazer da vida.

Ao completar cento e sessenta e três anos de emancipação política, Cajazeiras continua carregando no seu peito para o futuro - com muito orgulho um título que não foi concedido por decreto nem por favor: Cidade que ensinou a Paraíba a ler.

Esse título foi conquistado pela vocação do seu povo, pela determinação de sua gente, que intendeu que o ensino, seja ele aplicado por intermédio de uma casa de taipa ou de uma alvenaria de tijolos batidos, mas que a frende tivesse um vocacionado, um padre determinado, compromissado com a educação.

Até parece que seria essa a sina que Cajazeiras cumpriria na sua trajetória histórica com a educação no tempo, seja ele presente ou futuro, ou simplesmente nas carteiras do Colégio do Padre Rolim. Escola que historicamente, foi ampliado quando surgiram os primeiros educandários na cidade já crescida.

Com o fortalecido da cidade e evidentemente com crescimento da demanda, vieram as instalações das primeiras faculdades. Sendo confirmado pela chegada das universidades que transformaram Cajazeiras num dos maiores polos educacionais do interior nordestino.

Hoje, milhares de estudantes atravessam estradas vindos de dezenas de municípios do sertão paraibano, do Ceará, do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Vêm em busca da mesma coisa que, há quase dois séculos, atraía jovens sertanejos: conhecimento. É curioso perceber que uma cidade do semiárido nunca aceitou a escassez como destino. Quando faltava água, inventava açudes.

E assim foi o grito contido no silencio de sua gente. Quando faltavam recursos, inventava trabalho. Quando parecia faltar esperança, inventava escolas. Talvez seja esse o verdadeiro retrato de Cajazeiras. Uma cidade que nunca esperou o futuro chegar. Sempre olhou e andou pensando em construir.

Mas Cajazeiras nunca viveu apenas de livros. Seus corredores escolares ensinaram gramática, matemática e filosofia. As ruas, por exemplo, produziram cultura e ensinaram arte. Poucas cidades interioranas produziram uma vida cultural tão intensa.

O teatro encontrou aqui terreno fértil, pronta para acolher sementes que germinaram bons frutos nas quatro linguagens da arte. Palcos improvisados tornaram-se escolas de atores. Grupos amadores transformaram-se em referências estaduais. Companhias revelaram talentos.

Nas décadas passadas, nomes dedicaram a vida à construção de uma cena teatral que fez de Cajazeiras uma referência para toda a Paraíba. Dali nasceram artistas que cruzaram fronteiras. Alguns chegaram aos palcos nacionais. Outros conquistaram espaço na televisão. Outros encontraram no cinema o lugar para contar histórias.

E todos carregaram consigo um pouco da cidade onde aprenderam que interpretar também é uma forma de ensinar. Porque a arte sempre foi uma segunda escola cajazeirense. A música também encontrou abrigo. Bandas, Corais, Compositores, Poetas, Cordelistas, Repentistas, Cantadores. Cada um acrescentou um capítulo à identidade cultural da cidade.

Nas festas populares, nos festivais, nas praças, nos auditórios, nos antigos cinemas, nos clubes e nos teatros, Cajazeiras aprendeu que cultura não é enfeite. É patrimônio, É memória, É resistência,

Também a literatura encontrou terreno generoso. Escritores transformaram o cotidiano sertanejo em páginas permanentes. Cronistas registraram a alma da cidade. Pesquisadores preservaram documentos. Historiadores impediram que o tempo apagasse personagens. Poetas ensinaram que o sertão também sabe escrever delicadezas.

E assim Cajazeiras foi acumulando uma riqueza que nenhum banco seria capaz de guardar. Sua riqueza sempre esteve nas pessoas. Nos professores. Nos artistas. Nos médicos. Nos advogados. Nos religiosos. Nos jornalistas. Nos estudantes. Nos comerciantes. Nos trabalhadores anônimos que construíram cada rua, cada casa e cada sonho.

Ao longo de cento e sessenta e três anos, a cidade atravessou secas, crises econômicas, mudanças políticas e transformações sociais. Viu partir muitos de seus filhos. Mas também viu inúmeros retornarem. Porque Cajazeiras tem um estranho poder. Quem nasce aqui nunca parte completamente.

Leva consigo um sotaque. Uma lembrança. Uma esquina. O cheiro da chuva sobre a terra seca. Os sinos da Matriz. As conversas nas calçadas. Os reencontros das festas de agosto. Os abraços inevitáveis. As histórias repetidas que nunca envelhecem. Há cidades que impressionam pelo tamanho. Outras, pelos arranha-céus. Algumas, pela riqueza material.

Cajazeiras impressiona pela capacidade de produzir gente. Gente preparada. Criativa. Sensível. Inquieta. Talvez por isso seus filhos estejam espalhados pelo Brasil inteiro. Nas universidades. Nos tribunais. Nos hospitais. Nos laboratórios. Nos palcos. Nos estúdios de televisão. Nas redações. Nas salas de aula.

Sempre levando consigo um pouco daquela cidade sertaneja onde aprenderam que o conhecimento abre caminhos que nenhuma seca consegue fechar. Hoje, quando Cajazeiras completa 163 anos, a maior homenagem que se pode prestar não está apenas em celebrar seu passado. Está em compreender sua missão.

Continuar sendo uma cidade onde a educação seja prioridade. Onde a cultura encontre espaço. Onde o teatro continue formando artistas. Onde a música continue emocionando. Onde os livros continuem sendo companheiros. Onde a memória continue sendo preservada. Porque cidades também envelhecem.

Mas algumas envelhecem como as grandes árvores: tornam-se mais fortes, mais frondosas e mais necessárias. Cajazeiras é uma delas. A cada novo aniversário, não soma apenas um ano.

Acrescenta mais uma página a uma história iniciada por um sacerdote que acreditava na força transformadora da educação e continuada por gerações inteiras que fizeram da cultura uma forma de existir. E talvez seja justamente esse o maior legado desses cento e sessenta e três anos.

Cajazeiras nunca foi apenas um lugar no mapa do sertão paraibano. É uma ideia. A ideia de que um povo educado constrói uma sociedade mais justa. De que uma cidade que valoriza seus artistas nunca perde sua identidade. De que preservar a memória é preparar o futuro. Por isso, celebrar Cajazeiras é celebrar muito mais do que uma data. É celebrar um modo de viver. É celebrar um povo. É celebrar uma cidade que, há 163 anos, continua ensinando que o maior patrimônio de qualquer terra não está em suas pedras, nem em suas ruas, nem em seus prédios.

Está nas pessoas que fazem da educação, da cultura e da esperança uma permanente obra coletiva. Parabéns, Cajazeiras. Aos seus 163 anos, você continua sendo uma das mais belas lições que o sertão brasileiro já escreveu.

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terça-feira, 28 de julho de 2026

Cajazeiras e Região, Vive Expectativa da Realização do VIII CAJAZEIRATO de Artes Cênicas





Cajazeiras e cidades circunvizinhas vivem as expectativas para receber entre os dias 22 e 23 de agosto deste ano de 2026, a volta do 8ª Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras (CAJAZEIRATO). O evento que celebra as artes cênicas, principalmente no sertão, incluir uma mostra de teatro, oficinas, debates e o prêmio Karla Christiane (in memoriam) – Homenageada dessa versão.
 
O festival, com toda sua demanda, ocorrerá nas dependências do Teatro Estadual Íracles Brocos Pires – Teatro Ica. Consolidade como um importante espaço de valorização, difusão e fortalecimento do teatro paraibano, especificamente no interior sertanejo, o festival reúne artistas, grupos teatrais, produtores culturais e o público em geral, em uma programação dedicada à criatividade, ao intercâmbio de experiencias e ao reconhecimento da produção cênica estadual. Ao longo de sua trajetória, o CAJAZEIRATO reafirma o compromisso com a democratização do acesso à cultura e com o incentivo às artes como instrumento de transformação social.
 
Nesta oitava edição, o festival presta uma emocionante homenagem in memoriam à atriz Karla Christiane, cuja dedicação, talento e paixão pelo teatro deixaram um legado inesquecível para a cena cultural cajazeirense e paraibana. Sua memória permanecerá viva em cada espetáculo, em cada aplauso e na inspiração que continua a oferecer às novas gerações de artistas.
 
Realizado pela ACATE – Associação Cajazeirense de Teatro, o 8ª CAJAZEIRATO conta com o apoio da Lei Aldir Blanc e do FUMINC – Fundo Municipal de Incentivo à Cultura de Cajazeiras, reafirmando a importância das políticas públicas de incentivo à cultura para o fortalecimento da produção artística local e regional.
 
Mais do que um festival, o CAJAZEIRATO é um encontro de talentos, histórias e emoções, onde o palco se transforma em espaço de diálogo, reflexão e encantamento. Que esta edição seja marcada pela celebração da arte, pela valorização da memória de Karla Christiane e pelo fortalecimento do teatro como expressão viva da identidade cultural do nosso povo.
 
A entrada em todas as ações e apresentações de teatro, será inteiramente grátis. Portanto, sejam todos bem-vindos.

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Festival Avoador - Programação

 




A programação do Festival Avoador está no ar! 
Durante quatro finais de semana, o cinema vai percorrer Cajazeiras, ocupando espaços culturais, comunidades rurais e, principalmente, criando novos encontros entre o público e o audiovisual.
As exibições acontecerão de forma intercalada entre a Mostra Eutrópio Cartaxo e a Mostra Zé Sozinho. Assim, a cada sessão, o público viverá uma programação diversa e complementar.
A Mostra Zé Sozinho terá um significado ainda mais especial: sua estreia acontece no Cine PAX, marcando o retorno de um dos cinemas mais emblemáticos da história de Cajazeiras. O espaço volta a receber uma sessão de cinema especialmente para o Festival Avoador, resgatando memórias e reafirmando o cinema como lugar de encontro, cultura e pertencimento.
Já a Mostra Eutrópio Cartaxo acontecerá no Centro Cultural Zé do Norte, onde fica a Sala de Cinema Marcélia Cartaxo. 
Além das mostras, o festival segue pelas comunidades de Azevém, Boqueirão de Piranhas e Serra da Arara com oficinas de brinquedos ópticos e sessões itinerantes, levando a magia do cinema para diferentes territórios.
CINE PAX
Rua Padre José Tomaz.
Está localizado no Prédio do Bispo, na rua da escola Dom Moisés Coelho, no centro da cidade.
CENTRO CULTURAL ZÉ DO NORTE
Rua Victor Jurema.
Fica localizado atrás da Biblioteca Municipal.
Vem compartilhar com a família, com os amigos e as amigas!


Festival Avoador - Filmes Selecionados

 


O Festival Avoador tem a alegria de apresentar os filmes selecionados para as Mostras Eutrópio Cartaxo e Zé Sozinho, ambas de caráter não competitivo. 

Recebemos quase 400 inscrições, vindas das mais diversas regiões do Brasil. Cada obra que chegou até nós carregava um universo próprio, revelando a potência, a diversidade e a sensibilidade do cinema produzido em diferentes territórios do país.

A todas as pessoas que inscreveram seus filmes, o nosso mais sincero agradecimento por terem confiado seus trabalhos ao Festival Avoador. Vocês fazem parte da construção desta primeira edição e ajudam a fortalecer o cinema como espaço de memória, arte, afeto e transformação.

Às obras selecionadas, o nosso PARABÉNS!!! Que os voos do Festival Avoador continuem aproximando histórias, territórios e olhares por meio do cinema.

DA PROGRAMAÇÃO VISUAL E DOS HOMENAGEADOS 

Carrossel com três artes gráficas do Festival Avoador sobre fundo claro com textura aquarelada em tons suaves de azul, verde, amarelo e laranja. 

A identidade visual utiliza ilustrações em preto dos homenageados Zé Sozinho e Eutrópio Cartaxo e tipografia de inspiração artesanal. 

A primeira imagem apresenta o título "Filmes Selecionados", os retratos dos homenageados e as logomarcas da realização e apoio. 

A segunda reúne os filmes selecionados para a Mostra Eutrópio Cartaxo, voltada às exibições na cidade de Cajazeiras. 

A terceira apresenta os filmes da Mostra Zé Sozinho, dedicada às exibições itinerantes. 

Em ambas as listas, os filmes aparecem organizados em duas colunas, acompanhados dos nomes de seus diretores e das cidades de origem.

A curadoria





A Volta Triunfal do Cine Teatro Pax em Cajazeiras




Há lugares que não são apenas prédios. São guardiões de memórias, sonhos e descobertas. Para quem viveu a Cajazeiras de outras décadas, o Cine Pax, o Apolo XI e o Cine Éden eram muito mais do que salas de exibição. Eram portais para outros mundos. Na grande tela, crianças e adultos viajavam por histórias de amor, aventuras de capa e espada, faroestes, comédias inesquecíveis e clássicos que despertavam a imaginação.

Com o fechamento dos cinemas na década de 1980, impulsionado pela popularização da televisão, Cajazeiras perdeu muito mais do que espaços de lazer. Perdeu pontos de encontro, de convivência e de construção de memórias afetivas. Hoje, o antigo Cine Pax tem outra função, mas permanece vivo na lembrança de quem ali sorriu, se emocionou, sonhou e descobriu que o cinema tem o poder de transformar vidas.

É justamente esse sentimento que o Festival Avoador quer reavivar. No dia 26 de julho, a partir das 19h, o público está convidado para uma sessão especial que marcará a reabertura simbólica do Cine Pax. Venha fazer parte desse momento e ajudar a manter viva a história do cinema na nossa cidade.

Como chegar no prédio do bispo onde ainda está as antigas instalações do Cine Pax: saindo da Praça Coração de Jesus, no centro de Cajazeiras, siga pela Rua Padre José Tomaz em direção a zona sul, até o local. No dia, teremos setas indicando a entrada! Não se preocupem, será fácil chegar. 

Vamos apostar, vamos acreditar. Que a abnegação de Dom Zacrais (in memoriam) por cinema, posso tocar o coração de Dom Francisco Gabriel e justamente com o Cineclube Avoador e a Prefeitura de Cajaeiras, possam ser a força, a parceria necessária para a reabertura definitiva do Cine Teatro Pax para Cajazeiras. Seria algo extraordinario para nossa cidade.  

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

ATUALIZANDO A LISTA COM OS NOMES DOS AMIGOS QUE ADQUIRIRAM ESSE LIVRO



AGRADECIMENTO ESPECIAL aos amigos que acreditaram e colaboraram, comprando o meu primeiro livro. Meu muito obrigado. Que as energias positivas deem a todos em dobro.
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ALOISIO LIRA DE FIGUEIREDO

técnico judiciário – Sousa, PB

ALYSSON AMÉRICO DE OLIVEIRA

músico e funcionário público – Cajazeiras, PB

ANTÔNIO CARLOS VILAR

bancários – Fortaleza, CE

BUDA LIRA

dramaturgo e ator paraibano – João Pessoa, PB

CÉLIA ROLIM DE CASTRO 

enfermeira aposentada – Parnamirim, RN 

EDINEUZA AMARO

professora e assistente social – Campina Grande, PB

FRANCELINO SOARES DE SOUZA

professor e historiador – João Pessoa, PB

FRANCISCO PEREIRA (prof. Pereira)

professor e historiador – Cajazeiras, PB

HERISTHON MAX MOREIRA LIBANIO

contista – Cajazeiras / Triunfo, PB

HÊNIO ALEXANDRE ROCHA

funcionário público da saúde – Cajazeiras, PB

IRLANA MARIA HOLANDA GONÇALVES

professora – Cajazeiras, PB

JOSÉ MOREIRA LUSTOSA

advogado – Cajazeiras, PB

JOSÉ HERILBERTO DE SOUSA

professor – Cajazeiras, PB

JOÃO BOSCO FERREIRA

funcionário público – Cajazeiras, PB  

LÚCIO SÉRGIO VILAR

jornalista, cineasta e professor – João Pessoa, PB

MARCOS AURELIO LIRA SILVA

sargento PM reformado – Cajazeiras, PB

ROGÉRIO ASSIS LIRA

médico oncologista – Lagoa Seca, PB

VILMA MACIEL LIRA

professora, escritora e poetisa – Juazeiro do Norte, CE


* Cleudimar Ferreira

sábado, 18 de julho de 2026

Eutrópio Cartaxo e o Cine Cruzeiro da Rua Dr. Coelho

cartaz institucional da mostra. ilustração: etc.mada


O segundo homenageado do Festival Avoador será o irreverente (in memoria) Eutrópio Cartaxo. O exibidor será lembrando na mostra, com uma sala exclusiva que terá título: Mostra Eutrópio Cartaxo.

Mas quem foi Eutrópio? Foi bem antes de Zé Sozinho um dos percussores a instalar salas alternativas na cidade, além de fazer um trabalho mambembe, exibindo filmes em outras municípios e povoados vizinhos a Cajazeiras, em espaços muitos deles improvisadas.

Em 1954, fundou o Cine Teatro Cruzeiro, na Coelho Sobrinho, nº 38, e dedicou-se à exibição de filmes, atuando em todas as etapas do funcionamento da sala e contribuindo para a formação de público no sertão paraibano. Lá também aconteciam shows, contando com a presença de grandes nomes da música brasileira da época.

No fim da década de 1960, expandiu sua atuação para Ipumirim (CE), onde criou os cinemas São Sebastião e Rex. Relatos da tradição oral também afirmam que colaborou com Zé Sozinho na instalação de um cinema na Avenida Camilo de Holanda, consolidando seu legado na difusão do audiovisual no Alto Sertão da Paraíba.

A mostra, terá sessões gratuitas e rodas de conversas voltadas ao universo do audiovisual brasileiro e paraibano, em exibições que acontecerão na cidade de Cajazeiras. Para quem gosta de cinema, “um prato cheio de imagens e conversas”.

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