domingo, 30 de agosto de 2026

A MORDAÇA NO CRISTO REI

By cleudimarferreira 


A estátua do Cristo, situada no serrote  chamado pela população de Cajazeiras de Morro do Cristo Rei , outrora venerada pelo povo, foi ao longo da história desrespeitada pelo poder público municipal, o responsável direto por sua manutenção e cuidado. Essa fotografia acima que ilustra essa postagem, mostra até onde esse desrespeito chegou: além das potentes antenas das emissoras de rádio e das empresas de telefonia móvel – de celulares, agora ao extremo, a prefeitura permitiu que colocassem uma espécie de mordaça de ferro na esfinge do nosso Cristo.

A construção de uma identidade visual marcante é essencial para o fortalecimento do turismo municipal, pois ter um símbolo de referência atrai visitantes e movimenta a economia local. Um exemplo bem-sucedido dessa estratégia é a cidade vizinha de Sousa, que adotou o dinossauro como o grande ícone da sua identidade turística, mantendo seu patrimônio histórico e natural sempre bem cuidado, preservado e promovido com carinho. 

Seguindo esse mesmo potencial, Cajazeiras deveria adotar a estátua do Cristo Rei como o seu principal marco de exploração turística; infelizmente, a realidade local tem sido o oposto, marcada pelo desprezo e pelo abandono desse importante monumento.

A Prefeitura de Cajazeiras sempre viveu de improvisos quando o assunto em pauta são os grandes projetos no setor cultural e turístico. Não consegue  e nunca conseguiu – apresentar à população algo consistente para essas demandas. Na verdade, os atrativos turísticos e espaços da cidade que deveriam encantar os visitantes  como o próprio Cristo Rei, o Açude Grande e a Praça Nossa Senhora de Fátima  apresentam sinais claros de abandono. A falta de zelo é real e, antes de discordar de mim, faça uma visita in loco a esses locais e construa se poder, seus argumentos contrários ao que estou afirmando.

As poucas e boas ideias que ao longo do tempo foram colocadas em prática não vieram da prefeitura, mas sim do esforço da classe artística, que, mesmo enfrentando sérias dificuldades logísticas e financeiras, conseguiu realizar a duras penas, ações mais consolidadas.

Sou apaixonado pela minha cidade, mas me vejo obrigado a escrever alertas assim para tentar conscientizar o poder público de que o investimento no setor de turismo e cultura deve estar na ordem do dia, com a mesma prioridade dedicada à saúde, à educação e à segurança.

O turismo é uma atividade contínua  nunca se sabe a hora nem o dia em que um visitante estará em nossa cidade. É ele quem leva a impressão boa ou ruim do lugar. Se cuidarmos direito, o turista fará uma boa propaganda de Cajazeiras por onde for e, sendo assim, teremos mais visitantes em nossa cidade, ajudando a aquecer a nossa economia.

Estou certo ou errado? É assim ou não?

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