Passeando por Cajazeiras, estive na sua portaria, fixei meus olhos nas suas escadarias até a porta de entrada. O que meus olhos viram foi um prédio, com suas instalações físicas e repleto de lembranças boas, vivida pela garotada e jovens que viveram o seu período áureo. Seu hall com as caixas de bilheterias, gradis, tudo está como antes ou quase nada mudou. Não sei o seu salão onde alojava o auditório com cerca de 300 cadeiras longarina da marca cimo, bem como, a caixa que segurava a sua tela panorâmica, ainda permanece lá, no vazio das lembranças, esperando um dia a volta dos equipamentos que a compunha para o seu devido lugar.
Cajazeiras que nesse período segurava o orgulho de ter três salas – devidamente equipadas que recebia um público apaixonado pela imagem do cinema, vindo de diversos pontos da cidade. Só Cajazeiras tinha essa privilegio. Agora, com a volta e a abertura de cinemas doravante, fechados com essa crise dos anos 80, bem que nossa cidade poderia ter a benevolência de justificar a atuação de tantos atores e atrizes brilhando no cinema, com a abertura do único cinema dos três que havia, com condições plenamente perfeita para essa empreitada épica. Somos capazes sim, porque realizamos, produzimos e consolidamos a criação do Festival do Audiovisual Açude Grande, do surgimento do Cine Clube Avoador com sua mostra de cinema intinerante, revelando a nossa capacidade de estar a frente de uma iniciativa assim.
A possibilidade de um sonho assim ser real está bem ali na nossa frente. Parcerias com o privado, com a contrapartida do setor público, amplamente assegurada pela as leis de incentivo à cultura e os fomentos políticos de incentivo à cultura e a arte do Ministério da Cultura, que tem favorecido a abertura de salas, seria nosso poço de mel, de sonhos reais, para ver no futuro o nosso popular Cine Pax reaberto.
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