terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Riba e um certo Pavão Misterioso
agitam candeeristas no Restaurante Avenida.


Riba, nos anos 70,  foi guitarrista e vocalista da Banda Super Som Sete
participou como músico e interprete de várias versões do Festival 
da Canção no Sertão. Foi também integrante da Orquestra
de Frevo Chaverom. Ele é o segundo da foto abaixo. 

Banda Super Som Sete. (da direita para a esquerda da foto)
João Robson - Sax; Riba - Vocal e Guitarra; Olivan - Bateria, Albanete - Vocalista
e Nenem - Contra Baixo.

Nenem e Riba



domingo, 15 de janeiro de 2012

Um santo e um padre cheio de filhos

por: Francisco Sales Cartaxo (Frassales)



 
A história de Cajazeiras e Sousa se entrelaçam. Cajazeiras foi sítio, povoado e distrito de Jardim do Rio do Peixe, elevada à categoria de vila, com o nome de Sousa, em 1800, justo no ano em que nasceu Inácio de Sousa Rolim. Mais tarde, um sobrinho do padre-mestre, o comandante Vital de Sousa Rolim, foi vereador à câmara municipal de Sousa, representando o povoado de Cajazeiras, pelo Partido Liberal, cujo chefe era o padre José Antônio Marques da Silva Guimarães. O padre Inácio Rolim e o padre José Antônio nasceram e viveram no século 19, ordenaram-se em Olinda, o primeiro, em 1825, e o segundo, em 1828, ambos residiram no sertão do Rio do Peixe a maior parte de suas vidas. Param aí, contudo, as afinidades entre os dois. O sousense tem um perfil totalmente diferente do estilo de seu contemporâneo de Cajazeiras. Alguns traços biográficos, extraídos do livro “Nos caminhos do vigário José Antônio”, de Emmanoel Rocha Carvalho, (Editora da UFPB, 2006), fornecem a exata dimensão do fosso que separa os dois sacerdotes, tanto no plano político, como na vida privada e religiosa. 

O vigário José Antônio foi líder político-partidário de larga influência no sertão paraibano no tempo do Império, fundou o Partido Liberal em Sousa e exerceu quatro mandatos de deputado provincial. Padre Rolim, ao contrário, jamais se envolveu em atividades partidárias, sequer assumiu o cargo de diretor de Instrução Pública, apesar de nomeado pelo presidente da província da Paraíba, Ambrósio Leitão da Cunha, em março de 1860. Padre Rolim recusou a missão e, com a modéstia reconhecida por todos, admitiu aceitar o cargo de “regedor do ginásio”, ou seja, um simples professor! Ele guardava distância até mesmo de cargos eclesiásticos, salvo o “de capelão em algumas modestas localidades do interior do Ceará, para onde costumava se dirigir como mestre-escola”, conforme registrou Deusdedit Leitão, seu biógrafo mais cuidadoso.

E na vida particular? A diferença é enorme. Padre Rolim foi celibatário. Padre José Antônio, um invejável reprodutor. Ele mesmo assumiu essa condição ao deixar um importante manuscrito: “Lembranças do natalício de meus filhos”, datado de 28 de agosto de 1861, no qual “assume integral responsabilidade pelos filhos que trouxe ao mundo, no total de quinze”, como destaca Emmanoel Rocha, orgulhoso de sua condição de trineto do padre José Antônio. Isso mesmo, 15 filhos, seis homens e nove mulheres. O primogênito, veio à luz “no lugar Barriguda, então província do Rio Grande do Norte, em 03.09.1832, nascido do ventre de Caetana Gonçalves do Amaral”, como o pai-padre escreveu. Os outros 14 herdeiros nasceram de sua relação permanente com Maria da Conceição Gomes Mariz, com quem conviveu na fazenda Lagoa Redonda e na sede da vila de Sousa. Desse tronco genealógico provém numerosa descendência que ajudou a povoar os sertões da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Povoar e a administrar, tantos foram os descendentes políticos de prestígio, incluindo quatro governadores: João Agripino Filho, Tarcísio Maia, Antônio Mariz e José Agripino Maia.

O vigário José Antônio faleceu aos 82 anos, em 28 de outubro de 1888, “vítima de um câncer na próstata”. Já o padre Rolim morreu com quase 100 anos, em 16 de setembro de 1899, com fama de santo.




METÁFORAS PARA UM DUELO NO SERTÃO


 Linaldo Guedes lança novo livro de poemas no início de fevereiro.

    O jornalista e poeta paraibano Linaldo Guedes estará lançando no início de fevereiro, pela Editora Patuá, de São Paulo, o seu novo livro de poemas. Intitulado “Metáforas para um duelo no Sertão”, o livro trará 106 poemas inéditos do autor e tem prefácio do poeta e escritor Antônio Mariano. A obra já pode ser adquirida no site da editora pelo endereço: www.editorapatua.com.br. 
   Segundo Antonio Mariano, no prefácio da obra, Linaldo Guedes compôs mais de uma centena de poemas integrando estas Metáforas para um duelo no Sertão. “Considerável número de objetos. Plural quis ser. Tantas vezes substantivo tantas vezes adjetivo. Metáfora figura de linguagem literária desgastada, abusada por tantas mãos inábeis que perdeu a graça para os poetas ambiciosos de invenção. Metáforas há que aqui se revestem de senso e sensibilidade”, comentou. 
    A obra será apresentada em João Pessoa, mas na agenda pré-definida por Linaldo, o lançamento também incluirá Campina Grande, Cajazeiras, São Paulo, Brasília e Recife. Para ele, “Metáforas para um duelo no Sertão” é sua visão de mundo a partir do Sertão ou como ele definiu: “é a visão lírica do Sertão”. 
Depois que o autor lançou seu segundo livro “Intervalo Lírico” em que fala de uma relação amorosa, começou a já colocar em prática o projeto do terceiro livro voltado às suas origens na cidade de Cajazeiras, no Sertão, onde residiu até 11 anos e entre o intervalo dos 18 aos 20 anos. Ele mora em João Pessoa há cerca de 30 anos.  

O autor 

    Linaldo Guedes é poeta e jornalista. Nasceu em Cajazeiras (Alto Sertão da Paraíba) em 1968. Lançou dois livros de poemas: Os Zumbis também escutam blues (Editora A União, 1998) e Intervalo Lírico (Forma Editorial, 2005). Como jornalista, atuou nos principais jornais da Paraíba e foi editor do Suplemento Correio das Artes por seis anos. 
    Tem poemas publicados em antologias e diversos sites de literatura em todo o país e até no exterior. O lançamento de “Metáforas para um duelo no Sertão” está previsto para este início de fevereiro em João Pessoa, em data ainda a ser confirmada.

Matéria publicaca no caderno "Cultura" Pág12
Diário da Borborema, 12/Jan.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Redemunho, a nova direção de Marcélia Cartaxo

Atriz e Diretora cajazeirense Marcelia Cartaxo

      REDEMUNHO é baseado em um conto do premiado escritor cearense Ronaldo Correia de Brito, com roteiro escrito a quatro mãos por Virgínia de Oliveira. A trama conta a história de uma mãe que gosta do filho mais do que o outro. A amargurada e severa matriarca (que será vivida pela atriz pessoense Eleonora Montenegro) é ancorada no passado áureo pela a família, detentora de muitas terras e um casarão adornado por móveis oriundos da Europa. 
      Ao longo do tempo, tanto a riqueza como os membros familiares, foram se perdendo, inclusive seu filho mais amado, que tinha uma vida voltada para as artes, especialmente a música. O que sobrou desta época foi: à casa decadente, o livro com a árvore genealógica da família, um velho piano, seu outro filho (Daniel Porpino) e um vaqueiro rude que acompanhava seu pai na condução das cabeças de gado. Um segredo guardado pela mãe empareda o seu relacionamento com ele. 
      O projeto Redemunho conta com o patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura do Governo do Estado (FIC), aprovado desde 2008. “Reduziram o custo bastante ao longo do tempo mexendo no orçamento”, disse a diretora.  “Cortaram cerca de 40%, mas dá para exercitar”, explica, frisando também que a equipe conta com o apoio logístico da Prefeitura Municipal de Triunfo, cidade do alto sertão onde o longa está sendo gravado. 
     Marcelia adiantou que mesmo com todas as intempéries que assolam as produções audiovisuais no Estado da Paraíba, prevê que o projeto ganhará luz ainda neste primeiro semestre. Segundo ela, uma das opções de lançamento será a 16ª edição do Cine PE - Festival do Audiovisual, que acontecerá em Recife no mês de abril.

INAGENS DA CIDADE DE TRIUNFO ONDE O 
FILME ESTÁ SENDO GRAVADO





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Rosilda Cartaxo - Biografia de uma cajazeirense

ROSILDA CARTAXO era natural de Cajazeiras, nascida a 31 de julho de 1921, filha do casal José Gonçalves Dantas e Maria Cartaxo Dantas. Faleceu em João Pessoa no dia 21 de junho de 2004. Os seus primeiros estudos foram ministrados por sua mãe. Depois, já alfabetizada, freqüentou escolas particulares, tendo como mestras as professoras Adélia de França, Rosa David e Vitória Bezerra. 

Em 1941, recebeu o diploma de professora, pela Escola Normal “Padre Rolim”, em Cajazeiras; no ano seguinte já lecionava no Grupo Escolar “Joaquim Távora”, no município de Antenor Navarro, atual São João do Rio do Peixe, ficando aí até 1947, para onde retornou mais tarde, em 1951, como diretora daquele Grupo Escolar. Em 1955, renunciou ao cargo, estabelecendo-se na capital do Estado, designada para lecionar no Grupo Escolar “José Américo de Almeida”. 

Em João Pessoa, teve a oportunidade de exercer diferentes cargos técnicos tanto na área educacional como na cultural e no Serviço Social. Prestou serviços ao Estado, aos municípios, à Universidade Federal da Paraíba e à Legião Brasileira de Assistência (LBA). Para aprimorar seus conhecimentos. Rosilda Cartaxo participou de vários cursos e treinamentos realizados em João Pessoa, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Jovem dinâmica, versátil, irreverente, gozou de um respeitável círculo de amizades entre intelectuais, políticos e pessoas da sociedade. 

Atuou na Universidade Federal da Paraíba, onde, como Relações Públicas, viajou pela Europa visitando Portugal, Itália, Paris e Londres, acompanhando o Coral Universitário. Também teve uma atuação especial junto à Campanha de Educação Popular - CEPLAR, onde serviu como responsável pelo Serviço de Administração da primeira Diretoria, escapando por milagre do IPM contra os integrantes da entidade de cultura popular, instaurado em 1964. Como se recorda, a CEPLAR adotava o método de ensino de Paulo Freire visando a conscientização popular em favor dos Movimentos de Educação de Base. Rosilda veio para o Instituto em 1968, trazida pelo Presidente Humberto Nóbrega, então Reitor da UFPB, para ser sua secretária e organizar a biblioteca do IHGP. 

Por conta de sua atividade intelectual, ora fazendo palestras, ora escrevendo nos jornais, ora publicando livros, foi candidata a uma vaga no IHGP, sendo eleita. Assumiu a Cadeira nº. 27 em 22 de setembro de 1974, sendo saudada pelo historiador Wilson Seixas. Exerceu vários cargos na Diretoria do IHGP, sendo alçada à sua Presidência para o período 1983/1986, tornando-se a primeira mulher a ocupar aquele posto num Instituto Histórico. 

Sua administração foi bastante eficiente. Rosilda foi sócia fundadora do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica e do Clube do Escritor Paraibano. Foi agraciada com o título de Cidadã Pessoense e considerada Pesquisadora com Honra ao Mérito pela Academia Paraibana de Poesia. O Instituto Histórico lhe outorgou a Comenda e Medalha do Mérito Cultural "José Maria dos Santos”. Além de vários artigos na Revista do IHGP, publicou os seguintes trabalhos: Estrada das Boiadas (Roteiro para São João do Rio do Peixe), 1975; Barra do Juá (Discurso de posse no IHGP), 1975; A Vila em Festa, 1981; As Primeiras Damas, 1989; Mulheres do Oeste, 2000. Deixou vários trabalhos inéditos. 

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I C O N O G R A F I A 


REFERÊNCIA DAS FOTOS:
1ª foto: Rosilda Cartaxo, ao lado de José Fernandes de Lima e Deusdedit Leitão, em visita a Mamanguape. 
2ª foto: Discurso de posse no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, em 22.09.1975.
3ª foto: No lançamento do seu livro Mulheres do Oeste e discursando numa sessão plenária do Instituto Histórico. 
4ª foto: Lançamento do livro Estrada das Boiadas, Rosilda autografando.
5ª foto: Ao lado do Monsenhor Ruy Barreira Vieira, entrevistando o Coronel Cunha Lima, líder político de Areia. 
6ª foto: Em 1933, o Presidente Getúlio Vargas visitou a Paraíba, acompanhado dos Ministros José Américo de Almeida e Juarez Távora, para aprovar o plano da cidade termal de Brejo das Freiras. Na ocasião, Rosilda foi abraçada e beijada pelo Presidente. É uma de suas melhores recordações.




Fonte: IHGP. GUIMARÃES, Luiz Hugo. / Rosilda Cartaxo - Historiadora do Sertão, 2001

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Teatro Ica Pires - Fotografias e História dos seus 27 anos


Na primeira ideia de sua construção, o Teatro - Casa da Cultura (como era chamado carinhosamente 
por Ubiratan di Assis) seria construído por traz da Biblioteca Municipal, com sua frente para a 
rua Victor Jurema, conforme desenho acima feito pela arquiteta Jeanne Pires.

 Em 1975, representantes da classe teatral de Cajazeiras, entregou a maquete e o pré-projeto do nosso 
teatro (ainda sem nome) ao então Governador da época Ivan Bichara Soubreira, que prometeu e não construiu. 
Na foto acima, Dona Ica - que seria no futuro a homenageada com seu nome no teatro, 
está na última cadeira.

No governo de Tarcício de Miranda Burity a Classe teatral de Cajazeiras colocou esta faixa na frente 
do Teatro Santa Roza em João Pessoa. A mesma permaneceu lá por quase 03 meses. 
Burity prometeu, mas não construiu.

Em 1984, o Governador Wilson Leite Braga, que não havia prometido, pegou o projeto de Jeanne, 
(que juntamente com integrantes do teatro cajazeirense sonhava ver um dia o seu projeto 
concretizado), começou a  sua construção. Era a esperança ofuscada que começava 
ascender nos corações dos atores amadores de Cajazeiras.

A exatamente no dia 26 de janeiro de 1985, numa tarde festiva que contou com a participação de 
representantes da ATAC - Associação de Teatro Amador de Cajazeiras, Federação Paraibana 
de Teatro e mais de 8 grupos de teatro da cidade, o ator Lúcio Vilar (a caráter) leu o manifesto de 
inauguração do Teatro Íracles Pires. Fechavam-se as cortinas de mais de uma década de luta 
e a realização do sonho dos amadores em luzes e cores.
 
A PROGRAMAÇÃO alusiva aos 27 anos do Teatro Íracles Pires, está na 
página anterior deste blog.




fonte: AC2brasilia
Bonitas imagens com luzes natalina no velho coreto da 
Praça Nossa Senhora de Fátima (Praça da Cultura)