terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Sobre a Professora Lica Dantas, Escreveu Rosilda Cartaxo
segunda-feira, 30 de novembro de 2020
Em busca dos cinemas perdidos
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
3º Festival de música da Paraíba já tem 1ª eliminatória marcada
Definida a primeira eliminatória do 3º Festival de Música da Paraíba, que acontecerá no dia 04 de dezembro, às 20 horas. Por medidas de segurança e prevenção devido a Covid-19, o evento terá transmissão ao vivo, on-line pelo Youtube, pelo site funescpbgov e Rádio Tabajara. Segundo a produção do festival, o objetivo e fazer as canções ecoarem do litoral ao sertão! com apresentações de nomes como: Daniel Pina, Wister, Jamila, Chris Maurício e Raab.
Portanto, "Pra cego ver" é título do álbum de fotos com imagens dos intérpretes musicais ao lado do nome da canção selecionada para esta eliminatória. Tela 1: Daniel Pina. Canção selecionada: Fela. Tela 2: Wister. Canção selecionada: Seja. Tela 3: Jamila. Canção selecionada: Saudade de Campina. Tela 4: Chris Maurício. Canção selecionada: Canção da Inspiração. Tela 5: Raab. Canção selecionada: O Meu Nordeste.
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domingo, 22 de novembro de 2020
Passagem marcante de Mário de Andrade por Catolé Do Rocha. Bendito
Crédito das imagens: Catolé do Rocha, 1929. Foto de Mário de Andrade. Acervo do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Escrito publicado no Facebook, em 30 de novembro de 2017.
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
NOSSA SENHORA DOS CINÉFILOS ME ACUDA
Fui, outro dia, acometido de um delírio que me deixou preocupado com minha saúde mental.
Estava eu
em João Pessoa, mas não era a de hoje: entre tarde e noite, era um dia na
remota década de cinquenta, e, como o personagem de “Morangos Silvestres”, eu
não sabia se, nessa dimensão mágica do passado, estava velho ou se ainda era
criança.
Quem me
tomou pela mão e me guiou por esse tempo antigo não sei se foi o Virgílio de
Dante, ou um dos espíritos de Charles Dickens, ou o anjo Clarence de Frank
Capra.
Só sei
que, de repente, lá estava eu às portas do Cinema Astória, ali no comecinho da
Rua da República, quase vizinho à extinta Fábrica Sanhauá, não muito longe da
ponte do mesmo nome, aquela que liga João Pessoa a Bayeux. O filme que estava
em cartaz era “Beau Geste”, mas nem comprei ingresso.
Certificado
de que eu contemplara a fachada do velho Astória, o meu guia, fosse quem fosse,
me fez subir a rua em direção à Praça da Pedra, e lá, dobrou comigo para o lado
direito, e seguimos pela São Miguel, até o Cinema São Pedro, que estava
exibindo o “Fantasia” de Walt Disney.
Olhamos o
cartaz, cubamos o movimento da garotada trocando gibis, e nos mandamos, não em
direção ao cemitério - graças a Deus - mas, de volta à Praça da Pedra, de onde
continuamos subindo a Rua da República, até o seu final. No encontro desta rua
com a General Osório, lá estava o que eu já sabia que ia encontrar - a fachada
do Cine Filipéia, onde se destacava o cartaz de “Paixão dos Fortes”, o filme do
dia. Pensam que ficamos para a matinê com Henry Fonda? Que nada, o meu guia me
arrastou General Osório abaixo, até a Guedes Pereira, em cuja esquina dobramos
e fomos ter na calçada do Cine Brasil.
Fiquei
louco para ver o filme do dia, “A sombra de uma dúvida”, mas, de novo, o meu
guia não permitiu. Demos alguns passos subindo a rua e dobramos à esquerda,
agora General Osório acima. Na primeira esquina, o guia nem precisou sinalizar:
tomamos a Peregrino de Carvalho e logo estávamos na frente do belo e grandioso
Cine Rex que, com algum alarde, exibia naquele dia “Sansão e Dalila”.
Mal deu
tempo de me embevecer com, no cartaz, o rosto perfeito de Hedy Lamarr e os
peitos estufados de Victor Mature, descemos a Rua Duque de Caxias, viramos à
esquerda no Ponto de Cem Réis, e eis-nos diante do não menos grandioso Cine
Plaza, onde uma fila enorme se estendia até a calçada do vizinho Pronto
Socorro, esperando para ver nada menos que “Os homens preferem as louras”. Com
certa impaciência perante o meu demorado deslumbramento com a pose sensual de
Marilyn Monroe, o meu guia me puxou pelo braço e seguimos pela Praça 1817.
Cruzamos
em diagonal a Praça João Pessoa, tomamos a Rua das Trincheiras e fizemos uma
longa caminhada, até encontrarmos a rua Capitão José Pessoa, já no bairro de
Jaguaribe; aí dobramos e fomos ter com o Cine Jaguaribe, que entre um seriado e
outro, exibia “As minas do rei Salomão”, Deborah Kerr e Stuart Granger no
cartaz.
Daí
seguimos a Capitão José Pessoa e na próxima esquina, à esquerda, Rua Floriano
Peixoto, dobramos e nos dirigimos - precisa dizer? - ao Cine São José, onde o
filme do dia era “O manto sagrado”. Tratava-se, como se sabe, do primeiro
cinemascope e muita gente esperava para ver a novidade.
Mas nós,
não. Retornamos pela mesma Floriano Peixoto, e, sempre em linha reta, cruzamos
várias esquinas do bairro de Jaguaribe, até chegar à Av. Primeiro de Maio, onde
tomamos a direita e, ladeando o muro alto do imenso e imponente Clube Cabo
Branco, atravessamos o calçamento da Vasco da Gama, e nos detivemos no pátio
frontal do Cine Teatro Sto Antônio. Tive ânsias de me livrar do meu guia e
entrar para ver Gene Kelly e Debbie Reynolds “Cantando na chuva”, mas não foi
possível. Pela resistência que ofereceu, estava visível em seu rosto impaciente
que ainda havia outros cinemas a visitar. Sim, eu sabia que havia pelo menos
mais quatro, o Glória e o Bela Vista, em Cruz das Armas, e o Cine Torre e
Metrópole, na Torre.
Por que
ver tantos cinemas sem entrar para o que interessava? Devo ter me oposto com
certa veemência ao incompreensível propósito do guia, e, por certo, foi essa
oposição que desfez o meu delírio.
Voltei a
mim, nostálgico, me dando conta de que, havia décadas e décadas, nenhum desses
cinemas existia mais. Nostálgico e um pouco perplexo, sem ter decifrado a
mensagem do meu vago e misterioso guia.
Nos seus
delírios, o poeta Dante, o velho Scrooge sovina de Dickens, e George Bailey, o
honesto pai de família de Capra, entenderam os seus respectivos guias e
lucraram com isso: eu não.
Até agora
aguardo que alguma Nossa Senhora dos Cinéfilos me acuda e revele o sentido do
meu estranho delírio.
(Em
tempo: Esta crônica vai para os amigos João Luiz Vieira e André Dib)
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
XVIII FESERP - FESTIVAL SERTANEJO DE POESIA - PRÊMIO AUGUSTO DOS ANJOS 2020 REGULAMENTO
I – DO EVENTO E SEUS OBJETIVOS:
Art. 1º O XVIII FESERP Festival Sertanejo de Poesia, é uma realização da Acauã Produções Culturais e será realizado na cidade de Aparecida PB, no período de setembro a dezembro de 2020.
Art. 2º Poderão inscrever-se no XVIII FESERP todos os poetas, de qualquer país, independentes de estilo, gênero ou nacionalidade, concorrendo em absoluta igualdade, desde que as obras sejam exclusivas no idioma português e originais.
Art. 3º O XVIII FESERP tem como objetivos:
a) A promoção dos poetas, favorecendo o intercâmbio de ideias na busca de espaços para divulgação dos mesmos;
b) Fomentar a discussão entre artistas e população, criando espaços para manifestações entre educadores e educandos, para um maior crescimento cultural;
c) Descobrir e incentivar novos talentos da poesia;
d) Homenagear o mais expressivo poeta paraibano Augusto dos Anjos concedendo aos vencedores um troféu que traz seu nome.
II - DAS INSCRIÇÕES:
Art. 4º As inscrições serão feitas exclusivamente online, preenchendo o formulário e anexando a poesia em PDF, no link https://forms.gle/cXT69wxNdLcUHVio7 no período de 21 de setembro a 30 de outubro de 2020, não sendo aceitas inscrições presenciais e nem via correios.
Art. 5º Cada poeta poderá inscrever apenas uma poesia com no máximo duas laudas e a mesma não poderá conter o nome do autor apenas o título do trabalho. A identificação do autor ficará exclusiva na ficha de inscrição online.
Art. 6º O regulamento e maiores informações estarão disponíveis nos sites: www.acaua.org e www.acauafm87.com.br, pelo e-mail acauaproducoes@gmail.com e pelo whatsapp (83) 98119.8145
Art. 7º Os promotores do evento não se obrigam a devolver o material utilizado para as inscrições, ficando os mesmos na guarda da Comissão Permanente do FESERP para posterior reprodução em livro.
Art. 8º O ato da inscrição implica automaticamente na aceitação integral por parte dos concorrentes dos termos deste regulamento.
III - DO JULGAMENTO:
Art. 9º O Julgamento das obras será feita por uma comissão formada por três jurados de reconhecida experiência comprovada na cultura nacional, que atribuirá notas de 0 a 10 ao material inscrito, no prazo de 20 dias após o término das inscrições, sendo sua decisão soberana, não cabendo qualquer manifestação contrária.
Art. 10 Em caso de empates entre os três primeiros colocados o desempate se dará pela nota do 1º jurado, persistindo o empate os jurados serão contatados para atribuírem novas notas aos referidos trabalhos.
IV - DA PREMIAÇÃO:
Art. 11 A premiação do XVIII FESERP acontecerá online no dia 1º de dezembro de 2020, em evento comemorativo aos 30 anos da Acauã Produções Culturais, com transmissão ao vivo pelas redes sociais no youtube, facebook e instagran.
Art. 12 Os três primeiros colocados no XVIII FESERP, receberão o troféu AUGUSTO DOS ANJOS, confeccionado artesanalmente, um livro ANTOLOGIA POÉTICA DO FESERP volume V e Certificado de participação.
Art. 13 Todos os participantes receberão certificado de participação independente da Classificação.
Art. 14 Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Permanente do FESERP.
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
O QUE SEI SOBRE O GIMC - Grupo de Integração do Menor na Comunidade
Quem lembra do Grupo de Integração do Menor na Comunidade (GIMC). Pois bem, Foi postado pelo poeta e escritor Irismar di Lyra, no meu WhatsApp, esse impresso promocional para bolço, em nylon, confeccionado em serigrafia. O mesmo, parece ser de uma das campanhas abraçada pelo GIMC, com o chamamento: "dê um pouco de si em favor do menor", que se tornou depois o principal slogan e principal característica da ação do GIMC nas comunidades periféricas de Cajazeiras, principalmente a do Bairro de Capoeira onde estava instalada a sua sede administrativa e social.
Não
tenho muito liberdade para escrever sobre o GIMC, pois não conhecia o seus
objetivos mais gerais e profundos em favor das causas sociais do menor cajazeirense. Tudo
que eu sei é que o grupo mantinha uma atuação marcante na politica de amparo dos
menores mais necessitados da cidade, nos idos anos 70 e na primeira metade da década de 80.
Suas atividades nesse campo eram mais extensivas, já que buscava parcerias com
associações que iam sendo criadas para atuar em causas de caráter sociais, tais
como, as da defesas dos direitos humanos; defesas do meio ambiente e movimentos ecológicos;
defesas das minorias étnicas, etc.
Mas o GIMC não se restringiu apenas as ações no campo sociais. O grupo durante o seus momentos áureos anos de atuação, experimentou o gerenciamento em outras áreas especificas, sendo por muitos anos parceiros dos movimentos culturais da cidade de Cajazeiras, abraçando parcerias com eventos importantes nesse setor, como os Festivais de Poesias; Festivais da Canção no Sertão e mais especificamente na área cênica, montando ou apoiando produções de peças teatrais - principalmente as que eram encampadas por grupos de teatro com atuação comunitária.
O GIMC era uma entidade privada em fins lucrativos. Tinha o nome de Irismar di Lyra sua principal referencia e linha de articulação. Irismar, foi presidente fundador do grupo e era nesse período de eficiência e eficácia do GIMC, bastante conhecido e influente no meio social e cultural de Cajazeiras.
O GIMC foi talvez uma das primeiras organizações criadas no Nordeste com esse perfil, provido de recursos humanos capacitados para atuação na área social, com destaque, a que se destinava a causa do menor carente em situação de risco em Cajazeiras.




















