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Anos 1960. Em noites de grandes
festas e festejados bailes, o Cajazeiras Tênis Clube se transformava no
epicentro do glamour local. Na calçada do principal clube da cidade, reluziam
os carrões da elite emergente - verdadeiros troféus sobre rodas exibidos com orgulho
antes de seus donos cruzarem os salões. O local era o ponto de encontro
definitivo das famílias mais tradicionais, reunindo a aristocracia da época:
grandes fazendeiros, latifundiários, usineiros, profissionais liberais e
comerciantes de peso.
O ambiente transbordava
sofisticação, mas também marcava com clareza as fronteiras sociais do
município. Durante essas noites de gala, a alta sociedade cajazeirense mantinha
praticamente, um ambiente estritamente reservado, sem espaço para misturas com
as classes menos favorecidas, já que as entradas para as festas que eram
realizadas no clube, o valor das entradas, do acesso as suas dependências, eram
altas demais para as pessoas com poder aquisitivo baixo. Parecia até havia um
pacto silencioso de exclusividade que isolava aquele universo do restante da
cidade.
Distantes do cotidiano dos mais
pobres, os frequentadores do Cajazeiras Tênis Clube raramente cruzavam as
portas de outros espaços populares de entretenimento da cidade. O sodalício
funcionava não apenas como uma arena de lazer e ostentação, mas como uma
fortaleza simbólica de prestígio, poder e uma pseudo segregação social no
coração do sertão paraibano.
by:cleudimarferreira
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