segunda-feira, 15 de março de 2010

CHICO ROLIM x RAIMUNDO FERREIRA

A fotografia acima, datada de 1965, mostra o Secretário de Educação e Cultura do Estado ao lado de duas estrelas da política cajazeirense dos anos 60 e 70. Francisco Matias Rolim (no meio), o conhecido Chico Rolim. Político tradicional de direita e conservador, ex-prefeito de Cajazeiras por várias vezes, responsável pela implantação do primeiro recapeamento asfáltico nas ruas da cidade. Chico foi um administrador austero preocupado em preparar a cidade para o futuro. Um político de perfil (naquela época) um pouco parecido com o que podemos hoje chamar de Ricardo Coutinho - atual prefeito de João Pessoa. O outro, Raimundo Correa Ferreira - o "Homem da Brasília" (lado esquerdo de Chico), fazia uma linha mais moderada com tendências para centro esquerda. Foi um bem sucedido empreendedor, construiu o primeiro prédio vertical da cidade - onde ainda hoje está instalado um dos principais hotéis de Cajazeiras e onde também funcionou por muito tempo a antiga rodoviária. O mesmo era dono da empresa de ônibus "Viação Brasília", que fazia linha de Cajazeiras à Brasília. Raimundo apesar de não ser cajazeirense, pois nascera na cidade do Crato-Ceará, era um apaixonado por Cajazeiras, tentou várias vezes sem sucesso, ser prefeito da cidade.

sábado, 6 de março de 2010

PAISAGEM ESVERDEADA

Foto: Marcus Alberto

Bela foto não é? Suas características assemelham com um daqueles postais europeu. Algo que faz lembrar a vislumbrante região de Toscana, na Itália, com suas igrejas antigas, conventos e abadias. Até a cor revelada, lembra o colorido verão europeu. Mas por incrível que pareça não é a Itália, apenas um trecho da cidade de Cajazeiras; é o sertão, é nordeste e é Paraíba. Como explicar o mistério dessa fotografia. Ela está distorcida, o fotógrafo usou uma lente especial, um filtro para captar essa imagem tão bonita, ou a mesma é apenas um resultado de uma provocativa montagem ficcional. Como entender a posição da Catedral de Nossa Senhora da Piedade, que aparece por traz da Igreja do Colégio Diocesano e tão próximo do Morro do Cristo Rei, quando na realidade, "ela" (a Catedral de Nossa Senhora da Piedade) fica bem ao lado, bem mais distante do morro onde está o Cristo. E o seu colorido, seria uma conseqüência do seu envelhecimento, do tempo... Ou nenhum das hipóteses acima! O certo é... Que nos olhos de quem a observa, a "bela foto" lembra uma pintura do período neoclássico, com seus tons de azul-esverdeados, de amarelo-alaranjados e alguns toques de branco titânio.

quarta-feira, 3 de março de 2010

SEMIOLOGIA POLÍTICA


Olha só,
que bonitinhos... O que será que eles estavam conversando? Uns são mais sisudos e até um tanto acanhados; outros não muito discretos dão risadas e perplexos, parecem concordar com tudo. Os mais seguros e otimistas, são certos que tudo vai da tudo certo. Tem aqueles que no meio, calados, mais pensativos, não parecem tão seguros. É quase como os de fora, que não sentam que não falam, que normalmente de pé; não opinam; mas de ouvidos abertos ouvem tudo e vê tudo. Parecem mais curiosos, do que "uma parte" do jogo. E os escondidos!.. Esses ficam afastados. Esperam apenas os desdobramentos dos fatos, para daí tirar partidos, se fica, se vem ou se vão. Se vão... Pois a política é assim: Numa mesa bem quadrada, sentados no mesmo quadrado, distantes de qualquer olho, de luzes e holofotes, Chico Rolim e Antônio Quirino; Edme Tavares e Wilson Braga (de costa - só a cabeça no canto esquerdo da foto); Seu Nô e Antônio Dias; e as representações populares: De João Batista do hospital a Patrício Pires Nogueira. Decidem as alianças de caciques, de pajés; de mandatários de um povo de uma aldeia tribal bem chamada Cajazeiras.

Fotos: (preto e branco) site: http://www.defatosefotos.hpg.com.br

domingo, 21 de fevereiro de 2010

JOÃO DE MANEZIM, 55 ANOS DE CARNAVAL.




















“Eu sinto falta dos antigos carnavais nos clubes de Cajazeiras". Assim falou João de Manezim, uma das figuras mais alegórica do carnaval de Cajazeiras, que neste ano de 2010, completa 55 anos de participação na festa mais popular do calendário cultural e folclórico brasileiro. 

Nesse mais de meio século de vida dedicada à folia momesca, João recorda muito bem os antigos concursos de batucadas e sua maior alegria, foi quando viu pela primeira vez, por iniciativa do empresário Raimundo Correa Ferreira, um trio elétrico chagar à Cajazeiras para animar o carnaval de rua da cidade. 

Fundador da mais antiga escola de samba da cidade e do hilariante bloco "o jaraguá" - que ao som de uma charanga, desfilava nos três dias de festas, conduzindo uma espécie de boneco de chita feito a partir de uma queijada de jumento. Ele lamenta o esquecimento e o pouco apoio dos poderes público ao carnaval tradição da cidade. 

Autor da marchinha "Ei, olhe pra mim, eu sou o João de Manezim", João, além do carnaval, foi dirigente do mais tradicional clube de futebol do Bairro de Capoeiras - o já instinto São Cristóvão Futebol Clube. Na sua rápida carreira política, João de Manezim chegou a se eleger vereador na década de 80, e como bom religioso que era, organizou juntamente com Suplente de Senador Bosco Braga Barreto, uma romaria de Cajazeiras a cidade de Juazeiro do Norte-Ceará. 

Ainda nos anos 80, o folclórico João, protagonizou uma façanha que marcou a sua vida e também a da cidade, foi ter passado 12 horas - sem parar, rodando numa bicicleta para marcar a inauguração da reabertura e alargamento da Av. Padre José Tomaz - trecho que começava da Praça Coração de Jesus até o Cine Pax.



Nesse espaço pública que o vídeo mostra, nos carnavais das décadas de 60 e 70, 
João de Manezim reinava de forma plena, fazendo a sociedade cajazeirense 
cair na folia nos três dias festas.






sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Bar do Fuba ou o Fuba's Bar

cleudimarferreira




Era rimando que todos se comunicavam. Quem não lembra do antigo Fuba's Bar? No Fuba's Bar tinha de tudo. E se não tivesse, a gente inventava, improvisava. Tinha pinga com limão; com laranja; rolinha assada e sardinha coqueiro com cebola na farinha. Tinha até uma sinuca que todo mundo jogava. Quando não jogava, peruava e dava palpites também. No Fuba`s Bar era assim! Um lugar muito bacana, feliz, ornamentados com fotos de Roberto, Erasmo, Jerry Adriano e Martinha. Velhos pôsteres de Tostão, Pelé, Gerson e Jairzinho, fardados com camisas da seleção de 70.
A gente ia para lá esperar o dia passar e, ver o pôr do sol do açude grande, chegar. Tomar aquela “meiota” e umas e outras afins queimadas com 'cinzano', ao som de Fernando Mendes; The Fevers e José Augusto. E se ainda sobrasse tempo, pegava aquele cineminha, seja no Cine Eden, Cine Apolo ou Cine Pax. Não importasse aonde fosse o filme, a gente chegava lá. Mesmo chapado ou cambaleando, não sabendo direito para onde ia, o vento empurrava pra lá.

Era no Bar do Fuba que a boemia cajazeirense se encontrava. Um ambiente comunitário que todos viviam em comunhão na maior democracia. E aí a camaradagem começava. Taca gíria pra lá; gíria pra cá. Uma lua lá, outra pra cá. E assim rolava aquele papo. De política; de mulher à futebol, sempre nas noites das quartas-feiras. Era Flamengo e Vasco; Botafogo e Fluminense. Uma loa a Jorge Cury; Waldir Amaral, Mário Viana e João Saldanha, sempre de orelha colada no inseparável Motoradio. 

Bons tempos do velho Fuba's. O nosso "Bar dos Penetras", um lugar feliz da vida, onde antigos camaradas nas tardes de sextas-feiras, jogavam conversas fora. Era Dedé Bundão, Neném Labirinto e Célio Vilar. Marcílio lá do Detran e o mecânico Guilherme. Ferreirinha, Gilson de Seu Nô e o filho de Pedro do Rádio.

Tinha até um parecido com um tal de Constantino que virou vereador. Era tanta gente boa nas mesas do "Fuba`s Bar" que até esqueço o nome. Uma eterna confraria, birinight com limão, que com seu jeito simples de ser, fez história, fez fuxico; fez lorota e foi legal. Virou a página do tempo e deixou muitas saudades com aperto no coração.


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Foto (em preto e branco) site: http://www.defatosefotos.hpg.com.br

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

SEU NÔ, NONATO e WALDEMAR



Início da década de 80. Aqui o jovem jornalista Nonato Guedes - que nessa época já era um dos grandes talentos do rádio cajazeirense. Destacado intelectual da cidade, conhecedor dos problemas politicos da Paraiba e do Brasil, o mesmo, no finalzinho do período repressor, já era gerente da sucursal do jornal "A união" e o âncora principal do jornalismo da "Rádio Alto Piranhas". A foto acima, mostra o mesmo ao lado de Waldemar Matias Rolim, entrevistando o Vereador Aldenor Rodovalho de Alencar - Seu Nô, então Presidente da Câmara dos Vereadores de Cajazeiras. Nonato foi o primeiro profissional do rádio em Cajazeiras a se transferir para João Pessoa e atuar com sucesso na impresa pessoense. Foi editor do jornal "A união", comentarista político da TV Cabo Branco e colunista do Jornal "O norte". Atualmente "Nonato" faz parte do "cast" da Rádio CBN - João Pessoa.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

LINDEZA PRESERVADA



Coisa linda... /Eu nem posso acreditar/Coisa linda... /Quando o mundo te oferece/e enfim te das tens lugar/... sinal novo sob o sol, vida mais real/Coisa linda... /...pluma tela pétala/Coisa linda... /ter-te agora um dia e sempre, uma alegria pra sempre. Trecho da letra e Música "LINDEZA" de Caetano Veloso e Pedro Aznar

Está de parabéns a consciência que durante longas décadas manteve em pé essa histórica árvore (uma figueira), que compõe o complexo arquitetônico do antigo Colégio Diocesano Padre Rolim. Atitude assim dá mais um pouco de alento para a tão destruída historiografia cajazeirense, já que ao longo do tempo, a cultura da derrubada discriminada de árvores típicas da região - algumas delas já centenárias; como por exemplo: as oiticicas da Praça Mãe Aninha, os juazeiros e as aroeiras do entorno da cidade e as "cajazeiras" - que deu nome a cidade, que praticamente dentro da zona urbana não existe mais. Talvez, a sua conservação, seja um sinal que ainda existem pessoas preocupadas com a preservação da história da cidade. Parabéns o fotógrafo que fez a foto. Imagine só, se você chegasse cansado, suado e não tivesse "ela" aí, "bonitona" para você descansar do calor!