Na década de 1980, muitas ‘esquetes’ teatrais
produzidas pelo Centro Cívico Olavo Bilac, do Colégio Estadual, passaram a ser
um trampolim para a formação de futuros atores, bem como para a criação de
grupos de teatro experimentais na cidade. Foi a partir da montagem dessas pequenas peças,
passando pelos jograis e culminando com a realização dos tradicionais
casamentos matutos do período junino, que nossos atores foram se revelando.
Consequentemente, eles passaram a se destacar
em eventos mais elaborados, como os festivais e recitais de poesia realizados
pela própria unidade escolar, além da participação nas edições do Sertanejo –
Encontro de Artes Cênicas, promovido pela Federação Paraibana de Teatro Amador
(FPTA) em parceria com a Associação Universitária de Cajazeiras (AUC). O mesmo
ocorreu em outros eventos de destaque no calendário teatral cajazeirense, como
foi o caso do Festival de Teatro Rápido do Sertão, realizado ao menos três
vezes ao longo dos anos 1980.
Nesse período, a cidade de Cajazeiras chegou a
ter mais de cinco grupos de teatro filiados à FPTA. Eles atuavam tanto com uma
programação destinada a um público específico do meio teatral – com montagens
de textos mais profundos, questionadores, de conteúdo crítico, político-social. Modelo característico dos grupos Cajá, Boiada, Metac, Grutac e Grupo de Teatro Terra –, quanto para
plateias menos familiarizadas com a linguagem cênica, constituídas por alunos
da rede pública de ensino e frequentadores dos centros comunitários.
Desta última vertente, surgiram grupos como o
Grutepazeu, o Grutebraz, o GTE e o Cajá, focados na realização de um teatro de
cunho mais popular, comunitário.
Abaixo, apresentamos uma série de fotografias
que mostra o envolvimento dos estudantes do Colégio Estadual na formação
artística que, mais tarde, viria a consolidar o nosso teatro amador na segunda
metade dos anos 1970 até o final dos anos 1980.
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