domingo, 8 de outubro de 2017

CAVALO MARINHO ESTRELA DA PARAÍBA FARÁ APRESENTAÇÃO EM CAJAZEIRAS DIA 12 DE OUTUBRO.



A cultura popular representada por uma de suas mais expressivas manifestações que é o Cavalo Marinho, vai está presente no encerramento da Festa de Nossa Senhora de Fátima. Falo do Cavalo Marinho Estrela da Paraíba, de João Pessoa, que será a estrela convidada, que brilhará e abrilhantará a população cajazeirense e os fies da nossa padroeira, com uma peça emblemática do nosso folclore, espelho das nossas tradições. A apresentação, será na própria igreja Nossa Senhora de Fátima, dia 12 deste mês outubro, a partir das 19h30. 

Expressão cultural do folclore da Região Setentrional da Paraíba e de Pernambuco, o Cavalo Marinho Estrela da Paraíba é um Auto Natalino inspirado nas Festas de Reis e tem como tema lendas e narrativas heroicas de figuras fantásticas e animais glorificados. O grupo é coordenado pelo Mestre Nélio Torres, agraciado com o Prêmio Culturas Populares, da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, no ano de 2007.  



fonte: Facebook de João Bosco da Silva (Bosco Maciel-Casa dos Cordéis)

domingo, 1 de outubro de 2017

POR ONDE ANDA A FPTA - FEDERAÇÃO PARAIBANA DE TEATRO AMADOR

Cleudimar Ferreira

Ruínas do antigo Teatro da Juteca em João Pessoa

Uma informação postada por Orlando Maia, na caixa de mensagens da Nona Região de Cultura, em Cajazeiras, sobre o interesse do ator campinense Álvaro Fernandes, de reativar a antiga Federação de Teatro Amador - a saudosa FPTA, me fez refletir sobre essa entidade, que nos anos 70 e 80, foi a única atuante organização classista do teatro amador paraibano e uma das mais representativas do gênero no Nordeste.

Aliás, no início desse ano, um dos seus últimos dirigentes, o Sr. Antônio Martins, que faleceu a meses atrás, andou articulando essa ideia no meio teatral de João Pessoa. A sua emersão poderia sim, servir para implantação de uma política pública de incentivo e amparo na formação de novos atores e grupos, com a promoção de cursos, encontros e festivais de teatros pelo interior do Estado.

Embora a ideia seja antiquada, dado o grau de profissionalismo que espelha a dramaturgia paraibana de hoje, onde os atores parecem não precisar mais do romantismo dos cursos de teatro; demonstram a ambiguidade do autodidatismo - já nascerem atores por mérito materno; são técnicos e disciplinados por nascença ou por interesses financeiros, ou talvez, não o da arte pela arte; o soerguimento da FPTA no cenário assim, tenderia a não brilhar tanto como nos áureos tempos da efervescência amadora do nosso teatro.

O que é certo é que a FPTA não morreu, simplesmente sai de cena, vive adormecida por traz de uma empanada de mistérios. Escondida nas coxias enigmáticas das salas de espetáculos espalhados pela Paraíba a fora. Seu acervo fotográfico, seus impressos publicitários e documentação que conta sua trajetória de mais de quatro décadas de representatividade do teatro paraibano, que poderia servir de subsídios para um estudo mais aprofundado do nosso teatro, poderia ser usado como argumentos para artigos acadêmicos e outros afins, mas pouco coisa ou quase nada de trabalhos assim, se ver sobre essa ótica.

Afinal, por onde anda a FPTA? Em qual baú está a sua memória; quem os esconde; quem os prende; a troco de que vale a sua saída de cena; seu anonimato e suas cortinas fechadas.




sábado, 23 de setembro de 2017

MEMÓRIA DO TEATRO EM CAJAZEIRAS

       Quem lembra? 




Em dezembro deste ano fará nove anos que o 3º CajazeirATO, foi realizado. Nessa versão, o CajazeirATO também chamado de Festival Estadual de Teatro de Cajazeiras, foi realizado entre os dias 19 e 21 de dezembro de 2008, e ofereceu ao público das artes cênicas de Cajazeiras e das cidades circunvizinhas, além da mostra de teatro - com peças em diversos estilos, também uma mostra de cinema, oficinas técnicas sobre a linguagem teatral, debates e muito discussão sobre o rumo da politica oficial - municipal e estadual, para esse setor na região sertaneja. O evento foi realizado pela ACATE - Associação Cajazeirense de Teatro e teve como local o ponto de cultura Arte Para Todos - Centro de Múltiplo Uso.      




sexta-feira, 22 de setembro de 2017

MARCÉLIA CARTAXO EM ALTA.


   RECORTE RECORTE RECORTE   





Espetáculo cajazeirense ‘Trinca, mas não quebra’ encerrará Festival Nordestino de Teatro em Guarabira no próximo dia 30 de setembro.

  Com informações: ACATE  





A ACATE– Associação Cajazeirense de Teatro está ultimando os preparativos do espetáculo de Rua “Trinca, mas não quebra” para participar do Primavera do Teatro (Festival Nordestino de Teatro em Guarabira), que acontecerá no período de 23 a 30 setembro. A peça tem na direção o teatrólogo cajazeirado Francisco Hernandez e texto do cajazeirense Eliezer Rolim. 

O "Trinca, mas não quebra" será o último trabalho a ser apresentado no evento no próximo dia 30, encerrando assim o Festival Nordestino de Teatro. Cerca de 20 pessoas, entre atores técnicos, maquiadores e cenógrafos, estão envolvidas na montagem desse espetáculo que faz um resgate das tradições nordestinas. 

Antes do grupo de teatro da ACATE embarcar para Guarabira para participar do Festival serão realizadas duas apresentações do ‘Trinca, mas não quebra’ para o público cajazeirense, oportunizando assim os amantes das artes cênicas da terra do Padre Rolim ver o espetáculo. Uma das apresentações acontecerá dentro da programação do XV ENCA (Encontro Acadêmico) da Faculdade Santa Maria, uma das patrocinadoras do grupo. 

Foram selecionados para participar do Festival Nordestino de Teatro de Guarabira 25 grupos, sendo 08 na categoria Infantil, 07 na categoria Teatro de Rua e 10 na categoria Adulto. O evento vai contar com espetáculos dos estados da Paraíba, Ceará, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A Paraíba contém o maior número de espetáculos dentro do festival.

SINÓPSE DO ESPETÁCULO

Trinca, mas não quebra é uma festa de casamento na noite de Santo Antônio no interior do Sertão, mesclando superstições e recordações lúcidas dos fogos de artifícios nas amarras de uma desesperada paixão entre dois adolescentes. A peça é um drama de fogueira no sítio Umburanas, quando Terezinha, uma noiva de 15 anos, descobre morrer de amor por seu ex-namorado que se faz penetra para resgatar publicamente o sentimento que o sufoca. 

Criando uma colagem de danças folclóricas e folguedos populares, 'Trinca, mas não quebra', é antes de tudo uma festa com cheiro de tragédia, daquelas contadas nos versos de literatura de cordel. 

Influenciado por ele, o espetáculo é um conto de São João com cheiro de milho assado, onde tudo pode acontecer desde o corriqueiro incêndio de balão ao absurdo dos motes de cordel.




domingo, 17 de setembro de 2017

Um canto de amor para Cajazeiras

MARIANA MOREIRA



Um redemoinho buliçoso espalha nuvens de poeira sob o azul céu sertanejo de setembro. De algum recanto de rua restos de flores ganham asas e tingem o infinito de pequenos objetos incorporando o sonho humano de voar. A desidratada paisagem se acanha em espinhos e troncos retorcidos na constituição da reserva de sobrevivência, emoldurando nossas periferias com novelos de fumaça que abundam em queimadas e insanidades. 

O calor asfixia e reclama uma frondosa sombra de oiticica que murcha entre paralelepípedos, muros e paredes da cidade agigantada por suas próprias pernas e lucros, invadindo espaços, soterrando riachos e córregos onde outrora serelepes meninos se faziam meninos em bancos de areia e filetes de águas invernais. Um solitário banco improvisa uma praça sombreada por plantas estrangeiras que afugentam e matam tuas abelhas de arapuás, teus maribondos. 

Em tuas calçadas irregulares e geometricamente disformes o movimento de cadeiras de balanço no embalo do aracati são abafados por motos, carros, barracas de ambulantes, oficinas mecânicas, pontos de moto taxi. Desbotados, emergem tímidos traços das “amarelinhas”, ou “academias”, onde meninas de traça e vestido de chita sonham vidas em saltos sistematizados e olhares de ontens. 

A noite uma frondosa lua cheia rasga o céu na espreita de uma sinhazinha que lhe enamore pelas frestas de uma discreta janela. Sinhazinhas são somente memórias e janelas para as ruas se escondem atrás de pesados muros ou grossas grades que traduzem falsa segurança ou imuniza da modernidade violenta e pecaminosa. E a lua míngua ofuscada pelo clarão artificial de tuas lâmpadas e luzes e recolhe-se atrás de desgarrados filetes de nuvens que se apressam para lugar nenhum. 

Em tuas ruas, becos, avenidas circulam apressados corpos que, na peleja cotidiana da vida, se curvam e não vislumbrar horizontes, telhados, imensidões. Não enxergam o beiral de um antigo casarão que, carcomido, resiste ao tempo, a modernidade e a especulação traduzida em cimento, vidro e mesmice. A miopia dos nossos tempos nos acostuma a ver o belo somente no que pode ser traduzido e explicado pela lógica, pelo cálculo, pela racionalidade. E os derradeiros sonhos da cidade se dissipam nas pás dos tratores que demolem e aplainam as rugas, os recônditos, os enigmas. 

Do alto de teu morro um Cristo esgueira-se entre a parafernália tecnológica na busca de um horizonte da cidade que lhe acolhe como protetor. Das locas e fendas de tuas rochas exala fumaça do tráfico. De tuas encostas construções desafiam o equilíbrio e as teorias da física e se avolumam espantando onças, lagartixas e matos. 

E a cidade caminha para o futuro, que se espelha nas barrentas e poluídas águas de teu açude grande que reflete a beleza do por do sol e inebria turistas e nativos, indiferentes ao odor que mata teu oxigênio e te usurpa a vida.


fonte: Colunistas - Diário do Sertão 

V Festissauro homenageia cineasta do Alto Sertão da Paraíba

A homenagem é um reconhecimento a um importante realizador audiovisual da Paraíba que foi o precursor do cinema no Sertão paraibano.



A 4ª edição do Festival de Cinema de Sousa – FESTISSAURO prestará homenagem ao cineasta Laércio Filho. Grande homenageado da edição 2017 do Festival, Laercio Ferreira de Oliveira Filho tem quase trinta anos de militância cultural, com significativas passagens pelo teatro, poesia, música e cinema. A homenagem é um reconhecimento a um importante realizador audiovisual da Paraíba que foi o precursor do cinema no Sertão paraibano.  

Nascido em Pombal/PB, o cineasta, professor e ativista cultural é radicado em Aparecida/PB, onde atualmente exerce o cargo de secretário municipal de cultura. Iniciou sua carreira cinematográfica em 2005, quando teve o seu primeiro filme “Memória Bendita” selecionado pelo projeto “Revelando os Brasis”. Deste então, Laercio tem roteirizado e dirigido sete produções e feito Produção Executiva em outras três, sob direção de Diassis Pires.  

Laércio já ganhou várias premiações. Seu primeiro filme de ficção “Antoninha” circula em festivais nacionais e internacionais e ganhou diversos prêmios. A estatueta mais recente do curta, é o de melhor filme da categoria Cinema Independente da Mostra Pequi de Audiovisual realizada em Montes Claros/MG. 

Além do pioneirismo no cinema, Laercinho, como também é conhecido o diretor aparecidense, foi responsável pela primeira animação produzida no Sertão da Paraíba usando a técnica de desenho 2D tradicional. “Uma Aventura na Caatinga” teve estreia em janeiro deste ano em Aparecida e vem sendo selecionado para importantes festivais de cinema na região sul do país e recentemente, foi indicado ao troféu “Cacto de Ouro” em seis categorias no Encontro Nacional de Cinema e Vídeos dos Sertões de Floriano/PI.  

Na década de 90 o cineasta fundou, ao lado de vários artistas e militantes culturais de Aparecida, a Acauã Produções Culturais, uma ONG Cultural que ao longo dos seus 27 anos de existência, conseguiu construir um belo currículo resultante da intensa produção cultural. 

A entidade é responsável pela efervescência artística da cidade sertaneja, atuando em vários segmentos como o teatro, a música, a literatura, as artes plásticas, a comunicação e o audiovisual. Laércio é também idealizador e coordenador da Mostra Acauã do Audiovisual Paraibano, evento realizado na Fazenda Acauã, município de Aparecida há sete anos. 

O coordenador do FESTISSAURO, Leonardo Alves, considera importante a homenagem para mostrar às novas gerações a luta e o engajamento do primeiro realizador cinematográfico do interior da Paraíba. “A escolha se deu em virtude de um esforço do Festissauro, em também reconhecer o árduo trabalho de quem produz filmes aqui na região, ” destacou.



fonte: Diario do Sertão - Por Luzia de Sousa