segunda-feira, 6 de junho de 2011
O quebra-queixo
domingo, 5 de junho de 2011
Oficina de Montagem revela novos atores.
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No reino do rubacão, cultura pode ser qualquer coisa
A cultura, como conjunto de conhecimentos artísticos culturais, típica manifestação espontânea de um povo, sempre foi objeto de admiração e atenção não só nas sociedades desenvolvidas, mas também, nas camadas populares identificadas com a sua linguagem. É algo elementar e necessário para se entender a história de uma comunidade. Suas crenças e costumes; sua arte e seu folclore. Porém, até quando suas instituições estiveram sob a gestão de grupos e lideranças comuns, afinadas como suas raízes, ela esteve bem guardada. Mas quando passou a se cobiçada e assediada por políticos oportunistas e por um estado inoperante interessado no seu uso como forma de aproximação das massas, as suas origens aos poucos foram desmoronando e sua história também.
O Estado como parte integrante de uma sociedade, era para ser um exemplo a ser seguido no que se refere ao tratamento da cultura, já que os seus gestores receberam do povo uma titulação, que lhes garante ser chamado de representantes do povo, de seu povo e jamais essa representação faltaria a esse povo, principalmente as suas manifestações artísticas e culturais, considerado pelos estudiosos como algo sagrado transmitidos de gerações passadas para gerações futuras. Mas a coisa se revela o inverso e a cultura sempre foi tratada, como algo a parte, elevada a segundo plano, ou praticamente sem importância nenhuma.
No que se refere às administrações municipais, "ela" - Cultura, foi encarada como atividade de prioridade menor no famoso leque de ações administrativas e, portanto, esquecida do orçamento anual. Mas, péra aí, não vamos fazer tempestade em copo d’água. Há exceções e bons exemplos a ser seguidos de prefeitos que faz jus ao mandato emanado pelos seus súditos e entendendo que cultura atrai o turismo e turismo atrai dinheiro, investe - mesmo pouco, na preservação de seus monumentos históricos; consegue organizar aqui e ali um museu em suas cidades, algumas bibliotecas, parques temáticos com teatros, cinemas e até galeria de arte. Numa tímida preocupação em resgatar focos de culturas adormecidas, chegam a tirar do anonimato grupos folclóricos e musicais.
Entretanto não é o caso de Cajazeiras. Em Cajazeiras, há um foco de poeira destruidora nos céus da cidade que o elevou a categoria de cidade que mais dívidas tem com a falta de preservação das raízes culturais e com a conservação de seu passado-histórico. A avalanche destruidora começou com a derrubada da casa de Mãe Aninha que se ainda estivesse no local seria hoje, juntamente com pôr do sol um dos locais mais vistos pelos nossos visitantes. Depois, veio aquele golpe fatal na velha ponte do sangradouro do Açude Grande. Em seguida, a destruição de vários casarios - vide as antigas sedes da prefeitura, cadeia pública e correios. Esses monumentos que simbolicamente representava a remota arquitetura de Cajazeiras, foram derribados e os que ficaram em pé, esquecidos, maquiados com modernas placas publicitárias, outros abandonados ou em ruínas.
Aí vem uma pergunta. Por que a cidade ainda não teve o seu museu? Cidades menores de orçamentos curtos destinados a cultura, como Poço de Zé de Moura conseguiu organizar o seu museu e manter uma política de preservação de prédios antigos identificados com a sua história. Porque Cajazeiras que tem uma gama de recursos bem mais avantajado do que cidades como: Poço de Zé de Moura, Pombal e Aparecida não tem uma política de amparo a sua cultura e sua arte? Os grupos de reisados que encantava a todos, há tempo que não se houve falar; a banda cabaçal praticamente também; o carnaval tradição, com suas troças e charangas foi sucumbido pelos trios elétricos, uma verdadeira destruição de nossas formas de brincar advindas de nossos antepassados.
Cajazeiras não têm o que mostrar ao turista e não vai ter nunca, isso porque os seus administradores não foram moldados de sensibilidades e, portanto, não parece gostar de cultura e arte. E os que foram colocados na cadeira de Prefeito nos últimos anos, demonstraram com seus atos que cultura é trio elétrico nas ruas com pessoas alienadas, bombadas, com copo de cerveja na mão num tremendo ‘rebolation’ ao som do Axé Music ou uma banda de forró eletrônico como mulheres seminuas, de bundas de fora e uma multidão em baixo a contemplar. Um péssimo conceito de cultura exposto em praça pública para uma população desinformada. Desaculturados, descompromissados em preservar os valores culturais e históricos de sua gente, deitam-se em berço esplêndido no reino do rubacão; acham que cultura é qualquer coisa e sem nenhuma justificativa plausível, em atos de burrice, distrata a nossa cultura e a nossa arte com se elas fossem algo irrelevante e insignificante a história do seu povo.
domingo, 29 de maio de 2011
Tradicional Colégio de Cajazeiras chega aos 50 anos de fundação
A sua instalação só foi possível graça a luta dos estudantes e da ação política do vice-prefeito (na época) Abdiel de Souza Rolim e do então Deputado Estadual Acácio Braga Rolim, autor do projeto de criação da escola, aprovado na Assembleia Legislativa e sancionado pelo Governado Pedro Moreno Gondim
Até 1963, o estabelecimento funcionou nas dependências do Colégio Dom Moisés Coelho, quando o prefeito Francisco Matias Rolim, sensibilizado com necessidade de a escola ter uma sede própria, doou ao governo do Estado um terreno, que possibilitou a construção pelo governador João Agripino Filho do prédio onde até hoje está instalado. Em 1978, um Decreto-Lei de autoria do deputado estadual Edme Tavares, modificou o nome da escola de Colégio Estadual para Escola Professor Crispim Coelho.
Decorridos 50 anos, a tradicional instituição de ensino cajazeirense, entre na história recente, como uma casa que mais contribui para a formação política e ideológica dos que passaram pelas suas salas de aulas. Muitos foram os seminários e debates políticos, festivais de poesias, de músicas e feiras de ciências e artes realizadas nas suas dependências, que ficaram marcados na memória do movimento estudantil sertanejo.
Hoje, diferente de épocas passadas, onde os objetos facilitadores dos professores eram praticamente o giz e quadro, a escola dispõe de 12 (amplas) salas de aulas, uma biblioteca, sala de audiovisual, laboratórios de ciências e informática, salas para diversos setores administrativos, auditório, ginásio de esportes e uma área para recreação disponível para atender os seus mais de 1.000 alunos matriculados.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Zé Paraíba - O Rei da Sanfona, ficou conhecido de todos cajazeirenses e de boa parte dos nordestinos, depois que gravou a música "as cocotinhas", chagando a vender na época - decada de 80, mais de 500 mil cópias do LP que continha a música. Com 50 anos de forró e com a marca de 61 discos gravados (entre LPs e Cds), o forrozeiro irmão do ex-vereador Sinval Leite, ainda está em atividade - fazendo pequenos shows. O mesmo reside hoje na região de Brasília.




