segunda-feira, 11 de setembro de 2023
PORTFOLIO DO IBGE MOSTRA FOTOS RARAS DE CAJAZEIRAS DO INÍCIO DOS ANOS 60
domingo, 10 de setembro de 2023
Lei Paulo Gustavo destina mais de 1 milhão para 9ª Regional de Cultura em Cajazeiras
https://paraiba.pb.gov.br/diretas/secretaria-da-cultura/lpg/9a-regional
Acesso aos ducumentos necessarios:
NÃO PERCA AS HORAS E NEM O TEMPO. FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO!
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domingo, 3 de setembro de 2023
UM POUCO SOBRE "PAGU"
Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, vai além do que o senso comum pensa dela. Para além de mera esposa de Oswald de Andrade, Pagu também foi escritora, jornalista, poeta, militante política e feminista, o que a levou vinte e três vezes para a prisão - e, de quebra, um dos maiores nomes do movimento modernista no Brasil.
Nascida em 9 de junho de 1910, na cidade de São João da Boa Vista, Pagu mudou-se com os pais para a cidade de São Paulo quando ainda tinha dois anos de idade. Seguindo os passos do pai jornalista, Zazá (seu apelido de infância) conseguiu seu primeiro emprego aos quinze anos, como redatora de críticas ao governo e às injustiças sociais para o Brás Jornal, sob o pseudônimo de Patsy.
Pagu
também foi um símbolo da irreverência e do afrontamento feminino: fumava e
bebia sem pudor, relacionava-se com homens sem se casar com nenhum, era ativa
nas lutas sociais da época.
Em
1928, aos 18 anos de idade, completou os estudos na Escola Normal e logo em
seguida se juntou ao Movimento Antropofágico, idealizado principalmente pelo
casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral Ainda no mesmo ano, ganhou seu
apelido mais conhecido, “Pagu”. O nome apareceu por causa de um erro do poeta
Raul Bopp, que escreveu um poema pensando que o nome da escritora fosse
Patrícia Goulart, e inventando, assim, essa abreviação.
Raul Bopp
Pagu
tem os olhos moles
uns
olhos de fazer doer.
Bate-côco
quando passa.
Coração
pega a bater.
Eh
Pagu eh!
Dói
porque é bom de fazer doer.
Passa
e me puxa com os olhos
provocantissimamente.
Mexe-mexe
bamboleia
pra
mexer com toda a gente.
Eh
Pagu eh!
Dói
porque é bom de fazer doer.
Toda a
gente fica olhando
o seu
corpinho de vai-e-vem
umbilical
e molengo
de
não-sei-o-que-é-que-tem.
Eh
Pagu eh!
Dói
porque é bom de fazer doer.
Quero
porque te quero
Nas
formas do bem-querer.
Querzinho
de ficar junto
que é
bom de fazer doer.
Eh
Pagu eh!
Dói
porque é bom de fazer doer.
Publicado
em diversos jornais e revistas, o poema tornou Pagu famosa nos meios
artísticos, políticos e sociais e acabou até virando canção. Produzida pela
cantora Laura Sanchez, a música de 1929 também se tornou um sucesso, graças à
radiodifusão da época.
Ainda
no mesmo ano, Pagu começou a publicar seus desenhos na Revista de Antropofagia,
publicação que existiu entre 1928 e 1929, ligada ao movimento modernista.
VINTE E TRÊS PRISÕES
No ano
de 1929, o escritor Oswald de Andrade anunciou sua separação de Tarsila do
Amaral, e logo em seguida apareceu em público com Pagu. A troca chocou a
população, mas principalmente a comunidade artística.
Pagu e Oswald tornaram-se, juntos, militantes do partido comunista, o PCB (Partido Comunista do Brasil, na época). A escritora era combativa e destemida: em 1930 participou de um incêndio no bairro do Cambuci, na cidade de São Paulo, em um protesto contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas e foi a primeira presa política feminina do Brasil, ao ser detida na cidade de Santos depois de participar de uma greve de estivadores da região. Ao longo de sua vida, Pagu seria presa vinte e três vezes por causa de suas participações em atos políticos.
Em
1935, Pagu foi presa em Paris com documentos falsificados e enviada de volta para
o Brasil
PAGU E A LITERATURA
Desde
os quinze anos de idade, Pagu já publicava protestos e artigos de opinião e
logo cedo também aprendeu a utilizar pseudônimos para suas publicações, a fim
de escapar da censura ditatorial da época.
Em
1933, publicou o livro “Parque Industrial “, sob o pseudônimo de Mara Lobo, um
romance proletário que entrou para os radares da censura da época. Pagu também
foi responsável por traduzir autores estrangeiros de grande renome, como James
Joyce e Octavio Paz. Além disso, escreveu contos policiais sob o pseudônimo de
King Shelter.
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Leia a
postagem original em:
https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/quem-foi-pagu-icone-modernista-e-homenageada-da-flip-2023/
quarta-feira, 30 de agosto de 2023
O ataque de Jesuíno Brilhante a cadeia de Pombal em 1874
Conforme os autos: “Às duas horas da manhã de 19 de fevereiro de 1874, numa quinta-feira, chovendo bastante, não havendo ronda noturna, Jesuíno Brilhante, seu irmão João Alves Filho, o cunhado Joaquim Monteiro e outros, perfazendo um total de oito cangaceiros, todos montados a cavalos, atacaram de surpresa a velha cadeia, que na época era guarnecida por um cabo, onze soldados da Guarda Nacional e um da polícia.
sábado, 19 de agosto de 2023
Museu do Futebol de Cajazeiras, 5 anos de luta, fé e esperança
por Reudesman Lopes Ferreira
Sempre fui
um apaixonado pelas coisas de Cajazeiras, entenda, pela sua história, pela sua
memória. Sou daqueles que não perde uma comemoração que diga respeito à terra
do Padre Rolim. Pois bem, como tal, vivia me perguntando a causa pela qual a
terra da cultura não possuir o seu Museu, aquele local onde cajazeirenses,
cajazeirados e visitantes, pudessem observar a grandeza da nossa terra através
da história em documentos, fotos e outros.
Queria
entender o que determinava que cidades de um porte bem menor que o nosso
tivesse constituído o seu Museu e a nossa cidade, não. Ao tempo que vivia
cobrando das nossas autoridades e de pessoas influentes na sociedade local,
também começava a sonhar em que o Museu de Cajazeiras era apenas uma questão de
tempo já que estávamos focados neste trabalho com a realização de reuniões lá
na Câmara Municipal de Cajazeiras com os “interessados”.
Só que
depois de vários destes encontros senti que a coisa não caminharia para um
final feliz, muita conversa, nenhuma ação. No dia 15 de agosto de 2015,
estávamos lançando o livro História do Futebol de Cajazeiras, um trabalho de 12
anos de pesquisa, encontros, entrevistas e tudo aquilo que uma obra de 686
páginas pode propiciar. Passado este momento e já com o livro sendo considerado
pelos críticos como um sucesso, ao começar a organizar meu cantinho de estudo e
de escritas, me deparei com um maravilhoso acervo do futebol de Cajazeiras,
naquele momento veio aquele estalo: “Tenho um Museu do Futebol de Cajazeiras em
minha casa”.
Começava então
a minha peregrinação, isso sem contar nada a ninguém, em locais da cidade onde
poderíamos instalar o Museu do Futebol de Cajazeiras. Visitei muitos locais,
não falava absolutamente nada, o tempo passando e, não via onde instalar o
Museu. Já desacreditado e achando que tudo não passara de ilusão de um
apaixonado, eis que nos aparece a oportunidade, o local, o belo Casarão dos
Sobreiras.
Assim, no
dia 21 de agosto de 2018, estávamos fundando e instalando o Museu do Futebol de
Cajazeiras e a sua primeira exposição pública tratou de uma mostra da história
da fundação do Atlético Cajazeirense de Desportos que neste mesmo ano, estava
completando 70 anos desde a sua fundação acontecida no ano de 1948.
Lembro que
usamos apenas três salas para contar a história atleticana. Com a casa lotada o
evento foi um sucesso, aqueles que estiveram presentes ao acontecimento nos
deram muito apoio e com isso motivação total para o trabalho que viria a
seguir, ou seja, começar a implantar verdadeiramente o nosso Museu.
Neste próximo
dia 21 de agosto de 2023, estaremos completando cinco anos da sua fundação,
afirmo que apenas iniciamos o processo que decerto nos levará a vê-lo como
exemplo aqui no nosso sertão nordestino e, porque não afirmar, no Nordeste.
As
dificuldades são imensas, afinal, a cultura não é vista e colocada como uma
prioridade e as vezes me vejo “perdido” neste emaranhado de incertezas. Mas, as
dificuldades existem para serem transpostas, aprendi isso com minha mãe
Nazareth Lopes pela sua garra e força de vontade quando desejava alcançar algo.
O fato é
que hoje, mesmo desativado e escondido em minha residência, o Museu do Futebol
de Cajazeiras já é uma realidade e, digo mais, se ele já é visto como exemplo,
imagine se tivéssemos o apoio que merecemos ter da terra da cultura. Como
falei, nada nos impede de lutar e estamos lutando, os sonhos são muitos, mas,
um passo de cada vez.
E o que
temos para mostrar aos cajazeirenses, cajazeirados e visitantes? Diria que uma
história de Cajazeiras e do seu futebol. O Museu do Futebol de Cajazeiras
ocupou quase que totalmente o Casarão dos Sobreiras, mas, bem que poderíamos e
temos material que poderíamos usar todos os seus espaços.
Enquanto
estivemos naquele local, chegamos a ocupar sete espaços: o corredor central;
uma sala do Atlético Cajazeirense de Desportos onde poderíamos ver o primeiro
troféu conquistado pelo clube, fotos e camisas históricas; uma sala de troféus,
nesta mostramos o primeiro troféu conquistado pelo futebol cajazeirense em
1938; uma sala de camisas, com as camisas dos principais clubes do futebol
amador; um salão e nele tínhamos o Memorial: Perpétuo Correia Lima, bem como,
uma homenagem ao jogador Renato Cajá com fotos que mostravam a sua trajetória,
galeria de fotografias dos clubes profissionais, e as mesas com documentos
históricos do nosso futebol; uma sala com a história do Paraíba Esporte Clube e
nela camisas de clubes e de jogadores que estiveram em Cajazeiras, nesta sala
uma camisa do craque Zico autografada pelo jogador e oferecida a Cajazeiras.
Ainda
teríamos para expor: A história da imprensa esportiva; do futebol
infanto-juvenil; as fotografias dos nossos jogadores; a história dos nossos
árbitros, não expomos pela falta de recursos e, também de espaços onde
pudéssemos fazer essa exposição.
Nada a lamentar, só nos resta comemorar e dizer aos quatro cantos do mundo que Cajazeiras a terra da cultura tem sim o seu museu, desativado ou não o Museu do Futebol de Cajazeiras existe.
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fonte: https://www.diariodosertao.com.br/ /coluna de Reudesman Lopes Ferreira
terça-feira, 15 de agosto de 2023
Programação Cultural Alusiva aos 160 Anos de Cajazeiras
Se Ligue na Programação!.............................................................................................................................................................
Dia 15/08, às 8h.
Apresentação da
Banda de Música Santa Cecilia
Local: Paço Municipal Dia 18/08, às 19h.
1ª Noite
Cultural com retreta da Banda de Música Santa Cecilia, seguida de Recital de
Poesia e Lançamento do livro “História da Imprensa na Paraíba” de autoria de
Gilson Souto Maior.
Local: Praça da Matriz Nossa Senhora de Fátima (Praça da Cultura) Dia 19/08, às 19h. 1º Festival Prata
da Casa. Apresentação musical com grupos locais
Local: Praça do Lebron. Dia 19/08, às 20h.
2ª Noite
Cultural com apresentação da Fanfarra do Maestro Rivaldo Santana, Performance de
Dança com o Grupo da Irmã Fernanda e apresentação para gestores escolares e
alunos, do livro Dom Zacarias Rolim de Moura: Fé, Espiritualidade, Educação e
Cultura, de Helder Ferreira de Moura.
Local: Praça da Matriz Nossa Senhora de Fátima (Praça da Cultura) Dia 20/08, às 22h.
Show Musical
com a Banda Mastruz com Leite, Marcelo e Rayane, Flávio Pisada Quente e Zé de
Freitas.
Local: Praça de Eventos Xamegão Dia 21/08, às 22h.
Show Musical
com Eric Land, Léo Mariano, Bruno Batista e Chico Amaro
Local: Praça de Eventos Xamegão Dia 22/08, às16h.
Desfile Cívico e
Militar.
Local: Avenida Padre Rolim
DEIXE O SEU COMENTÁRIO
Apresentação da Banda de Música Santa Cecilia
Local: Paço Municipal
1ª Noite Cultural com retreta da Banda de Música Santa Cecilia, seguida de Recital de Poesia e Lançamento do livro “História da Imprensa na Paraíba” de autoria de Gilson Souto Maior.
Local: Praça da Matriz Nossa Senhora de Fátima (Praça da Cultura)
Local: Praça do Lebron.
2ª Noite Cultural com apresentação da Fanfarra do Maestro Rivaldo Santana, Performance de Dança com o Grupo da Irmã Fernanda e apresentação para gestores escolares e alunos, do livro Dom Zacarias Rolim de Moura: Fé, Espiritualidade, Educação e Cultura, de Helder Ferreira de Moura.
Local: Praça da Matriz Nossa Senhora de Fátima (Praça da Cultura)
Show Musical com a Banda Mastruz com Leite, Marcelo e Rayane, Flávio Pisada Quente e Zé de Freitas.
Local: Praça de Eventos Xamegão
Show Musical com Eric Land, Léo Mariano, Bruno Batista e Chico Amaro
Local: Praça de Eventos Xamegão
Desfile Cívico e Militar.
Local: Avenida Padre Rolim
sexta-feira, 11 de agosto de 2023
A produção cultural em Cajazeiras não pode parar
Dessa forma, recorro ao dizer, com a segurança de quem esteve em certo tempo passado no front cultural de Cajazeiras, que em qualquer lugar que se chegue, encontraremos a cultura a nos recepcionar; a nos acolher, tudo em conformidade com jeito, o pensamento e a forma do povo se manifestar e produzir suas manifestações populares. Cajazeiras não é diferente de nenhuma outra cidade ou localidade, apenas ela, predestinadamente, foi determinada por obra do acaso a ter o seu povo o sangue azul pulsante para inventabilidade cultural. Por circunstância desse inclinamento natural para as artes, atingimos a maioridade por excelência no que produzimos e alcançamos um lugar de destaque por natureza graça a qualidade nas atividades artísticas que realizamos.
Por conta disso, seria presumido perguntar aos seus agentes culturais, se esse sague azul que tanto ares tem dado a nossa cultura, não estaria atualmente ficando cinza, sucumbindo num processo de escurecimento, nos estagnando e viver da sombra do que semeamos no passado. Se seus promotores, produtores, cansaram da gangorra cansativa que é busca de recursos para o setor cultural; fadigados de lutar contra o rolo destrutivo da nossa cultura ou se nada disso são os motivos, ou são erros corriqueiros, fáceis de serem corregidos, que façamos alguma coisa para consertar as falhas.
Entretanto, é claro e evidente e todos enxergam, que a cultura, principalmente a parte significativa da arte produzida na cidade, vive da limitada programação do Teatro Ica Pires, cujos espetáculos, boa parte deles hoje, vem de artistas e/ou grupos de teatro de fora das cercanias de Cajazeiras. Portanto não sendo produções genuinamente cajazeirense. O que sobra desse contexto, resvala nas reapresentações de peças teatrais montadas há anos pela nossa classe teatral, com décadas que foram produzidas, já bastante conhecidas do público, saturadas e envelhecida no imaginário daqueles frequentadores que tem cadeira cativa no Teatro Ica.
Retorno mais uma vez a aquela reflexão: onde estaria o erro? Onde está o problema da nossa produção cultural? À parte, embora minúscula, de recursos destinada a cultura pela prefeitura e de importância sem igual para o fomento da produção cultural, modéstia parte, desculpe, está andando em passos de bicho-preguiça. Já estamos caminhando para segunda metade do terceiro bimestre do ano e o silêncio reina na secretaria de cultura, em termo de FUMINC ou de alguma novidade que possa aparecer no que se refira a atividade cultural programada para Cajazeiras nesse segundo semestre de 2023.
Tem alguma coisa atrapalhando esse processo e a classe artística precisa reagir a fazer com que esse sangue azul que temos em nossas veias, continue circulando, vivíssimo, mais azul do que nunca. Sabemos que nossos agentes culturais não são mais amadores, são profissionais da cultura. Muitos deles, vive da produção cultural e do retorno financeiro que essa produção traz, para tocar suas vidas, pagar suas contas, bem como, para continuar produzindo cultura na cidade e, não pode ficar refém dos problemas de gerenciamento da cultura no município ou de um final de gestão planejada antes do tempo.
Zé do Norte, Sávio Rolim (acho que ainda vivo), Eliézer Rolim, precisam ser nomes em equipamento público de grande ou médio porte ou, em centros culturais, de significativa importância para o status que Cajazeiras alcançou na produção cultural até aqui. E não em espaços improvisados, dividido ou fracionado, sem estrutura nenhuma, sem acervos ou objetos que lembrem o legado deixado pelo homenageado, como é o caso do Espaço Cultural Eliezer Rolim, que mais parece uma incubadora cultural do que um espaço cultural.
Cajazeiras está precisando de um Centro Cultural para movimentar a cultura... diz o poster publicado nas redes sociais. Precisa! Mas antes deve manter no mastro a sua bandeira cultural flamejando; em movimento; para que sua hegemonia na produção artista no sertão, na Paraíba e no Nordeste, posso fluir e permanecer altiva, pulsando, para que o nosso sangue azul cultural, não seja interrompido por falha de gerenciamento ou falta de criatividade.
















