
Duas fotos do interior da Catedral de Nossa Senhora da Piedade
Nave central do templo e altar com uma belíssima pintura decorativa
Na eleição para prefeito de Cajazeiras em 1972, onde concorreram ao cargo Antonio Quirino de Moura, João Bosco Braga Barreto e Acácio Braga Rolim; o postulante João Bosco Braga Barreto prometeu aos seus eleitores que se fosse ou não eleito, realizaria uma romaria a cidade de Juazeiro do Norte - Ceará para agradecer ao padre Cícero os votos que recebera. A romaria foi realizada e um folheto de cordel, bastante interessante, foi produzido, onde narra do início ao fim toda história do infamélico (para os não habituados em caminhada) trajeto de Cajazeiras a Juazeiro, feito pelos romeiros de Bosco. Os versos foram criados por Maria Auxiliadora Almeida e impresso, na época, pela já extinta Tipografia Rio do Peixe.

A primeira é a Rua Barão do Rio Branco, popularmente batizada de rua dos ricos, por ter no seu espaço urbano, a maior concentração de residências pertencentes as famílias de classe social média alta, formadas por profissionais liberais e alto poder aquisitivo. A segunda foto, mostra o início da Rua Coronal Epifânio Sobreira, importante rua do centro comercial de Cajazeiras, onde no passado havia as maiores instalações de lojas de tecidos e confecções, farmácias e aviamentos. A terceira fotografia mostra o coreto com a Praça Nossa Senhora de Fátima, que nos anos 80 recebeu da população de Cajazeiras outro nome, o de Praça da Cultura, por ser o espaço um local onde era realizado boa parte dos eventos culturais, teias como: exposições de artes, festivais de música e poesia e retreta com a Banda de Música Santa Cecília. E por último, a quarta mostra em plano aberto, a antiga ladeira do Cemitério Coração de Maria, hoje Avenida Padre José Tomaz, importante vai urbana que liga a centro da cidade a Zana Sul da cidade.
João de Manezim, em épocas passadas, foi um personagem que fazia de tudo para aparecer e convencer qualquer público que estivesse em sua volta. Um sujeito inteligente, desenrolado, descolada, disposto a fazer de suas habilidades um jeito fácil de viver, e o melhor meio, possível de enfrentar a vida com simplicidade e honestidade.
De carnavalesco a folclorista; de trupizupe a agitador cultural, passando pela política e as atividades esportistas, ele fez de tudo um pouco. Foi dono de time futebol - o São Cristóvão, criou charangas, troças, escolas de samba e o irreverente bloco "o jaraguá"- queixada de um jumento pintada com um corpo em forma de boneco, que puxava um grupo de foliões esfarrapados nos carnavais pelas ruas de Cajazeiras nos anos 70 e 80.
Andou pelas cidades circunvizinhas, fazendo presepadas e apresentações circenses. Fundou na época das discotecas um clube social no bairro de Capoeiras, onde só havia uma porta que era entrada e saída ao mesmo tempo. Um verdadeiro inferninho cuja maioria dos frequentadores, eram a boêmia da zona sul e, disfarçadamente, madonas da estrada de Jatobá. Para mostrar suas habilidades, costumava fazer exibições diversas em praças públicas e, uma dessas, a de se equilibrar em uma bicicleta.
As fotografias acima mostram umas dessas apresentações. Nas duas imagens em ângulos diferenciados, João expõe seu talento com a bicicleta na Praça Camilo de Holanda, com direito a banquinho e bacia para recolher o dinheiro doado por voluntários. O nosso desenrolado personagem fez uma dessas apresentações para marcar o alargamento da Avenida Padre José Tomaz - trecho da Praça Coração de Jesus a 1ª Igreja Batista. Nessa aparição, ele passou mais de 12 horas, sem parar, pedalando, alegrando os curiosos e circulando no pedaço de rua alargado.
Por
tudo que tem feito pela cultura popular de Cajazeiras, o nosso
maior "brincante" bem que podia ter em vida (por que
não?) uma estátua em praça pública. Uma justa homenagem as suas peripécias
folclóricas que alegraram e animaram durante anos gerações de
cajazeirenses e cajazeirados.