sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Hoje no Cine Teatro Éden, The Black Rose
Casarão da Boa Vista: Virando as Páginas do Tempo
Virando as páginas do tempo, esse é o suntuoso Casarão da Boa Vista, onde no passado, foi residência do Coronel Zuca Peba. O prédio tem muito que o contar para justificar a sua sobrevivência. Ainda não demoliram, mas já foi bastante modificado, com a sua área encurtada para abrigar outras instalações, outros equipamentos empresariais e comerciais, obedecendo de certa forma a lógica do tempo e o rito moderno do crescimento urbano das Cajazeiras de hoje.
O casarão que é símbolo do que foi um dia coronelismo cajazeirense, segue varando o tempo e lutando contra os que já fizeram de tudo para ver a sua destruição, foi construído num passado remoto, onde a economia algodoeira e a pecuária bovina, puxava o progresso da cidade e contribuía para o fortalecimento ainda mais, do poder político dos coronéis e fazendeiros da região. Período áureo que alimentou o ego das oligarquias em Cajazeiras e que praticamente mandou e veio mandar no município por quase dois séculos.
Basta ver as duas fotos acima e
comparar as mudanças ocorridas. Da sua construção original só resta hoje
a Casa Grande - a esquina, pois os equipamentos de serviços, como,
armazém, depósito, dispensa e área de serviços que compõe os fundos do casarão,
boa parte já foram modificados ou demolidos. Uma prova que se dependesse dos
que não tem o passado como referência para contar a sua história, ele já
estaria no chão há muito tempo.
by. Cleudimar Ferreira
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Ele gostava de Cajazeiras, mas a cidade não gostava dele
Na foto, seu Leitão e Dr. Aldo Matos.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Edifício sede da Prefeitura de Cajazeiras
......................................................................................................................Imforme publicitario publicado no Jornal "O Observador",
das obras realizadas na Administração do Prefeito
Otácilio Jurema - 1951 a 1955.
Geralmente material como esse, era
distribuido pelos Prefeitos durante as datas
Comemorativas do dia da cidade, Isto é, 22 de Agosto.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Vários vídeos dos velhos carnavais de Cajazeiras
Vídeos do YouTube mostram como era o carnaval do passado na cidade de Cajazeiras. Pelo perfil das imagens gravadas, a festa era dividida entre os bailes nos clubes sociais - com destaque para os dois principais que havia no município: O Cajazeiras Tênis Clube e o Clube 1º de Maio. Além disso, a folia era extensiva ao tradicional Carnaval de Rua.
Nos clubes, eram realizados dois grandes bailes por dia, um pela manhã - matinê direcionada as crianças, que sempre terminava em festa para adultos, já que a frequência dos grandões era bem maior; e outro a noite que rolava a noite toda e ia até o nascer do sol, com os foliões deixando as dependências dos dois sodalícios e indo em forma de cordões até a Avenida Presidente João Pessoa, sempre puxados pelas duas orquestra que animava o baile. Durante a tarde, toda falia se concentrava no centro comercial da cidade, nas avenidas Padre José Tomaz e Presidente João Pessoa.
Como em toda sociedade economicamente ativa, o carnaval antigo de Cajazeiras se caracterizava pela divisão social de seu povo. De um lado o Clube 1º Maio que era um espaço popular, obviamente destinado para um publico social de poder econômico mais baixo, com decoração simples, animado geralmente por charangas improvisadas com alguns instrumentos de sopro e ingresso "barato" que facilitava o acesso de todos.
Por outro lado, o Tênis Clube - Clube destinado à elite, que durante os bailes o ingresso era "caro", a decoração era luxuoso e as orquestras que animavam a festa eram as melhores da região - Como, por exemplo, a Orquestra Chaverom do maestro Zeilton Trajano. O curioso de tudo isso é que durante as tardes, pobres e ricos; pretos e brancos; feios e bonitos se emaranhavam entre confetes e serpentinas; suor e cerveja; aguardente e zinebra gato e, se misturavam em meio ao "Pó e água" e o alumbramento da “lança-perfume” do Carnaval Mela-Mela da Av. Presidente João Pessoa.
Era assim o nosso carnaval de rua! Um
momento em que as diferenças eram esquecidas e todos se viam em formato igual. Cara a cara; peito a peito; pé em cima, pé em baixo. Mostrando
que a festa acontecia sem a presença de qualquer preconceito. Sem nenhum pudor,
vergonha ou diferenças sociais.
Cleudimar Ferreira






































