quarta-feira, 17 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Banda Cabaçal de Cajazeiras
Banda de Cabaçal de Cajazeiras, em 18 de abril de 1938. Foto de Luís Saia
As bandas cabaçais, também conhecidas como bandas de pífanos, são grupos com repertório de música popular instrumental. De formação variada, compõem-se tradicionalmente de quatro integrantes, com instrumentos de sopro e percussão: pífano, zabumba e caixa, sendo verificados também em alguns grupos tocadores de instrumentos como a sanfona, triângulo e os pratos, que se apresentam nas animações das festas religiosas e outros festejos comemorativos das suas localidades.
A imagem acima, registrada nos anos 30, em 38, é um importante documento histórico para se entender como se comportou a formação da Banda Cabaçal de Cajazeiras, uma tradição popular que rompeu preconceitos e adversidades do tempo e que por incrível que pareça, continua viva.
A imagem acima, registrada nos anos 30, em 38, é um importante documento histórico para se entender como se comportou a formação da Banda Cabaçal de Cajazeiras, uma tradição popular que rompeu preconceitos e adversidades do tempo e que por incrível que pareça, continua viva.
Formada pelos irmãos Inácios - seu Manoel Inácio, Zé Inácio e Antônio Inácio, residente na zona rural, mais precisamente no Sítio Bé, a sua aparição ao público, mesmo que acanhada, se deu com mais frequência nos anos 80 com a instalação do antigo Núcleo de Extensão Cultural da UFPB. Uma incubadora de promoção de cultura na região de Cajazeiras, que congregava uma Escola de Teatro, Atelier de Artes, Coral Universitário, Central de Artesanato e um extensivo trabalho de resgate de grupos folclóricos adormecidos que trouxe a tona entidades como o Grupo de Reisado, a própria Banda Cabaçal e até Brincantes de Mamulengos da zona sul da cidade - mais precisamente do Bairro de Capoeiras.
De todos esses grupos patrocinados na época pelo NEC/UFPB, o que sem dúvida mais encantava e que permaneceu por um bom tempo na graça dos cajazeirenses foi a Banda Cabaçal. A mesma era chamada para animar feiras de artesanatos, festas religiosas, eventos importante como as várias versões das Semanas Universitárias de Cajazeiras e até visitas de autoridades do Estado na cidade.
De todos esses grupos patrocinados na época pelo NEC/UFPB, o que sem dúvida mais encantava e que permaneceu por um bom tempo na graça dos cajazeirenses foi a Banda Cabaçal. A mesma era chamada para animar feiras de artesanatos, festas religiosas, eventos importante como as várias versões das Semanas Universitárias de Cajazeiras e até visitas de autoridades do Estado na cidade.
Com a extinção do órgão da UFPB, no final dos anos 80 e inicio dos anos 90, todos esses grupos passaram para o anonimato ou foram esquecidos pelo poder público. A Banda Cabaçal passou esporadicamente a se apresentar na sua própria comunidade, fora isso, há registro de sua reentrer, já como nova formação, na Noite de Cultura Popular no Centro Histórico de João Pessoa, durante o 1º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária como mostra a foto abaixo.
Referência: ANDRADE, Mário de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 1975
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Quase todas as fotos do Coreto da Praça Nossa Senhora de Fátima - Praça da Cultura

Nesses 148 anos de Cajazeiras, nossa homenagem aos fotógrafos - documentaristas do passado e presente de nossa cidade ou visitantes, bem como, ao Coreto da Praça da Cultura, símbolo da resistência contra as intempéries provocado pelo tempo e as investidas dos vândalos de plantão; dos que durante esses anos, tentaram (e ainda tentam) contra o patrimônio histórico arquitetônico da cidade, principalmente esse local onde o coreto está erguido, no centro da cidade, espaço onde praticamente começou a soerguer os vertigens de urbanização de Cajazeiras.
Nos tempos iniciais da cidade, era apenas uma pequena artéria que tinha o nome de Rua do Cruzeiro, em referência a existência de uma velha cruz que havia no local. Ao longo de sua existência, o espaço público, passou por várias reformas, mas foi em 1929-30, na gestão do então Prefeito Hildebrando Leal, que o largo em frente a matriz foi transformado, de fato, em praça pública com a construção de canteiros, área para passeios, calçadas e instalação de bancos e, teve como atração também, a edificação do Coreto que até hoje se encontra no centro da praça, enfrente ao adro da Igreja Matriz Nossa Senhora de Fátima.
A Praça da Cultura, foi oficializada como Praça Nossa Senhora de Fátima ou Praça da Matriz. É considerada a primeira
Praça de Cajazeiras. E é nela que está construído com mais de meio século, o velho coreto que ornamenta a praça e encanta frequentadores e visitantes.
De acordo com o professor Antônio de Souza na época a praça
era: "o ponto chique da cidade, o local de atração do povo, o centro de manifestações cívico-religiosas e sociais da comunidade, onde se realizavam aos domingos, dias santos e feriados, alegres retretas, sob os acordes maviosos da banda de música local, com a presença elegante do mundo social cajazeirense." (SOUZA, 1981, p. 46)
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Álbum (Inventário) Fotográfico
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| Acervo: José Leonel Moreira. Anos 50. Da esquerda para direita: José Moreira de Figueiredo-Dr. Benu, Assis de Abel, Antônio Moreira e Zuca Moreira. |
Fotos/Referencias:
Essas fotos foram divulgadas na internet, muitas sem autoria ou referências. Seguramente, foram produzidas por fotografos amadores e profissionais, como: Borracha, Bosco Pinto, José Cavalcante, Reldemy Lima etc.
Palácio Episcopal de Cajazeiras
Imagem da Cúria Diocesana de Cajazeiras ou Palácio
Episcopal. O local é a sede do bispado de Cajazeiras. O palacete foi construído, entre os anos de 1915 e 1932, durante o bispado de Dom Moisés Sizenando Coelho, (Cajazeiras, 8 de abril de 1877 e João Pessoa, 18 de abril de 1959). Na época que essa fotografia foi registrada, a capela-anexo que fica no lado direito do prédio, ainda não havia sido construída. A conclusão do projeto de edificação dela, somente foi
concluído no ano de 1957.
Cleudimar.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
CAJÁ - MILITÂNCIA, DOM HELDER, ETC.
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As recentes fotos ilustrativas de Edval Nunes Cajá no blog ac2Brasilia nos remetem a um período remoto, em que quase tudo era vigiado ou proibido. Um espaço no tempo onde o medo e terror dormiam e acordavam juntos com os pensamentos ideológicos de jovens militantes, artistas e intelectuais de esquerda que sonhavam e lutavam - mesmos as escondidas, por liberdade e mais democracia. Muitos desses jovens se entregaram de corpo e alma na defesa de uma sociedade mais justa (embora oprimida) e caíram sem preconceito na militância comunista. Chegaram a sentir o gosto amargo e a dura realidade da tortura e da falta expressão num Brasil dominado pelo ódio e por um governo opressor, ditatorial e antidemocrático. Um deles foi Edval Nunes Cajá.
Filho de camponeses de Bonito de Santa Fé, Cajá (como era chamado), hoje sociólogo pela UFPE, membro do Centro Cultural Manoel Lisboa e do Partido Comunista Revolucionário (PCR), ainda cultua os princípios ideológicos e políticos do marxismo. Foi ex-preso político, tendo sido seqüestrado, torturado e encarcerado do dia 12 de maio de 1978 a 01 de julhos de 1979 (no final do governo Geisel e início da era João Figueiredo), quando ainda era estudante universitário e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife.
Filho de camponeses de Bonito de Santa Fé, Cajá (como era chamado), hoje sociólogo pela UFPE, membro do Centro Cultural Manoel Lisboa e do Partido Comunista Revolucionário (PCR), ainda cultua os princípios ideológicos e políticos do marxismo. Foi ex-preso político, tendo sido seqüestrado, torturado e encarcerado do dia 12 de maio de 1978 a 01 de julhos de 1979 (no final do governo Geisel e início da era João Figueiredo), quando ainda era estudante universitário e membro da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Feira Livre de Cajazeiras
Um vídeo postado no YouTube, com imagens produzidas na década de 80 pela Gordo Vídeo e sonorizado
com músicas de Erivan Araújo, Jocélio Amaro, Naldinho e Mário Filho, mostra imagens da Feira Livre
de Cajazeiras. No vídeo consta a participação do repentista e poeta popular João Amaro, do cordelista
e também poeta popular Antônio Batista além do folclórico vendedor ambulante Zé Bigodim.
A feira livre de Cajazeiras foi criada em agosto de 1848, por Padre Rolim juntamente
com seu cunhado, o tenente Sabino Coelho. Vale apena ver.
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