sábado, 30 de outubro de 2010
Largo onde funcionou a Praça dos Carros
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Homenagem a Piedade
Segundo alguns historiadores, Mãe Aninha para erguer a capelinha, teria aglutinado um grupo de mulheres na fabricação de tijolos e ainda havia sacrificado alguns bens particulares para investir na obra. Anos depois, em 29 de agosto de 1859, uma lei provincial facultou a criação da paróquia e a capela construída por Mãe Aninha foi finalmente elevada à categoria de matriz, tendo assumido o posto de primeiro vigário o Padre José Tomaz de Albuquerque.
O lançamento da pedra fundamental para construção da nova sede da Catedral de Nossa Senhora da Piedade, só veio ocorrer no dia 31 de janeiro de 1937, pelo Bispo Dom João da Mata Amaral. Com assinatura do decreto de criação da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no dia 31 de janeiro de 1957, pelo o então Bispo Diocesano Dom Moisés Coelho; sete dias após a criação da Paróquia de Fátima, teria acontecido o translado solene da imagem da Piedade para a nova catedral, tendo como vigário, o Padre Francisco Licarião.
Hoje, a majestosa Catedral de Nossa Senhora da Piedade, com sua torre central imponente, é uma das principais atrações turísticas da cidade de Cajazeiras. O templo que é um símbolo da fé dos cajazeirenses, tem no seu interior elementos da arquitetura gótica e na parte externa, traços da arquitetura românica. De estilo eclético é uma das maiores catedrais da Paraíba.
Fotos: http://www.defatosefotos.hpg.com.br
sábado, 25 de setembro de 2010
Mulheres do pote, da lata, mulheres da água.
Os longos períodos de secas na Região Nordeste, são provocados por um problema climático. Uma afirmativa antiquada, atemporal, que ninguém há de contestar, e que no Nordeste inteiro todo mundo está careca de saber. Uma situação que cria momentos vexatórios e humilhantes, de dificuldades sociais para as populações mais distantes dos grandes centros urbanos.
Os inconvenientes para se viver numa terra assim, problemática, afetada pelo baixo índice pluviométrico, que transforma em flagelos sociais populações inteiras, causa problemas aparentes, difíceis de serem resolvidos, muitos por omissão dos poderes constituídos, que há séculos transforma a paisagem e afeta os seres que dela vivem e sobrevivem. Nesses períodos de escassez de chuvas, a falta de água nos municípios do interior sertanejo torna ainda mais difícil a sobrevida, piorando a situação de quem mora nos lugares mais afastados. Se tudo se torna difícil para o homem, a problemática afeta sensivelmente o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais, causando danos irreparáveis à economia nordestina, provocando o desaparecimento de recursos financeiros na região, gerando fome, miséria e desespero ao seu povo.
De cara com essas dificuldades e a espera de soluções, os habitantes de lugares mais remotos do Nordeste, se viram como pode para tentar sobreviver, como por exemplo, andar léguas e léguas, durante horas e horas sob o sol escaldante de 38 a 40c, a um calor forte, para adquirir um pouco d'água, seja em que lugar for. Às vezes quando encontra um poço com o precioso líquido, o mesmo ou é sujo demais ou está contaminado, com a água imprestável para o consumo humano.
As fotografias acima espelha essa realidade nua e crua, são um retrato desse problema crucial, onde geralmente as mulheres são as principais vítimas dessa conjuntura social. Como se ver, as fotografias mostram "elas" carregando água de um dos açudes - o "Lagoa do Arroz", da região de Cajazeiras. Uma água que certamente, como revela o cenário, é precária, sem nenhum tratamento, de péssima qualidade e imprópria para o uso doméstico. Uma água que pode trazer graves doenças que poderá afetar a saúde daqueles que vão consumir.
Os inconvenientes para se viver numa terra assim, problemática, afetada pelo baixo índice pluviométrico, que transforma em flagelos sociais populações inteiras, causa problemas aparentes, difíceis de serem resolvidos, muitos por omissão dos poderes constituídos, que há séculos transforma a paisagem e afeta os seres que dela vivem e sobrevivem. Nesses períodos de escassez de chuvas, a falta de água nos municípios do interior sertanejo torna ainda mais difícil a sobrevida, piorando a situação de quem mora nos lugares mais afastados. Se tudo se torna difícil para o homem, a problemática afeta sensivelmente o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais, causando danos irreparáveis à economia nordestina, provocando o desaparecimento de recursos financeiros na região, gerando fome, miséria e desespero ao seu povo.
De cara com essas dificuldades e a espera de soluções, os habitantes de lugares mais remotos do Nordeste, se viram como pode para tentar sobreviver, como por exemplo, andar léguas e léguas, durante horas e horas sob o sol escaldante de 38 a 40c, a um calor forte, para adquirir um pouco d'água, seja em que lugar for. Às vezes quando encontra um poço com o precioso líquido, o mesmo ou é sujo demais ou está contaminado, com a água imprestável para o consumo humano.
As fotografias acima espelha essa realidade nua e crua, são um retrato desse problema crucial, onde geralmente as mulheres são as principais vítimas dessa conjuntura social. Como se ver, as fotografias mostram "elas" carregando água de um dos açudes - o "Lagoa do Arroz", da região de Cajazeiras. Uma água que certamente, como revela o cenário, é precária, sem nenhum tratamento, de péssima qualidade e imprópria para o uso doméstico. Uma água que pode trazer graves doenças que poderá afetar a saúde daqueles que vão consumir.
domingo, 12 de setembro de 2010
Zé do Norte cantando "LUA BONITA"

Cena do Filme "O Cangaceiro" do cineasta Lima Barreto, onde aparece (uma única vez) o
cantor e compositor cajazeirense Zé do Norte, cantando e tocando a música Lua Bonita.
Letra da Música "LUA BONITA" - Composição: Zé Martins/Zé do Norte
Lua bonita, / Se tu não fosses casada / Eu preparava uma escada / Pra ir no céu te buscar / Se tu colasse teu frio com meu calor / Eu pedia ao nosso senhor / Pra contigo me casar.
Lua bonita / Me faz aborrecimento / Ver São Jorge no jumento / Pisando no teu clarão / Pra que cassaste com um homem tão sisudo / Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua bonita / Me faz aborrecimento / Ver São Jorge no jumento / Pisando no teu clarão / Pra que cassaste com um homem tão sisudo / Que come dorme faz tudo, dentro do seu coração?
Lua Bonita, / Meu São Jorge é teu senhor, / E é por isso que ele "véve" pisando teu esplendor / Lua Bonita se tu ouvisses meus conselhos / Vai ouvir pois sou alheio, / Quem te fala é meu amor / Deixa São Jorge no seu jubaio amuntado / E vem cá para o meu lado / Pra gente viver sem dor.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Cinema Alternativo em Cajazeiras: De Eutrópio a Zé Sozinho.
porClaudimar Ferreira
Exibidor Zé Sozinho, de mambembe as salas improvisadas na zona sul de Cajazeiras.
As primícias do
cinema em Cajazeiras revelaram uma época mágica onde o rudimento das exibições
era peculiar ao tempo, ao momento vivido e aos sentimentos e as paixões que os
seus figurantes envolvidos, tinham por essa arte de sonhos, ilusões e magia.
Por esse histórico túnel do tempo, desde que aportou na cidade o descendente de libanês João Bichara, responsável pela implantação, em 1926, do
cinema moderno em Cajazeiras, a trajetória dos exibidores em nossa cidade não
pareceu diferente de outros mais, em outros lugares. Teve também os sues personagens emblemáticos
que vislumbrados pela magia que os fotogramas revelavam, fizeram de tudo para
viver e oferecer ao público cajazeirense a oportunidade de ser parte desse
entretenimento que até hoje encanta os olhos de gerações por ai a fora.
Exibidor Eutrópio Cartaxo - Um dos primeiros na cidade e na região. No inicio, atuou
na Rua Dr. Coelho em Cajazeiras e na cidade de Ipaumirim, Ceará.
EUTRÓPIO
Afirmam os mais antigos frequentadores das diversas salas de exibições que
havia em Cajazeiras, que a primeira sessão de cinema na cidade se deu na
antiga Ação Católica - Hoje 9ª
Região de Ensino do Estado, onde já funcionou nos anos 70 a Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC).
Mas a história lembra, que também uma figura bem conhecida de todos, chamado
de Eutrópio Cartaxo, que segundo rumores costumava ficar de cueca durante
as projeções de suas películas, teria sido um dos primórdios exibidores a
improvisar salas de cinema pela cidade.
Eutrópio que era um pouco obeso, tinha uma fisionomia que o tornava bem
engraçado. Uma virtude que contribuía para atrair o público as suas exibições.
Ele se fixou por um bom tempo com seu projetor, em um dos diversos locais por
onde atuou que ficava nas proximidades de um chafariz municipal, em um dos
prédios que pertencia ao Senhor
Luiz Barbosa e que posteriormente foi também a sede da agência do Banco do Brasil em Cajazeiras. Tudo era improvisado. Eutrópio passava os filmes numa cabine de madeira
montada sobre uma plataforma de ferro onde ele subia com dificuldades com os
rolos de fitas.
Dizia às pessoas que costumeiramente assistir os seus filmes, que os mesmos
eram exibidos pelo próprio Eutropio e, que a sala era uma sauna, um calor
insuportável. As cadeiras eram de madeiras e as imagens projetadas em um tecido
de algodãozinho, eram trêmulas e não demonstravam sincronia entre a voz e
gestos que os personagens faziam. Além disso, garotos, muitas vezes,
atrapalhavam a projeção passando na frente do foco dos projetores, vendendo pipoca, picolé e
balas.
De vez em quanto, alguém aparecia na porta do cinema procurando e
perguntando se o seu filho estava na sala de exibição. Comentavam que Eutrópio chagava
a dormir enquanto os filmes passavam e que quando a fita quebrava era uma gritaria
tremenda dentro do cinema, apressado e acuado, o mesmo emendava a fita com
pedaços de outros filmes, quando voltava à exibição, o público delirava batendo
nas cadeiras deixando a sala uma "zorra" total. Era uma loucura
dentro do cinema.
ZÉ SOZINHO
Pernambucano de Pageú das flores, Zé Sozinho chagou à Cajazeiras
como sempre aterrissou em outros lugares por onde andava, carregando em uma
bicicleta, junto com o seu projetor de 16 mm, latas de fitas
que variavam dos temas religiosos aos velhos faroestes, bem como, os
esquecíveis filmes de Tarzan e os clássicos Sansão e Dalila, O Ébrio e as
produções musicais da Cinédia. Para ele, que começou a viver essa paixão pelo
cinema logo cedo, qualquer lugar era ideal para uma projeção de cinema. Podia
ser no meio da praça, debaixo da ponte, em uma rua deserta, no tabuleiro da
caatinga, num galpão abandonado, no adro de uma igreja, tudo era possível.
Na sua passagem por Cajazeiras, Zé Sozinho instalou sua
visionária maquinaria de sonhos nas proximidades da Camilo de Holanda - mais
precisamente em um galpão que ficava de frente para uma pracinha construída
pelo então prefeito Antônio Quirino de Moura, intermediada pelo vereador na
época João de Manoelzinho. No local, onde durante o dia era uma oficina
mecânica e para ele, à noite, uma sala de cinema, Sozinho exibia
seus filmas. O calor do teto de zinco e o cheiro do óleo e da graxa que existia
no lugar, não nos desanimavam. Lembro-me muito bem que neste espaço, Zé Sozinho exibia filmes variados,
cujas sessões podiam ser para menores de 14 anos, 16 e até 18 anos, embora nada
fosse proibido na sua sala improvisada, pois adolescente de 14 anos, via filmes
para maiores de 18 anos.
Pessoas que viveu próxima a Zé Sozinho, costumava dizer que ele
era uma cara ágil, disposto e inteligente. Nas suas andanças pelas cidadezinhas
do interior da Paraíba, Ceará e Pernambuco, chegou a subir em uma árvore pra
montar o seu alto-falante e logo abaixo instalar o seu velho projetor. E assim,
o mesmo completava a alegria. Suas películas eram uma miscigenação de gostos,
onde se podiam ver ao mesmo tempo filmes que começavam como as antigas
chanchadas da Atlântida e finalizava com os filmes de Teixeirinha. O Dólar
Furado com pedaços de humor dos comediantes Oscarito, Zé Trindade e Grande
Otelo. A Paixão de Cristo versos Roberto Carlos em Ritmo de Aventura e Besouro
Verde. E ai por diante, tudo se resumia na sua forma de entender e de como para
ele, devia ser o cinema.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010
Arte Retirante - Josélio Amaro
Josélio Amaro é Músico e Compositor, natural de Cajazeiras. Residindo hoje em São Paulo. Começou a fazer música nos anos 70, tendo a partir dessa década, participado de várias versões do "Festival da Canção no Sertão". Evento que foi realizado nos anos 70 e 80, na cidade de Cajazeiras, pela AUC - Associação Universitária de Cajazeiras e depois pelo (GIMC) Grupo de Integraçãodo Menor na Comunidade, e que aglutinava músicos, compositores, arranjadores do interior da Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Por este festival passaram grandes nomes da música paraibana hoje, como Elba Ramalho, Chico César e outros.
sábado, 17 de julho de 2010
Ulisses Guimarães e Bosco Barreto

Impulsionados pela abertura política e o projeto de redemocratização do país, destacadas figuras da política nacional, como Ulisses Guimarães e Teotônio Vilela, saíram de seus gabinetes em Brasília e começaram a peregrinação pelos Estados e interior do Brasil, divulgando e fazendo campanha pelas Diretas Já. Aqui, um registro desse momento histórico da política brasileira. O encontro do Velho Guerreiro Ulisses Guimarães, símbolo das lutas democraticas desse período marcante, com o nosso trupizupe da liberdade de expressão, João Bosco Braga Barreto, notório braço direito do antigo MDB no sertão paraibano. Como se vê, o encontro entre os dois ocorreu na entrada da cidade. De lá, Ulisses, Bosco e populares, seguiram em carreata pelas ruas de Cajazeiras até a Praça Camilo de Holanda, onde foi realizado um ato público em apoio ao projeto de raedemocratização, que pedia o fim da ditadura e a realização de eleições diretas para presidente. Na foto, por trás de Ulisses, vê-se o Vereador Osmildo Gomes.
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