segunda-feira, 4 de julho de 2022
CAJAZEIRAS TERÁ QUATRO ATORES EM NOVELAS DA GLOBO NESSE SEGUNDO SEMESTRE.
CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
por: Tania Benisrael Greif
5 anos nos restam entre o retorno de Ba Freyre a Israel até o dia da sua partida definitiva.
Nesse período, além de ter produzido mais dois novos álbuns no Brasil que eu considero os mais lindos de sua carreira, aqui em Israel fizemos dezenas de “Pocket Shows”, originais, divertidos e diversificados.
Ba Freyre com sua música, sobressaiu em Israel nos anos 90 e na primeira década do novo milênio, trazendo muita alegria para os brasileiros e “sabras” num tempo em que as facilidades eram outra e as dificuldades eram muitas.
No entanto, o seu destino ia em contra "partidas e voltas".
Em Israel Ba Freyre se via fora da panela e isso o deprimia.
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domingo, 3 de julho de 2022
O CONDE DA BOA VISTA E O MASSACRE NA PEDRA DO REINO
Senhores membros da Assembleia Provincial.
Cheio de satisfação por ver-me pela segunda vez no seio da Representação Provincial, e por ter de abrir os seus interessantes trabalhos, venho, em observância a lei, expor-vos o estado da Província, e as suas clamorosas e urgentes necessidades.
Tranquilidade e segurança pública.
Tendo se dissipado a cizânia, perfidamente espalhada por entre cidadãos ignorantes da extinta Comarca do Bonito de que os recrutas tinham de ser reduzidos a escravidão, poderia anunciar-vos hoje, Senhores, que a ordem e segurança pública não foram alteradas em nossa Província, depois do último relatório, que vos foi presente, se um fato digno de figurar em outros séculos, filho da ignorância e do fanatismo não viesse perturbar o plácido correr do ano de 1838. Um indivíduo morador no sítio - Pedra Bonita - distante vinte léguas da Vila de Flores, por efeito de sua maldade, lembrou-se de dissuadir ao povo ignorante daquele lugar, que ali existia um reino encantado próximo a desencantar-se, e tendo os seus embustes adquirido força e prosélitos, um destes começou a inculcar, que para a restauração do Encantado Reino era mister, que fossem imoladas vítimas humanas, a fim de regarem com seu sangue o campo, prometendo ao mesmo tempo, que todas ressuscitariam, e seriam por fim, ricas, poderosas, e felizes. Em consequência desta e de outras ideias, que a boa fé de homens ignorantes, supersticiosos, e sem sentimentos de religião, não duvidou abraçar, pais de famílias lhe entregaram seus filhos para o degoladouro, que, com efeito, teve lugar em maio do ano passado, assassinando-se cruelmente quarenta e duas pessoas de ambos os sexos, entre párvulos, e adultos. Um fato tão horroroso não podia de deixar de chegar aos ouvidos das autoridades do lugar, e por isso o Comissário de Polícia, antes mesmo de receber ordens do Prefeito de Flores, querendo evitar a sua repetição, e reunindo para esse fim uma força de Guardas Nacionais, atacou-os fortemente, e depois de alguma resistência, em que morreram vinte e nove pessoas da parte dos perversos, e cinco da força legal, pode inteiramente dispersá-los, e prender alguns homens, mulheres e meninos, que se achavam no ajuntamento. Consta-me, por participações oficiais, que os presos foram entregues ao Juiz Criminal para proceder contra eles na forma da lei, e que o Tribunal do Júri os condenará às diversas penas para punição dos seus horrendos crimes.
Não tendo, porém, estes acontecimentos cor política, devo assegurar-vos confiadamente, que os nossos concidadãos, se mostraram cada vez mais adesos à lei fundamental do Império, ao Trono do jovem Monarca Brasileiro, e a causa da integridade do Império, convencidos com a razão de que só assim poderão desfrutar a paz, e o sossego, por que tanto almejam, e chegar esta nossa terra a prosperidade, para que é destinada.
FOTOS DE UMA VISITA QUE FIZ AO LOCAL, EM JUNHO/2015.
fotos: Cleudimar Ferreira (com exceção a de Francisco do Rego Barros)
sexta-feira, 1 de julho de 2022
FUMINC 2022: Prefeitura de Cajazeiras incentiva eventos musicais no período junino
A
prata de casa no setor musical nunca foi tão valorizada quanto na gestão atual
da Prefeitura de Cajazeiras. Este ano, por exemplo, só em apoio a projetos para
esse segmento, estão sendo liberados cerca de 40 mil reais. O apoio acontece
via Secretaria de Cultura e Turismo, por meio do Fundo Municipal de Incentivo à
Cultura, que financiou, também, muitos projetos que contribuem para manter viva
a tradição dos festejos juninos na região, com apresentações de músicas típicas
da época e de quadrilhas juninas.
Entre
os projetos aprovados destinados ao segmento estão: Biguinho Canta Cajazeiras
(Everton Pereira); A Música da Esperança para os novos Dias (Francineide
Amaro); São João nas Praças (Francisco de Assis França da Silva); Som na Praça
(Francisco Queiroz); Quadrilha Junina Tradição Império (Guilherme Silva
Andriola); Projetos Clássicos Nordestinos ao Pôr do Sol (Jonas Leandro); Mei de
Feira (Jorge Emanuel Gomes Pereira); Projetos Sucessos na voz de Carlos Marques
(José Carlos Marques Maciel); Músicas com Nenen Cantor (José Odair Moreira da
Silva); Canto Sertão (José Rigonaldo Pereira); Som Rural (José Wilton Dantas);
Arraiá do Leblon (Luiz Carlos Oliveira Villar); Forró Tradicional (Ricardo
Gomes Freitas), e Projeto Forró na Praça (Rômulo Viana Gomes).
Este
ano, o Fuminc selecionou 71 projetos nos mais diversos segmentos artísticos e
culturais de Cajazeiras. Segundo o secretário Ubiratan di Assis, de acordo com
a Lei 1.891, de abril de 2010, 2% dos tributos municipais do ano anterior são
aplicados nos projetos, que são inscritos e analisados por uma comissão. Este
ano, o montante aplicado é de R$ 246.621,02.
segunda-feira, 20 de junho de 2022
MEU RECORTE VII
O futebol sempre foi uma prática fascinadora para muita gente. Dizem até que para nós brasileiros, o futebol tem sido a nossa verdadeira paixão de todas as paixões. Sobre essa última oração, eu, particularmente, não tenho dúvida. Tanto é que historicamente, com a evolução dessa prática em nosso país, ela passou a produzir ao longo do tempo momentos de euforia, e outras ocasiões um tanto mais curiosa, como é caso da que está exposta nesse recorte.
O mesmo mostra um exemplo de como era as
contendas futebolísticas envolvendo as equipes do interior do país. No caso a que está em mostra no recorte, ela provavelmente aconteceu entre as décadas de 50 ou 60. Um instante
que para os amantes do futebol em Cajazeiras, envolveu uma das nossas
principais agremiações formadas até aqui em nossa cidade, nesse caso, o Atlético Cajazeirense de Desportos, atualmente em atividade e, o Usina Ceará, de Fortaleza, na época, forte equipe das terras alencarinas e uma das principais do futebol da capital cearense.
A pequena matéria que mais
parece uma nota publicitária, impressa em tipografia que não especifica a fonte
e nem expõe em que jornal ou revista foi divulgado, não revela o ano que o fato esportivo aconteceu mas conta uma história. A
história de um jogo amistoso, batizado de: "a maior festa esportiva do ano", patrocinado pelo o Atlético Cajazeirense, entre o próprio
Atlético e a equipe do “Usina Ceará”, que diferente do Atlético, parecia ter no seu elenco, grandes jogadores, treinados e preparados para disputa futebolística.
O recorte acima é claro.
Relata que havia acontecido em Cajazeiras, a primeira disputa entre as
duas equipes, onde o Atlético saiu vencedor, derrotando a equipe do vizinho Estado por
4 a 1. Pelo que está escrito no recorte, a expectativa da população das duas
cidades, estava voltada para revanche tão esperada na capital Fortaleza. O Atlético iria impor sua
hegemonia de grande força do futebol sertanejo paraibano, não permitindo uma
vitória esmagadora da equipe cearense dentre de seus próprios domínios, ou essa
mesma (o Usina) devolveria voluntariamente os 4 x 1 sofrido em Cajazeiras para o Atlético?
O destaque inusitado que
temos conhecimento desse confronte em Cajazeiras, que também está
explícito no recorte, é que a cidade cajazeirense, parou. O comércio fechou um expediente - o da tarde. E nesse horário a cidade ficou praticamente desértica, mais parecendo um feriado ou um dia santo, pois a sua população na sexta-feira (19),
dia do jogo, entrou em um estágio de meditação, seguida por uma ansiedade, se preparando para
ouvir pelo rádio o desenrolar da partida.
Outro destaque que não foi divulgado, mas que merecia ser dito pelos antigos torcedores do Atlético ou por pesquisadores do futebol em Cajazeiras; que também não está especificado no recorte, mas que talvez esteja escrito ou anotado nos anais da história do futebol nas duas cidades - Cajazeiras e Fortaleza, seria a confirmação do óbvio de toda partida de futebol: O resultado do jogo. A divulgação ou relatório de como foi à disputa entre os dois clubes lá em Fortaleza.
Afinal, qual foi placar da revanche em Fortaleza? O “Usina Ceará” conseguiu devolver o placar 4 x 1, sofrido em Cajazeiras para o Atlético? Goleou o Atlético com um placar maior dos 4 x 1 sofrido em Cajazeiras? Ou Atlético saiu vencedor na capital cearense? São eventuais perguntas que o recorte acima não responde, mas houve uma resposta, já que de fato as duas equipes realizaram mesmo essa revanche.
Cleudimar Ferreira
sábado, 11 de junho de 2022
2022 - CEM ANOS DA CHEGADA DO TREM AO SERTÃO PARAIBANO
Trabalhou nos Açudes São Gonçalo, Pilões e Boqueirão de Piranhas.
Especificamente a cidade de Cajazeiras, as datas podem revelar controvérsias. Conforme relatoria do Ministério da Aviação e Obras do governo federal, o trem operou entre os anos de 1926 e 1971. Porém houve tráfego a partir de 1923. Um espaço do tempo equivalente a quarenta e oito anos. Quanto à construção da estação de passageiros, fontes afirmam que a mesma foi construída em 1926. A circulação da máquina a vapor em solo cajazeirense, possibilitou e facilitou o transporte de passageiros. Ou seja, trazia ou levava pessoas para as cidades circunvizinhas a Cajazeiras, principalmente as cidades do Estado do Ceará.
O trem foi um fator importante para o desenvolvimento econômico da cidade, pois além de facilitar a ida e vinda de pessoas, o trem também trazia produtos comerciais para o abastecimento do comercio local e, em contra partida, embarcava produtos manufaturados e industrializados no nosso município, visto que no tempo em que circulou entre nós, o algodão ainda era a principal economia cajazeirense, e no município havia várias indústrias de beneficiamento desse produto na sua área urbana.
O principal símbolo do trem que ficou em Cajazeiras, a velha Estação, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (IPHAEP), em 2001, através do decreto de número 22.082/2001. Hoje isolada no espaço urbano, esquecida entre prédios e edificações modernas, serve apenas como sede do Núcleo de Extensão Cultural NEC/UFCG.