segunda-feira, 4 de julho de 2022

CAJAZEIRAS TERÁ QUATRO ATORES EM NOVELAS DA GLOBO NESSE SEGUNDO SEMESTRE.

Cleudimar Ferreira

Suzy Lopes, Nanego Lira e Tardelly Lima, farão parte da novela das seis, da Globo.


Depois de anunciados pela imprensa os nomes dos atores de Cajazeiras Nanego Lira, Suzy Lopes e Tardelly Lima, atores que farão parte do elenco da próxima novela das seis, "Mar do Sertão", da TV Globo; agora foi à vez da atriz Dudha Moreira, outro nome cajazeirense que está sendo anunciado nas redes sociais e sites. Segundo a agência "Trama", Dudha está confirmada e fará parte do elenco da novela “Travessia”, que substituirá a novela das nove “Pantanal” também na TV Globo

Incluindo nesse contexto os nomes dos atores: Ubiratan di Assis, Buda Lira, Soia Lira, Marcélia Cartaxo e até mesmo da atriz Raquel Rolim, que em outros momentos estiveram envolvidos com trabalhos na Globo. Desses uns com menos e outros mais participação, agora com a inclusão desses novos nomes nas próximas novelas da emissora, já podemos anunciar a existência de fato na cidade do Núcleo Globo Cajazeiras. Uma confirmação de que a frase "Cajazeiras, terra da cultura", não é uma frase injustificável, pois a realidade hoje está mostrando o contrário.   

Dudha Moreira no elenco de "Travessia"

A atriz cajazeirense Dudha Moreira nasceu mesmo predestinada a seguir uma carreira artística. Disso ninguém tem mais dúvida. Pela que tem feito até aqui, acho que a arte de representar talvez, não sei, seja sua maior paixão. Filha de pais com certa sensibilidade para arte - seu pai Francisco de Assis Furtado tocava violão e contava e, sua mãe Maria de Lourdes Gonçalves, apesar de não ter seguido uma carreira de atriz, atuou em vários comerciais para TV aqui em João Pessoa.

Formada em Educação Física em 1985, Dudha Moreira foi convidada em 1989, pala professora Dalvanira Gadelha para fazer parte do Grupo de Danças Folclóricas da UFPB. Segundo Dudha, ela foi impulsionada por Dalvanira, que dizia ser ela uma grande atriz. Em 2009, concluiu uma Pós-Graduação em Representação Teatral pela UFPB.

Em 2006, a convite de Fernando Teixeira, Dudha passou a integrou o grupo Bigorna, tendo participado em 2010 na remontagem da peça Morte Famme. Em 2009 Especializou-se em representação teatral pela UFPB. Nesse mesmo ano, formou juntamente com os atores Daniel Porpino, Thardely Lima e Fabíola o Grupo de Teatro Osfosidario. Onde participou dos espetáculos: A Farsa do Poder, de Racine Santos; “Quincas” com Direção de Daniel Porpino; “Outubros” (2017), texto baseado no diário de sua própria mãe, que narra a história de amor de seus pais. Em 2016, participou da novela “Velho Chico” da Rede Globo de Televisão. 

Ao longo de sua atuação como atriz, com volume maior de trabalhos no teatro, Dudha Moreira, participou ainda de Festivais de Teatro, Novela de Televisão e fez alguns longas-metragens. Em festivais, marcou presença no Festival de Inverno de Guaramiranga (2015); no Festival de Teatro de Cajazeiras (2009), onde foi vencedora do prêmio de melhor atriz; Festiva Mundial de Recife (2010) e o Festival de Inverno de Garanhuns (2016).

Na tv, trabalhou ao lado de atores consagrados como António Fagundes, Cristiane Torlone, Camila Pitanga e Marcelo Serrado no na novela Velho Chico. No cinema, teve atuação marcante nos filmes: Sol Alegria (2017) Direção de Tavinho Teixeira; Onde contracenou com Ney Matogrosso. Participou ainda de outras produções como: Desvio (2018), Direção de Artur Lins; Por Trinta Dinheiros, de Vania Perazo e Invólucro (2015) com direção de Caroline Oliveira, dentre outros.





fontehttps://www.paraibacriativa.com.br/artista/dudha-moreira/

CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

por: Tania Benisrael Greif

Ba Freyre (in memoriam) foto/autoria: Tamar Matsafi 


Tem sido muito difícil escrever essa parte da história que ainda me é tão recente.
5 anos nos restam entre o retorno de Ba Freyre a Israel até o dia da sua partida definitiva.
Momentos tão atuais que meu cérebro se recusa a aceitar como parte de um passado.
Nesse período, além de ter produzido mais dois novos álbuns no Brasil que eu considero os mais lindos de sua carreira, aqui em Israel fizemos dezenas de “Pocket Shows”, originais, divertidos e diversificados.
Ba Freyre com sua música, sobressaiu em Israel nos anos 90 e na primeira década do novo milênio, trazendo muita alegria para os brasileiros e “sabras” num tempo em que as facilidades eram outra e as dificuldades eram muitas.
No entanto, o seu destino ia em contra "partidas e voltas". 
Seu coração se dividia entre dois mundos dos quais ele não conseguia conciliar. 
Enquanto tapetes vermelhos eram estendidos do lado de lá, por aqui as portas pareciam se fechar.
Em Israel Ba Freyre se via fora da panela e isso o deprimia. 
Sou da opinião que seu talento incomodava. 
Amadurecido pela vida, aquele rapaz cabeludo dos anos 90 tinha ficado pra trás. 
Com metas bem definidas e dezenas de obras imortalizadas nas suas idas para o Brasil, aqui ele se sentia um estranho fora do ninho. 
Vendo ele se afogar nas suas mágoas, tomei o leme do barco. 
Ba não precisava de grandes orquestras, ele sozinho se bastava, e nós dois juntos éramos uma pequena potência.

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domingo, 3 de julho de 2022

O CONDE DA BOA VISTA E O MASSACRE NA PEDRA DO REINO

Cleudimar Ferreira



Muita gente pensa que um episódio trágico que aconteceu no passado, no sertão pernambucano, em uma localidade onde hoje pertence ao município São José do Belmonte/PE, não passou de história de trancoso ou foi mais uma ficção das inventadas por escritores da literatura em cordel nordestina. Mas não é bem assim e o fato existiu de verdade! No ano que aconteceu essa tragédia messiânica do tal Reino Encantado da Pedra Bonita (a conhecida Pedra do Reino), era Presidente da Província de Pernambuco, o senhor Francisco do Rego Barros - primeiro e único barão com grandeza; visconde com grandeza e conde da Boa Vista. A atual Avenida Conde da Boa Vista - no Recife, leva o seu nome e é uma homenagem do povo pernambucano a sua memoria.

Pois bem. No dia 05 de março do ano de 1839, o Jornal Diário de Pernambuco, edição de nº 53, página 01, publicou um texto escrito pelo senhor Francisco do Rego Barros, que foi usado como discurso de abertura da Assembleia Legislativa Provincial, no dia 01 de março de 1839, relatando como foi o fim em tragédia que terminou o movimento messianista da Pedra do Reino. A publicação do jornal abriu a matéria de Rego Barros com a seguinte informação:


Com que o excelentíssimo senhor Francisco do Rego Barros, Presidente desta Província, abriu a Assembleia Legislativa Provincial no dia primeiro de março do corrente ano:
Senhores membros da Assembleia Provincial.
Cheio de satisfação por ver-me pela segunda vez no seio da Representação Provincial, e por ter de abrir os seus interessantes trabalhos, venho, em observância a lei, expor-vos o estado da Província, e as suas clamorosas e urgentes necessidades.
Tranquilidade e segurança pública.
Tendo se dissipado a cizânia, perfidamente espalhada por entre cidadãos ignorantes da extinta Comarca do Bonito de que os recrutas tinham de ser reduzidos a escravidão, poderia anunciar-vos hoje, Senhores, que a ordem e segurança pública não foram alteradas em nossa Província, depois do último relatório, que vos foi presente, se um fato digno de figurar em outros séculos, filho da ignorância e do fanatismo não viesse perturbar o plácido correr do ano de 1838. Um indivíduo morador no sítio - Pedra Bonita - distante vinte léguas da Vila de Flores, por efeito de sua maldade, lembrou-se de dissuadir ao povo ignorante daquele lugar, que ali existia um reino encantado próximo a desencantar-se, e tendo os seus embustes adquirido força e prosélitos, um destes começou a inculcar, que para a restauração do Encantado Reino era mister, que fossem imoladas vítimas humanas, a fim de regarem com seu sangue o campo, prometendo ao mesmo tempo, que todas ressuscitariam, e seriam por fim, ricas, poderosas, e felizes. Em consequência desta e de outras ideias, que a boa fé de homens ignorantes, supersticiosos, e sem sentimentos de religião, não duvidou abraçar, pais de famílias lhe entregaram seus filhos para o degoladouro, que, com efeito, teve lugar em maio do ano passado, assassinando-se cruelmente quarenta e duas pessoas de ambos os sexos, entre párvulos, e adultos. Um fato tão horroroso não podia de deixar de chegar aos ouvidos das autoridades do lugar, e por isso o Comissário de Polícia, antes mesmo de receber ordens do Prefeito de Flores, querendo evitar a sua repetição, e reunindo para esse fim uma força de Guardas Nacionais, atacou-os fortemente, e depois de alguma resistência, em que morreram vinte e nove pessoas da parte dos perversos, e cinco da força legal, pode inteiramente dispersá-los, e prender alguns homens, mulheres e meninos, que se achavam no ajuntamento. Consta-me, por participações oficiais, que os presos foram entregues ao Juiz Criminal para proceder contra eles na forma da lei, e que o Tribunal do Júri os condenará às diversas penas para punição dos seus horrendos crimes.
Não tendo, porém, estes acontecimentos cor política, devo assegurar-vos confiadamente, que os nossos concidadãos, se mostraram cada vez mais adesos à lei fundamental do Império, ao Trono do jovem Monarca Brasileiro, e a causa da integridade do Império, convencidos com a razão de que só assim poderão desfrutar a paz, e o sossego, por que tanto almejam, e chegar esta nossa terra a prosperidade, para que é destinada.


FOTOS DE UMA VISITA QUE FIZ AO LOCAL, EM JUNHO/2015.





fonte: Jornal Diário de Pernambuco
fotos: Cleudimar Ferreira (com exceção a de Francisco do Rego Barros)

sexta-feira, 1 de julho de 2022

FUMINC 2022: Prefeitura de Cajazeiras incentiva eventos musicais no período junino



A prata de casa no setor musical nunca foi tão valorizada quanto na gestão atual da Prefeitura de Cajazeiras. Este ano, por exemplo, só em apoio a projetos para esse segmento, estão sendo liberados cerca de 40 mil reais. O apoio acontece via Secretaria de Cultura e Turismo, por meio do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura, que financiou, também, muitos projetos que contribuem para manter viva a tradição dos festejos juninos na região, com apresentações de músicas típicas da época e de quadrilhas juninas.

Entre os projetos aprovados destinados ao segmento estão: Biguinho Canta Cajazeiras (Everton Pereira); A Música da Esperança para os novos Dias (Francineide Amaro); São João nas Praças (Francisco de Assis França da Silva); Som na Praça (Francisco Queiroz); Quadrilha Junina Tradição Império (Guilherme Silva Andriola); Projetos Clássicos Nordestinos ao Pôr do Sol (Jonas Leandro); Mei de Feira (Jorge Emanuel Gomes Pereira); Projetos Sucessos na voz de Carlos Marques (José Carlos Marques Maciel); Músicas com Nenen Cantor (José Odair Moreira da Silva); Canto Sertão (José Rigonaldo Pereira); Som Rural (José Wilton Dantas); Arraiá do Leblon (Luiz Carlos Oliveira Villar); Forró Tradicional (Ricardo Gomes Freitas), e Projeto Forró na Praça (Rômulo Viana Gomes).

Este ano, o Fuminc selecionou 71 projetos nos mais diversos segmentos artísticos e culturais de Cajazeiras. Segundo o secretário Ubiratan di Assis, de acordo com a Lei 1.891, de abril de 2010, 2% dos tributos municipais do ano anterior são aplicados nos projetos, que são inscritos e analisados por uma comissão. Este ano, o montante aplicado é de R$ 246.621,02.


O prefeito José Aldemir considera que o Fuminc veio sem dúvida alavancar a cultura cajazeirense nos diversos segmentos, sendo cumprido o percentual estabelecido em lei. "É um projeto vitorioso que consolida Cajazeiras como terra da cultura", acrescentou.

Por: FABIOLIV



postagem divulgada no site da prefeitura: 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

MEU RECORTE VII

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Click na imagem. Resolução 100% para Smartphone

EM DESTAQUE
Atlético Cajazeirense de Desportos X Usina Ceará

O futebol sempre foi uma prática fascinadora para muita gente. Dizem até que para nós brasileiros, o futebol tem sido a nossa verdadeira paixão de todas as paixões. Sobre essa última oração, eu, particularmente, não tenho dúvida. Tanto é que historicamente, com a evolução dessa prática em nosso país, ela passou a produzir ao longo do tempo momentos de euforia, e outras ocasiões um tanto mais curiosa, como é caso da que está exposta nesse recorte.

O mesmo mostra um exemplo de como era as contendas futebolísticas envolvendo as equipes do interior do país. No caso a que está em mostra no recorte, ela provavelmente aconteceu entre as décadas de 50 ou 60. Um instante que para os amantes do futebol em Cajazeiras, envolveu uma das nossas principais agremiações formadas até aqui em nossa cidade, nesse caso, o Atlético Cajazeirense de Desportos, atualmente em atividade e, o Usina Ceará, de Fortaleza, na época, forte equipe das terras alencarinas e uma das principais do futebol da capital cearense.

A pequena matéria que mais parece uma nota publicitária, impressa em tipografia que não especifica a fonte e nem expõe em que jornal ou revista foi divulgado, não revela o ano que o fato esportivo aconteceu mas conta uma história. A história de um jogo amistoso, batizado de: "a maior festa esportiva do ano", patrocinado pelo o Atlético Cajazeirense, entre o próprio Atlético e a equipe do “Usina Ceará”, que diferente do Atlético, parecia ter no seu elenco, grandes jogadores, treinados e preparados para disputa futebolística.

O recorte acima é claro. Relata que havia acontecido em Cajazeiras, a primeira disputa entre as duas equipes, onde o Atlético saiu vencedor, derrotando a equipe do vizinho Estado por 4 a 1. Pelo que está escrito no recorte, a expectativa da população das duas cidades, estava voltada para revanche tão esperada na capital Fortaleza. O Atlético iria impor sua hegemonia de grande força do futebol sertanejo paraibano, não permitindo uma vitória esmagadora da equipe cearense dentre de seus próprios domínios, ou essa mesma (o Usina) devolveria voluntariamente os 4 x 1 sofrido em Cajazeiras para o Atlético?

O destaque inusitado que temos conhecimento desse confronte em Cajazeiras, que também está explícito no recorte, é que a cidade cajazeirense, parou. O comércio fechou um expediente - o da tarde. E nesse horário a cidade ficou praticamente desértica, mais parecendo um feriado ou um dia santo, pois a sua população na sexta-feira (19), dia do jogo, entrou em um estágio de meditação, seguida por uma ansiedade, se preparando para ouvir pelo rádio o desenrolar da partida.

Outro destaque que não foi divulgado, mas que merecia ser dito pelos antigos torcedores do Atlético ou por pesquisadores do futebol em Cajazeiras; que também não está especificado no recorte, mas que talvez esteja escrito ou anotado nos anais da história do futebol nas duas cidades - Cajazeiras e Fortaleza, seria a confirmação do óbvio de toda partida de futebol: O resultado do jogo. A divulgação ou relatório de como foi à disputa entre os dois clubes lá em Fortaleza. 

Afinal, qual foi placar da revanche em Fortaleza? O “Usina Ceará” conseguiu devolver o placar 4 x 1, sofrido em Cajazeiras para o Atlético? Goleou o Atlético com um placar maior dos 4 x 1 sofrido em Cajazeiras? Ou Atlético saiu vencedor na capital cearense? São eventuais perguntas que o recorte acima não responde, mas houve uma resposta, já que de fato as duas equipes realizaram mesmo essa revanche.  

Cleudimar Ferreira  


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crédito da imagem: Reudesman Lopes Ferreira (Museu do Futebol de Cajazeiras)

sábado, 11 de junho de 2022

2022 - CEM ANOS DA CHEGADA DO TREM AO SERTÃO PARAIBANO

por Cleudimar Ferreira

Locomotiva 0-4-0ST da IFOCS. Construída pela Baldwin/abril de 1922. 
Trabalhou nos Açudes São Gonçalo, Pilões e Boqueirão de Piranhas. 
Exemplar de nº 501. Museu do Algodão de Campina Grande/PB.

 


Se o ramal ferroviário, que ligava a cidade de Cajazeiras a São João do Rio do Peixe ainda estivesse em atividade, com o trem em movimento, deslisando e circulando entre essas duas cidades, nesse mês de junho, talvez, fosse o momento de uma dessas duas cidades comemorar uma data especial - os cem anos da chegada do primeiro trem ao Sertão da Paraíba, cuja cidade de São João do Rio do Peixe, foi o marco e a porta de entrada, vindo do vizinho Estado do Ceará.

Para contar como foi no passado esse marco, um relatório de 1921, preparado pelo então Ministério da Aviação e Obras Públicas do Governo Federal, mostra um pouco desse instante e revela como aconteceu a história da construção do ramal principal que ligava os estados do Ceará e Paraíba. Diz assim o documento desse órgão federal: "A fim de facilitar a construção das grandes barragens localizadas nos Estados do Ceará e Parahyba do Norte, providenciou-se em junho de 1920, pela Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS), sobre a ligação ferroviária destes Estados”.

E continua o relatório: “Fez-se então o reconhecimento para o traçado de uma linha entre Timbaúba, hoje Palhano (km. 474 da Estrada de Ferro de Baturité), e Pilões, e de um sub-ramal destinado ao transporte de materiais para a construção da grande barragem no boqueirão de Piranhas”.

Conforme especifica o relatório, fica claro que a linha não tinha como objetivo principal somente o transportes de passageiro (essa demanda foi uma consequência que veio depois), mas o carregamento de mantimentos e materiais para as construções de barragens no Sertão Paraibano, sob a responsabilidade da antiga Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS). Ou seja, a serviço da logística que possibilitou nessa época, a construção da barragem de Pilões e viabilizou a construção dos açudes de Boqueirão de Piranhas e São Gonçalo, na região de Sousa. 

E segue o relatório: "Em janeiro de 1921 já estava sendo executada a linha de Pilões em direção a Alagoinha, bem como o ramal de Cajazeiras a Pilões, conjuntamente com o trecho de Palhano a Alagoinha. O serviço de terraplanagem já está pronto até Souza e atacada a construção da linha em toda a extensão de Souza a Patos”.

Como se ver, a intenção da instalação dessas linhas férreas ia além de um objetivo, mas passava por outros interesses, tinha pretensões mais extensivas com intuito de trazer desenvolvimento para região sertaneja, especificamente nesse caso, o interior da Paraíba.

Em 1922, o ano começou com fortes chuvas no sertão, trazendo problemas, atrasando o cronograma de execução das obras de instalações dos trilhos. Porém mesmo com todas as dificuldades do tempo, que a quadra invernosa que apresentou os primeiro meses do ano, no dia 01 de junho desse mesmo ano, os trilhos adentraram a zona urbana de São João do Rio do Peixe, chagando definitivamente a essa cidade, partindo em seguida em direção até Cajazeiras e em outro trecho, rumando à cidade de Sousa.

Com os cortes das verbas destinadas ao IFOCS no final desse mesmo ano, no dia 26 de dezembro de 1922, as obras do trecho que já estava bastante adiantado - que partia de Souza para Patos, foram entregues a Rede de Viação Cearense (RVC). Esse órgão assumiu a construção, só que a volumetria dos serviços foi mais lenta, motivado por questões financeiras. O ramal só chegou a Pombal em 1932. E a Patos, em 1944. Ou seja, vinte e dois anos após o ramal de ter chegado à cidade de São João do Rio do Peixe.

Especificamente a cidade de Cajazeiras, as datas podem revelar controvérsias. Conforme relatoria do Ministério da Aviação e Obras do governo federal, o trem operou entre os anos de 1926 e 1971. Porém houve tráfego a partir de 1923. Um espaço do tempo equivalente a quarenta e oito anos. Quanto à construção da estação de passageiros, fontes afirmam que a mesma foi construída em 1926. A circulação da máquina a vapor em solo cajazeirense,  possibilitou e facilitou o transporte de passageiros. Ou seja, trazia ou levava pessoas para as cidades circunvizinhas a Cajazeiras, principalmente as cidades do Estado do Ceará.

O trem foi um fator importante para o desenvolvimento econômico da cidade, pois além de facilitar a ida e vinda de pessoas, o trem também trazia produtos comerciais para o abastecimento do comercio local e, em contra partida, embarcava produtos manufaturados e industrializados no nosso município, visto que no tempo em que circulou entre nós, o algodão ainda era a principal economia cajazeirense, e no município havia várias indústrias de beneficiamento desse produto na sua área urbana.

O principal símbolo do trem que ficou em Cajazeiras, a velha Estação, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (IPHAEP), em 2001, através do decreto de número 22.082/2001. Hoje isolada no espaço urbano, esquecida entre prédios e edificações modernas, serve apenas como sede do Núcleo de Extensão Cultural NEC/UFCG.


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Álbum Fotográfico:


Referência das Fotos:
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1. Estação da cidade de São João do Rio do Peixe. Construída em 1925.
2. Estação de Cajazeiras. Local de embarque e desembarque de passageiros e produtos para comércio.
3. Seu Perez (a direita) Chefe da Estação. Seu Uchôa (a esquerda) Chefe do Trem. Ambos funcionários da estação de Cajazeiras.
4. Trem levando materiais para os açudes de Pilões, São Gonçalo, BoqueirãoFonte: O Malho,11 de novembro de 1922.
5. Ponte provisória sobre o Rio do Peixe, onde passa a linha para o Açude de Pilões  Fonte: O Malho,11 de novembro de 1922.
6. Ponte provisória sobre o Rio do Peixe. Entrada de São João do Rio do Peixe. Dormentes de madeiras servindo de pilares. Fonte: O Malho, 11 de novembro de 1922. 
7. Bilhete de embarque numerado para passageiro de segunda classe. Percurso entre as cidades de Santa Helena e Cajazeiras. 
8. Movimentação do trem na Estação de Cajazeiras. Funcionários da RVC (plano aberto).
9. Movimentação do trem na Estação de Cajazeiras. Funcionários da RVC (plano fechado)





quarta-feira, 1 de junho de 2022

FUNESC lança edital da segunda mostra sertão em cena, que vai selecionar espetáculos de teatro.




A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (FUNESC) disponibiliza, a partir desta quarta-feira (1º), o edital da 2ª Mostra Sertão em Cena - Teatro. Serão selecionados seis espetáculos teatrais para compor a programação, que se realizará de julho a dezembro. As inscrições podem ser feitas de 1º de junho a 3 de julho, no site www.funesc.pb.gov.br.

A segunda edição da Mostra Sertão em Cena - Teatro tem como foco o fomento à circulação e intercâmbio de espetáculos teatrais produzidos em cidades do Sertão da Paraíba, que se apresentarão ao longo de seis meses nos palcos do Teatro Paulo Pontes e Sala de Concertos Maestro José Siqueira.

“Transformamos o conceito da Mostra, que antes acontecia na cidade de Cajazeiras durante uma semana. Esse ano, a mostra se estende ao longo de todo o segundo semestre e acontece na capital. Nesse primeiro momento, vamos selecionar seis grupos do sertão da Paraíba para se apresentarem nos palcos de João Pessoa, fomentando a troca e o intercâmbio de experiências com o público da capital”, reforça o presidente da Funesc, Pedro Santos.

A Mostra Sertão não tem caráter competitivo e os espetáculos selecionados receberão cachê no valor de R$ 3.500. Os grupos receberão, ainda, valor adicional de R$ 600,00 (seiscentos reais), como subsídio ao deslocamento intermunicipal. A Funesc também assegura aos artistas selecionados, os custos com alimentação e hospedagem.

Podem participar do edital, pessoas físicas maiores de 18 anos, microempreendedores individuais, pessoas jurídicas, na condição de representantes de artistas ou grupos, residentes ou com sede em município do Sertão da Paraíba. 

Para se inscrever é preciso preencher o formulário, anexar a documentação solicitada no edital, bem como link com o vídeo do espetáculo completo para análise da comissão de seleção. Dúvidas e informações referentes ao edital poderão ser esclarecidas e/ou obtidas junto à Comissão de Seleção, através do endereço eletrônico mostrasertaoemcena@gmail.com
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Acesse o edital e a ficha de inscrição: 


fonte: https://funesc.pb.gov.br/