Como era os modelos de
propaganda política (os cartazes), impressos em tipografias e gráficas de
Cajazeiras. Aqui dois exemplos: o primeiro, de uma das campanhas de José Lopes
Lira (Dudú) a vereador no município de Cajazeiras. Dudú foi vereador por seis legislatura,
sendo duas vezes eleito presidente da Casa Otacílio Jurema. A segunda, do
comerciante e agropecuarista Júlio Marques do Nascimento a Deputado Estadual pelo Partido Republicano. O cartaz do candidato José Lopes
Lira (Dudú) é mais antigo. Talvez tenha sido impresso entre as décadas de 60 e
70. O de Júlio Marques é mais recente. Pelas características da impressão, poderá
ter sido produzido em of set nos anos 70.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
Letra e Música do Hino Oficial de Cajazeiras
Cajazeiras teu nome reluz
Numa auréola de amor e glória
Desde o berço - essa fonte de luz,
Que traçou teu destino na história.
É por isso que vimos ufanos
Festejar tua glória inconteste,
Que resplende e ilumina, há cem anos,
Terra e céus dos sertões do Nordeste.
Por que mais resplandeça e se veja
Teu roteiro entre as coisas da terra,
Esta fonte brotou junto à Igreja,
Que teus feitos maiores encerra.
As pessoas que bebem sequiosas
A água viva a correr dessa fonte
Sentem n'alma perfume de rosas
E lampejos de sol sobre a fonte.
Bem sentimos que vem esse brilho,
Como todos os dons que são teus,
Das sementes de luz que teu filho
Semeuou sob as bênçãos de Deus.
Praza aos céus que essa chama bendita,
Hoje acesa, se alteie sempre assim,
Crepitando como ora crepita
Em memória do Padre Rolim.
................................................................................
Letra: Cristiano Cartaxo
Música: Pedro Santos
SOBRE OS AUTORES DO HINO:
Cristiano Cartaxo
Nome dos mais expressivos dos meios
intelectuais da Paraíba, não quis, por exagerada modéstia, ocupar uma das
cadeiras da Academia Paraibana de Letras, quando convidado pelo saudoso
beletrista Cônego Matias Freire. A sua vasta e excelente produção poética
andava esparsa pelos jornais e revistas da Paraíba e do Ceará até que seu
genro, Mozart Soriano Aderaldo, lembrou-se de reuni-la ao ensejo das
comemorações de seus 70 anos. Posteriormente, após sua morte, seus familiares
publicaram um segundo livro: A Musa Quase Toda.
Pedro Santos
Pedro
Santos foi maestro, fundador do Coral Universitário da UFPB, do
Madrigal Paraíba, Coral do IPE, Coral da Telpa, Coral da Ibrave e
regente das Orquestras Sinfônica de Câmara do Estado da Paraíba.
Destacou-se como um dos articuladores do movimento pela criação do
Departamento de Artes e Comunicação e fez parte do grupo
responsável pela criação do Núcleo de Documentação
Cinematográfica (NUDOC). Pedro fez incursões pelo cinema sendo
também um dos implementadores do Programa Cinema Direto, em convênio
com a Universidade de Nanterre, na França. Foi autor de música para
teatro e cinema, tendo participado de vários projetos nessas áreas.
Estudou no Instituto Villa-Lobos e no Conservatório Nacional onde
foi aluno de Heitor Villa-Lobos.
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sábado, 15 de setembro de 2012
Sodade Meu Bem Sodade.
Música do compositor cajazeirense Zé do Norte, na interpretação marcante da cantora Socorro Lira, ganhadora do 23º Prêmio da Música Brasileira - categoria de Melhor Cantora Regional. O vídeo foi gravado no SESC Pompeia, São Paulo, em 2011, durante o show do Projeto Das Bandas de Lá Paraíba, que contou com a participação ainda de Cátia de França. Para interpretar a música, Socorro Lira teve os brilhantes arranjos de sanfona de Olívio Filho e contrabaixo acústico de Cássia Maria. A apresentação do show foi do compositor Chico César.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Anna D`Lira, um talento do nosso teatro.
por Cleudimar Ferreira
cleudimar.f.l@gmail.com
Anna D'Lira na personagem Rosa de "Mundo da Lua" Tv Cultura.
Cajazeiras é a terra da cultura. Um título
popular merecido e inquestionável, adquirido através da pujança de suas
realizações no campo das manifestações artísticas e culturais; entre elas as
artes cênicas, que durante décadas colocou a cidade entre as mais promissoras de
todas do interior do nordeste. Essa linguagem fez história e obviamente, fez também
seus personagens que o nosso inconsciente não apagará jamais. Quem não se lembra
da atuação das divas da nossa dramaturgia dos anos 60 e 70 Lací Nogueira (1938 -
2011) e Íracles Pires, falecida em 1979; os mais recentes trabalhos de Marcélia Cartaxo, Soia
Lira, Raquel Rolim e Suzy Lopes no cinema e no teatro paraibano. Mulheres
que se deram e dão o máximo para mostrar suas performances e fazer reconhecer seus
talentos, seja no palco ou nas telas dos cinemas.
Mas será que na citação das
nossas mulheres atrizes não há um referencial a mais a ser lembrado; um exemplo de dedicação, perseverança;
de busca da valorização e alta afirmação numa profissão bastante competitiva, onde as oportunidades
são raras. A atriz Anna D`Lira, conhecida no meio
teatral por todos nós como Aninha é um exemplo a ser seguido, porém, com
algumas restrições se a mesma não tivesse, pelo que sabemos, praticamente abandonado a arte que lhes projetou no cenário nacional. Sua trajetória poderia ter o percurso parecido com as de
Sôia Lira, Marcélia Cartaxo e demais, que diante das oportunidades que surgiram nesse segmento promissor, fizeram do teatro e do cinema, ócio do ofício e até
hoje estão na ativa e muito bem obrigado. Com Anna D`Lira fui tudo diferente.
Começou nos anos 70, fazendo teatro com Tarcísio Siqueira no Grupo Cajá, onde era a atriz principal do elenco de Tarcísio. Depois, já nos anos 80, teve uma rápida passagem pelo Grupo Terra, ao lado de nomes como Marcélia Cartaxo, Sônia Lira e Nanego Lira. Ainda nos anos 80, depois de ser graduada em Letras-Cajazeiras, Anna D`Lira frequentou ainda as aulas do curso de Direito pela UFPB em João Pessoa, para em seguida se transferir para São Paulo. Na capital paulista, diante de um mercado em
ascensão, foi trabalhar na TV Cultura ou lado de grandes atores como Gianfrancesco Guarnieri e Antônio Fagundes no seriado “Mundo
da Lua” na década de 90.
![]() |
Elenco principal do seriado "Mundo da Lua" |
No seriado ela incorporou a personagem Rosa de Sousa,
uma despachada empregada que cuidava da casa da família Silva e Silva, e esperava
ansiosamente o dia do seu casamento com o namorado Marcelo (que não aparecia
nunca em cena). Passava o dia ouvindo o programa do radialista Ney Nunes (voz
de Dorvilles Pavarina) enquanto cuidava dos afazeres da casa. Rosa conversava
com o radialista, interagia com o locutor, crente de que ele a escutava. A
personagem era divertida e fã número um do radialista. Como o seriado era
destinado ao público Infante juvenil, a personagem da Anna D`Lira logo
se tornou um sucesso tremendo entre as
crianças, que se sentiam atraídas pelo talento da atriz cajazeirense.
Entretanto, a atriz não levou adiante sua carreira que poderia tê-la transformado em uma
das grandes atrizes da Tv brasileira. Pois talento ela tem de sobra. Preferiu trocar essa promissora carreira por uma residência fixa fora do Brasil e foi morar no exterior. Casada, mãe de duas filhas, hoje reside na Suíça, onde segundo informações não bem seguras, a mesma dá (ou já deu) aulas de língua portuguesa para estrangeiros naquele país. Outras informações divulgadas por blogueiros é que Anna D'Lira, hoje, exercia atividades na área da saúde, juntamente com o esposo que é médico naquele país.
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Da esquerda pra direita na foto: Ana D'Lira, Wilma, Nanego Lira, Soia Lira e Salvino Lira
B o n u s
diversas épocas e tempos.

1. Anna D`Lira, 2. Íracles Pires-Ica, 3. Lací Nogueira, 4. Marcélia Cartaxo,
5. Sôia Lira, 6. Raquel Rolim, 7. Suzy Lopes, 8. Dudha Moreira.
5. Sôia Lira, 6. Raquel Rolim, 7. Suzy Lopes, 8. Dudha Moreira.
* As informações que compõe a matéria desta postagem, tem como fontes a oralidade e pesquisas feitas na internet.
domingo, 2 de setembro de 2012
Antigas Imagens Aéreas de Cajazeiras
Imagens Restauradas
Quatro imagens aéreas da
nossa querida Cajazeiras, produzidas pelo antigo Studio do Fotógrafo Lira,
possivelmente reveladas entre os anos 30 e 50. As duas primeiras, mostra como
era na época, a Av. Padre Rolim e o conjunto urbano que o margeava, com destaque para o paço municipal, Praça e Prefeitura.
A primeira imagem abaixo exibe um trecho da cidade onde situava o perímetro ferroviário com estação, trem e armazéns, um período em que não havia ainda o prédio da antiga rodoviária, agência do Banco do Brasil e a imagem do Cristo Rei.
Na outra ao lado, no cruzamento da Rua Samuel Duarte com a Av. Juvêncio Carneiro, podemos ver na esquina a antiga cadeia pública que foi demolida para ser construída no local a atual agência da Caixa Econômica Federal. Pelo ângulo em que as imagens foram captadas, conclui-se que elas foram feitas da torre da Catedral de Nossa Senhora da Piedade. É só abrir as imagens e curtir, sentir como era a nossa cidade no passado.
A primeira imagem abaixo exibe um trecho da cidade onde situava o perímetro ferroviário com estação, trem e armazéns, um período em que não havia ainda o prédio da antiga rodoviária, agência do Banco do Brasil e a imagem do Cristo Rei.
Na outra ao lado, no cruzamento da Rua Samuel Duarte com a Av. Juvêncio Carneiro, podemos ver na esquina a antiga cadeia pública que foi demolida para ser construída no local a atual agência da Caixa Econômica Federal. Pelo ângulo em que as imagens foram captadas, conclui-se que elas foram feitas da torre da Catedral de Nossa Senhora da Piedade. É só abrir as imagens e curtir, sentir como era a nossa cidade no passado.
sábado, 11 de agosto de 2012
As antigas companhias de telefone, água e esgoto do município de Cajazeiras.
Com passar dos anos, a internet vai ficando
velha, distanciando cada vez mais do tempo em que um dia foi novidade, carregando junto com ela todo mofo, registros amarelados da história das sociedades que passaram por este planeta.
Um desses registros são os recibos abaixo que testemunham o processo
de transformação e emancipação da sociedade cajazeirense na década de 60, onde os
recursos injetados e as ações do estado nas cidades do interior eram pouco ou
quase nada e os prefeitos para acompanharem a evolução do tempo, buscavam soluções
para dotar as cidades de infra-estrutura básica, ou seja, atender os reclames dos seus comandados, mesmo que essas soluções fossem apenas privilégios
de poucos.
Os certificados de títulos e ações já bastantes amarelados abaixo, são das Companhias de serviços criadas na cidade. A primeiro é da Telefônica de Cajazeiras - COTEZA e o segundo é da Sociedade Anônima de Água e Esgoto de Cajazeiras - SAECA. Ambas foram criadas pelo o então Prefeito Francisco Matias Rolim, na sua primeira gestão administrativa a frenta da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, em 1962.
Os certificados de títulos e ações já bastantes amarelados abaixo, são das Companhias de serviços criadas na cidade. A primeiro é da Telefônica de Cajazeiras - COTEZA e o segundo é da Sociedade Anônima de Água e Esgoto de Cajazeiras - SAECA. Ambas foram criadas pelo o então Prefeito Francisco Matias Rolim, na sua primeira gestão administrativa a frenta da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, em 1962.
As empresas eram de caráter público, porém mistas e o cidadão que
comprava os seus serviços, adquiria também um título patrimonial. Tornava-se uma
espécie de sócio das companhias e ordinariamente donos de parte de suas ações. Ou seja, uma espécie de companhia com sociedade de economia mista.
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Antigos certificados de títulos das companhias de água
e esgotos, de telefone de Cajazeiras
Documentos Restaurados
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