segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Imagem Restaurada. 

Direto do Sebo
"U m a  f o t o  h i s t ó r i c a" 
Direto dos estúdios da Rádio Alto Piranhas, o trepidante radialista e músico 
Zeilton Trajano entrevista o nosso eterno (na moral) Prefeito Popular de Cajazeiras, 
em 1972, João Bosco Braga Barreto.



sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Anna D`Lira, um talento do nosso teatro.

por Cleudimar Ferreira
cleudimar.f.l@gmail.com


             
Anna D'Lira na personagem Rosa de "Mundo da Lua" Tv Cultura.               


Cajazeiras é a terra da cultura. Um título popular merecido e inquestionável, adquirido através da pujança de suas realizações no campo das manifestações artísticas e culturais; entre elas as artes cênicas, que durante décadas colocou a cidade entre as mais promissoras de todas do interior do nordeste. Essa linguagem fez história e obviamente, fez também seus personagens que o nosso inconsciente não apagará jamais. Quem não se lembra da atuação das divas da nossa dramaturgia dos anos 60 e 70 Lací Nogueira (1938 - 2011) e Íracles Pires, falecida em 1979; os mais recentes trabalhos de Marcélia Cartaxo, Soia Lira, Raquel Rolim e Suzy Lopes no cinema e no teatro paraibano. Mulheres que se deram e dão o máximo para mostrar suas performances e fazer reconhecer seus talentos, seja no palco ou nas telas dos cinemas. 

Mas será que na citação das nossas mulheres atrizes não há um referencial a mais a ser lembrado; um exemplo de dedicação, perseverança; de busca da valorização e alta afirmação numa profissão bastante competitiva, onde as oportunidades são raras. A atriz Anna D`Lira, conhecida no meio teatral por todos nós como Aninha é um exemplo a ser seguido, porém, com algumas restrições se a mesma não tivesse, pelo que sabemos, praticamente abandonado a arte que lhes projetou no cenário nacional. Sua trajetória poderia ter o percurso parecido com as de Sôia Lira, Marcélia Cartaxo e demais, que diante das oportunidades que surgiram nesse segmento promissor, fizeram do teatro e do cinema, ócio do ofício e até hoje estão na ativa e muito bem obrigado. Com Anna D`Lira fui tudo diferente. 


Começou nos anos 70, fazendo teatro com Tarcísio Siqueira no Grupo Cajá, onde era a atriz principal do elenco de Tarcísio. Depois, já nos anos 80, teve uma rápida passagem pelo Grupo Terra, ao lado de nomes como Marcélia Cartaxo, Sônia Lira e Nanego Lira. Ainda nos anos 80, depois de ser graduada em Letras-Cajazeiras, Anna D`Lira frequentou ainda as aulas do curso de Direito pela UFPB em João Pessoa, para em seguida se transferir para São Paulo. Na capital paulista, diante de um mercado em ascensão, foi trabalhar na TV Cultura ou lado de grandes atores como Gianfrancesco Guarnieri  e Antônio Fagundes no seriado “Mundo da Lua” na década de 90. 

Elenco principal do seriado "Mundo da Lua"

No seriado ela incorporou a personagem Rosa de Sousa, uma despachada empregada que cuidava da casa da família Silva e Silva, e esperava ansiosamente o dia do seu casamento com o namorado Marcelo (que não aparecia nunca em cena). Passava o dia ouvindo o programa do radialista Ney Nunes (voz de Dorvilles Pavarina) enquanto cuidava dos afazeres da casa. Rosa conversava com o radialista, interagia com o locutor, crente de que ele a escutava. A personagem era divertida e fã número um do radialista. Como o seriado era destinado ao público Infante juvenil, a personagem da Anna D`Lira logo se tornou  um sucesso tremendo entre as crianças, que se sentiam atraídas pelo talento da atriz cajazeirense. 

Entretanto, a atriz não levou adiante sua carreira que poderia tê-la transformado em uma das grandes atrizes da Tv brasileira. Pois talento ela tem de sobra. Preferiu trocar essa promissora carreira por uma residência fixa fora do Brasil e foi morar no exterior. Casada, mãe de duas filhas, hoje reside na Suíça, onde segundo informações não bem seguras, a mesma dá (ou já deu) aulas de língua portuguesa para estrangeiros naquele país. Outras informações divulgadas por blogueiros é que Anna D'Lira, hoje, exercia atividades na área da saúde, juntamente com o esposo que é médico naquele país. 

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Da esquerda pra direita na foto: Ana D'Lira, Wilma, Nanego Lira, Soia Lira e Salvino Lira 







    B o n u s    


   a   as atrizes da nossa dramaturgia em         
              diversas épocas e tempos.           






 1. Anna D`Lira, 2. Íracles Pires-Ica, 3. Lací Nogueira, 4. Marcélia Cartaxo, 
5. Sôia Lira, 6. Raquel Rolim, 7. Suzy Lopes, 8. Dudha Moreira. 






* As informações que compõe a matéria desta postagem, tem como fontes a oralidade e pesquisas feitas na internet.

domingo, 2 de setembro de 2012

Antigas Imagens Aéreas de Cajazeiras


Imagens Restauradas


Quatro imagens aéreas da nossa querida Cajazeiras, produzidas pelo antigo Studio do Fotógrafo Lira, possivelmente reveladas entre os anos 30 e 50. As duas primeiras, mostra como era na época, a Av. Padre Rolim e o conjunto urbano que o margeava, com destaque para o paço municipal, Praça e Prefeitura.  

A primeira imagem abaixo exibe um trecho da cidade onde situava o perímetro ferroviário com estação, trem e armazéns, um período em que não havia ainda o prédio da antiga rodoviária, agência do Banco do Brasil e a imagem do Cristo Rei. 

Na outra ao lado, no cruzamento da Rua Samuel Duarte com a Av. Juvêncio Carneiro, podemos ver na esquina a antiga cadeia pública que foi demolida para ser construída no local a atual agência da Caixa Econômica Federal. Pelo ângulo em que as imagens foram captadas, conclui-se que elas foram feitas da torre da Catedral de Nossa Senhora da Piedade. É só abrir as imagens e curtir, sentir como era a nossa cidade no passado.








sábado, 11 de agosto de 2012

As antigas companhias de telefone, água e esgoto do município de Cajazeiras.


Com passar dos anos, a internet vai ficando velha, distanciando cada vez mais do tempo em que um dia foi novidade, carregando junto com ela todo mofo, registros amarelados da história das sociedades que passaram por este planeta. 

Um desses registros são os recibos abaixo que testemunham o processo de transformação e emancipação da sociedade cajazeirense na década de 60, onde os recursos injetados e as ações do estado nas cidades do interior eram pouco ou quase nada e os prefeitos para acompanharem a evolução do tempo, buscavam soluções para dotar as cidades de infra-estrutura básica, ou seja, atender os reclames dos seus comandados, mesmo que essas soluções fossem apenas privilégios de poucos.
 
Os certificados de títulos e ações já bastantes amarelados abaixo, são das Companhias de serviços criadas na cidade. A primeiro é da Telefônica de Cajazeiras - COTEZA e o segundo é da Sociedade Anônima de Água e Esgoto de Cajazeiras - SAECA. Ambas foram criadas pelo o então Prefeito Francisco Matias Rolim, na sua primeira gestão administrativa a frenta da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, em 1962. 

As empresas eram de caráter público, porém mistas e o cidadão que comprava os seus serviços, adquiria também um título patrimonial. Tornava-se uma espécie de sócio das companhias e ordinariamente donos de parte de suas ações. Ou seja, uma espécie de companhia com sociedade de economia mista.

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Antigos certificados de títulos das companhias de água 
e esgotos, de telefone de Cajazeiras 
Documentos Restaurados


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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagens remotas da história social de Cajazeiras.

Antiga imagem de Praça Pública em Cajazeiras
O logradouro (talvez) localizava-se onde é hoje a atual 
Praça da Prefeitura ou ficava próximo ao paredão do açude 
grande no final da Rua Epifânio Sobreira. 
 
Otacilio Trajano, Riba e João Robson.
Foto do Festival Regional da Canção no Sertão-década 70,
no pequeno tablado da tela do Cine Teatro Apolo XI.
(Foto Restaurada)

Câmara Municipal-Entrega de Diploma Ginasial
No centro o Professor e Poeta Cristiana Cartaxo observa
 Galdino Vilante entregar o documento 
a sua irmã Jandira Vilante.
(Foto Restaurada)

Velhos Carnavais no Cajazeiras Tênis Clube
(Foto Restaurada)


 Antigo Posto Fiscal de Cajazeiras
Os Jeeps eram o principal veículo com tração quatro rodas 
que transportavam pessoas da zona rural para a cidade. 
Aqui um desses momentos. Os veículos estacionados 
no antigo Posto Fiscal Nilson Lopes.

   Otacílio Trajano e Pedro Gomes
Mesa de bar. Otacílio Trajano na sanfona e
Pedro Gomes acompanha no Violão.
(Foto Restaurada)



segunda-feira, 16 de julho de 2012

A POPULAR PROFISSÃO DE CHAPEADO EM CAJAZEIRAS

por Cleudimar Ferreira

 


Entre as antigas profissões que no passado atendia no comércio de estivas e cereais das cidades do interior do Nordeste, a de Chapeado, talvez fosse a mais identificada com a cultura popular. O chapeado, carregador ou carreteiro - como era chamado popularmente, eram aqueles homens fortes que trabalhavam nos armazéns ou que ficavam nas ruas do centro de Cajazeiras, principalmente em dia de feira livre na espera de serem contratados por alguns comerciantes donos de bodegas para conduzir pesados sacos de arroz, farinha, açúcar ou feijão até o local previamente determinado.

Os chapeados pegavam no pesado e suava muito para suportar os sessenta quilos de um saco de açúcar, por exemplo. Necessitavam ter massa muscular e bastante força. Ficavam na porta ou dentro do estoque de cereais dos armazéns localizados nas principais ruas da cidade, como: a Rua Padre Manoel Mariano, Rua das Tamarinas e Padre José Tomaz; muitos sem camisas, ao sol e chuva, com chapéus arredondados na cabeça, artesanalmente feitos de couros, ou seja, com metades de uma bola de futebol, reforçado por dentro com espuma, cujo objetivo era amortecer o peso das mercadorias sobre a cabeça.

Para transportar as encomendas do centro para um local mais distante, usavam possantes carrinhos de mão, caracterizados por quatros rodas de madeiras revestidas com tiras de borrachas de pneus; dois feixes de molas de automóveis; um volante também de automóvel com uma barra de ferro ligada a uma trava embaixo, que conduzia dois cabos até o eixo dianteiro, fazendo girar as rodas da frente para direita ou para esquerda. Os carrinhos tinham capacidade para suportar até cento e vinte quilos ou mais.

Mas a atividade de chapeado em Cajazeiras não se restringia tão somente ao centro comercial, onde existiam os grandes armazéns como, Rio Piranhas, de Francisco Arcanjo; o da família Roberto e o Armazém Figueiredo. Havia o exercício dessa atividade em outros setores da economia da cidade naquela época, distantes do centro, como os chapeados que trabalhavam carregando pesados fardos de algodão na SAMBRA ou na Algodoeira do Major Galdino Pires, além das firmas Abrantes S.A. e J. Matos Cia de beneficiamento de algodão.

Com o passar do tempo, a modernização da indústria e do comércio abriu espaços para novos meios de transportes de mercadorias nesses setores. Criaram-se as centrais de distribuições que substituíram os antigos armazéns. Vieram às empilhadeiras, os carrinhos de supermercados e a pronto entrega, sufocando essa popular atividade que hoje não existe mais ou passa por processos de extinção; que no passado foi na cidade tão bem exercida por pessoas humildes, como Pedão, Seu Belchior, Tião do Bairro de Capoeiras e Zezinho que morava na tradicional Rua do Emboque.

Essa atividade, entrou para imaginário popular do nosso folclore, e com certeza, passou a ser uma teia de lembranças em muitos cajazeirenses. E os chapeados, personagens simples que ficou, se comparado a outros que exerce serviços similares no comércio de Cajazeiras hoje, são apenas imagens guardadas no subconsciente de alguns velhos feirantes, que resiste o tempo mantendo suas atividades ambulantes nos dias de sábados de feiras livres na cidade. Lembranças guardadas de um passado, destacadas pelas imagens anônimas de um extinto profissional que tão bem serviu a nossa economia e a nossa sociedade.

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quinta-feira, 5 de julho de 2012


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Câmara Municipal de Cajazeiras 
(Casa Otacílio Jurema)
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(da direita a esquerda) Aldenor Rodovalho de Alencar - Seu Nô, 
Radialista Nonato Guedes, Governador Ivan Bichara Sobreira, 
Antônio Quirino de Moura, Francisco Matias Rolim,  Sinval Leite, 
Monsenhor Vicente Freire, Sargente Barbosa e Batista do Hospital.