By cleudimarferreira
Portaria (hoje) do Cine Teatro Pax, em Cajazeiras, com suas intalações bem preservadas.
Esse
cinema – só na descrição – hoje desativado, foi, da segunda metade dos anos 70
até o início da segunda metade dos anos 80, o único ponto de convergência, de
divertimento audiovisual da população da Zona Sul de Cajazeiras. Mas, como tudo
está na ordem do tempo, esperando do tempo o destino que deve tomar,
infelizmente a crise dos cinemas nos anos 80 – que saiu fechando salas pelo
país a fora – numa cadeia de destruição de sonhos que a tela grande
proporcionava – alcançou o Pax. Ele não ficou de fora dessa hecatombe, sucumbiu
à crise e encerrou suas atividades também.
Passeando
por Cajazeiras, estive em sua portaria e fixei meus olhos nas suas escadarias
até a porta de entrada. O que meus olhos viram foi um prédio com suas
instalações físicas repletas de boas lembranças deixadas pela garotada e jovens
que viveram o seu período áureo. Seu hall com as caixas de bilheteria e os
gradis, está como antes – ou quase nada mudou. Não sei se igual está o seu
salão, onde se alojava o auditório com cerca de mais de 300 cadeiras longarina
da marca Cimo. Assim também, não sei bem como está a estrutura que segurava a
sua tela panorâmica: se ainda permanece lá, no vazio das lembranças, esperando
um dia a volta dos equipamentos que a compunham para o seu devido lugar.
De
toda a região, era só Cajazeiras que, nesse período, ostentava o orgulho de ter
três salas devidamente equipadas, que recebiam um público apaixonado pela
imagem do cinema – público esse vindo de diversos pontos da cidade. Só
Cajazeiras tinha esse privilégio. Agora, com a volta e a abertura de muitos
cinemas de rua, outrora fechados pela essa crise dos anos 80, bem que a nossa
cidade poderia ter a benevolência de honrar a atuação de tantos atores e
atrizes que brilham no cinema, reabrindo o único cinema na cidade – dos três
que havia – com condições plenamente perfeitas para essa empreitada épica.
Somos capazes sim, porque realizamos, produzimos e consolidamos a criação do
Festival do Audiovisual Cine Açude Grande e o surgimento do Cineclube Avoador com
sua mostra de cinema itinerante, revelando a nossa capacidade de estar à frente
de uma iniciativa assim.
A
possibilidade de transformar esse sonho em realidade, está bem ali na nossa
frente. Parcerias com o setor privado; somadas à contrapartida do poder público
– amplamente assegurada pela as leis de incentivo e pela política de fomento à
cultura e a arte do Ministério da Cultura, que tem favorecido a reabertura de
salas pelo país – seriam os caminhos, o nosso poço de mel, nossa fonte de esperança, de ver num futuro próximo, o nosso popular Cine Pax de portas abertas novamente.
deixeumComentário.

Nenhum comentário:
Postar um comentário