sexta-feira, 27 de junho de 2008

Nosso sol é mais bonito

Por do Sol no Cristo Rei de Cajazeiras/PB. Acervo: Cleudimar Ferreira


Era janeiro de 1982 quando essa foto foi revelada. Como vemos, ela mostra o pôr do sol de um final de tarde, visto do morro do ‘Cristo Rei’ de nossa cidade. Nessa época, era nosso o principal ponto turístico. Colado a estátua do Redentor, dá para ver também, a primeira antena repetidora de sinal de TV instalada em Cajazeiras. Nesse caso, a TV Ceará, canal 5. 

A imagem foi captada, por uma Câmera Love. Provavelmente, também nesse mesmo mês, nos anos 80, lançada no mercado pela fabricante Sonora. A Love (como era chamada), se tornou bastante popular em todo em todo território nacional brasileiro. Era uma maquinazinha autônoma, descartável, totalmente automática, que não era necessário se colocar o filme, pois ele já vinha embutido e com uma tiragem de vinte poses. Ou seja, vinte fotografias.

Ao fotografar, o fotógrafo, seja amador ou profissional, enviava a câmera para Manaus/AM, onde ficava a matriz da Sonora - uma empresa do ramo fotográfico. Chegando lá, a pequenina máquina era aberta e o filme era revelado. O cliente recebia via reembolso postal as fotografias e recebia também outra câmera nova, como o filme, prontinha para ser usada e para se tirar outras fotos. 

Essa imagem, foi capitada a partir de um local próximo onde ficava a antena da Rádio Patamuté FM, ou seja, da posição leste em direção ao oeste. A imagem expõe com clareza, como era o entorno do Cristo Rei na década de 80. Ou seja, limpo, praticamente sem antenas - pois só havia no local a antena da Patamuté FM e da repetidora de TV. 

O nosso Cristo Rei, nesse tempo, era sitiado por sua vegetação natural, exuberante, preservada e acolhedora, que encantava qualquer visitante que no local estivesse. Principalmente se o horário fosse ao finalzinho da tarde de uma estação de verão, quando o sol fica mais dourado, vermelhando o céu de Cajazeiras, tornando visível aos olhos de todos que se dirigiam ao local, uma cidade viva, com suas múltiplas cores.

cleudimar.ferreira

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