quinta-feira, 2 de abril de 2026

Caiu na rede. Foto da Inauguração do Cristo Rei de Cajazeiras

cleudimarferreira

foto colorizada por IA, a partir da original em preto e branco


O monumento do Cristo Rei, em Cajazeiras, Paraíba - também chamado de Cristo Redentor de Cajazeiras, foi inaugurado em 15 de junho de 1939, durante as celebrações do Primeiro Congresso Eucarístico Diocesano da cidade. 
Ele foi instalado no alto do morro, no ponto mais elevado da sede do município.
O monumento foi concebido como símbolo da fé católica e da proteção espiritual sobre a população sertaneja.
Sua construção ocorreu em um período marcado por dificuldades sociais e climáticas no sertão nordestino, o que reforçou ainda mais o caráter simbólico da obra.
A iniciativa contou com o envolvimento da comunidade local, por meio de doações e esforços coletivos, evidenciando a forte religiosidade presente na região cajazeirense.
Com o passar do tempo, o Cristo Rei consolidou-se não apenas como um marco religioso, mas também como um importante elemento turístico cultural e identitário de Cajazeiras, integrando sua paisagem urbana e sua memória histórica.
Lá de cima do morro, onde o Cristo estar e onde o vento fala mais alto, o silêncio tem mais presença e o Cristo Rei reina absoluto observando a cidade.
Desde 1939, quando foi erguido entre fé e esperança, ele permanece de braços abertos - não como quem domina, mas como quem acolhe.
Naquele tempo, o sertão de Cajazeiras era mais seco, de chão duro, mas silencioso e otimista com relação ao futuro.
E talvez por isso mesmo tenha sido necessário levantar um símbolo tão grande: para lembrar que, mesmo nas dificuldades, a fé haverá de estar presente.
A estátua foi trazida por Silvino Bandeira de Melo - pai do saudoso Dr. Júlio Bandeira de Melo - médico e radialista, para o alto do morro da cidade em cumprimento de uma promessa feita. 
A imagem escultórica - parte do monumento, não foi uma obra autoral única, como a do Cristo Redentor do Rio de Janeiro.
Pode ter sido feita por encomenda, solicitada pelo prórpio Silvino Bandeira a uma oficina religiosa em Salvador onde era radicado.
As oficinas eram bastante comum naquele tempo e produzido através de moldes de reprodução em gesso ou concreto.
Ou seja, adquirida pronta ou em catálogo de arte sacra. 
Algo usual no Brasil naquele período.
O local é considerado um marco histórico e um ponto turístico religioso, embora tenha enfrentado desafios de conservação.
Até hoje, quando o sol se põe e pinta tudo de dourado, parece que ele continua ali, calado, assumindo a mesma função de sempre, a de guardião da cidade. 

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